Em um gesto raro de autocrítica pública, a escritora e navegadora Tamara Klink reconheceu, dois dias após pedir que seus leitores não comprassem seu livro, que havia ignorado a realidade econômica de toda uma cadeia editorial que depende exatamente dessas compras para sobreviver. O episódio revela uma tensão profunda do nosso tempo: a dificuldade de conciliar convicções ambientais genuínas com a viabilidade das indústrias criativas que sustentam autores, pequenas editoras e trabalhadores invisíveis do mercado do livro. Reconsiderar publicamente é, em si, um ato de integridade — e talvez o come