Em 1990, a paleontóloga Sue Hendrickson encontrou na Dakota do Sul fragmentos de um esqueleto que redefiniria os limites entre ciência, propriedade e patrimônio coletivo. O fóssil de Tyrannosaurus rex que recebeu seu nome — um dos mais completos já descobertos — tornou-se objeto de uma disputa judicial que entrelaçou direitos indígenas, custódia federal e interpretações contratuais conflitantes. Quando os tribunais finalmente reconheceram Maurice Williams como proprietário legítimo, o leilão subsequente mobilizou museus, universidades e grandes corporações para garantir que Sue permanecesse ac