Num momento em que a indústria móvel procura redefinir os limites do que cabe num bolso, surgem os smartphones tri-fold — dispositivos que dobram duas vezes, desdobrando ecrãs de dez polegadas onde antes havia apenas vidro e alumínio. A promessa é a convergência total: um único aparelho que substitui o telemóvel, o tablet e, quem sabe, o portátil. Mas como tantas vezes na história da tecnologia, entre a visão e a realidade quotidiana interpõem-se o preço, o peso e a fragilidade — lembretes de que a inovação genuína raramente chega completa na primeira tentativa.