Quando uma nação ergue muros comerciais, outras nações encontram portas. As tarifas impostas por Donald Trump à China reescreveram silenciosamente o mapa do agronegócio global: exportações americanas de soja ao gigante asiático despencaram de 32 para 7,2 milhões de toneladas, enquanto o Brasil — mais ágil e com capacidade produtiva em expansão — quase dobrou sua presença no mercado chinês, chegando a US$ 72,5 bilhões em produtos agropecuários em 2025. O que começou como uma guerra comercial americana está se consolidando como uma reconfiguração estrutural de longo prazo nas cadeias de abasteci