Supertufão Bavi ameaça Ásia com ventos de 250 km/h após devastar Guam

Danos estruturais significativos em Guam, Rota e Saipan com destruição de infraestrutura e inundações, além de operações de resgate em andamento.
Água quente o suficiente para alimentar e intensificar um ciclone tropical
As temperaturas do oceano em torno de 30 graus Celsius permitiram que Bavi atingisse sua força máxima.

No coração do Pacífico Norte, a natureza voltou a demonstrar sua força implacável: o supertufão Bavi, com ventos de 290 km/h, varreu as Ilhas Marianas e Guam no início de julho de 2026, deixando infraestrutura destruída e comunidades em estado de alerta. É o terceiro ciclone de categoria 5 no ano, alimentado por águas aquecidas e intensificado pelo El Niño — um padrão que nos lembra que os extremos climáticos não são anomalias passageiras, mas sinais de uma era em transformação. Enquanto equipes de resgate trabalham nos escombros, Taiwan, o sul do Japão e a China continental aguardam, na incerteza, a curva do sistema em direção a elas.

  • Com ventos que chegaram a 290 km/h, Bavi derrubou postes, cortou energia e transformou ruas em rios de destroços em Guam, Rota e Saipan.
  • É o terceiro ciclone tropical de categoria 5 em 2026 — uma frequência que especialistas associam diretamente ao El Niño e ao aquecimento das águas do Pacífico.
  • A Guarda Costeira dos EUA mobilizou equipes para desobstruir vias navegáveis e reabrir portos, enquanto operações de resgate ainda estavam em curso com o tufão em movimento.
  • Na quarta-feira seguinte, Bavi seguia com ventos de 250 km/h sobre o Mar das Filipinas, mantendo sua força e ameaça para regiões densamente populosas.
  • Previsões apontam que o sistema se curvará para noroeste, colocando Taiwan, as Ilhas Ryukyu e a China continental no caminho do fenômeno, mesmo que em enfraquecimento gradual.

No último domingo, o supertufão Bavi cruzou as Ilhas Marianas do Norte e Guam com ventos de 290 km/h, arrancando postes, derrubando linhas de energia e inundando estradas com destroços. Guam, Rota e Saipan sentiram o impacto direto do sistema, que chegou ao seu pico de intensidade justamente ao se aproximar das ilhas.

Imagens de satélite capturadas pelo NOAA-20 revelaram o olho perfeitamente delineado de Bavi na manhã de 6 de julho — uma estrutura imponente que havia se formado como supertufão já em 4 de julho, alimentada por temperaturas do mar em torno de 30°C. Segundo o meteorologista Jeff Masters, o El Niño favorece a formação de tufões mais a leste, dando-lhes mais tempo sobre águas quentes para se intensificarem antes de alcançar a Ásia — o que explica, em parte, a força excepcional de Bavi e o fato de ser o terceiro ciclone de categoria 5 em 2026.

Enquanto equipes da Guarda Costeira dos EUA trabalhavam para desobstruir portos e vias navegáveis, Bavi já seguia em frente. Na quarta-feira, 8 de julho, o sistema ainda mantinha ventos de 250 km/h sobre o Mar das Filipinas. As previsões indicam que o tufão se curvará para noroeste nos próximos dias, colocando Taiwan, as Ilhas Ryukyu e a China continental em seu caminho. Espera-se um enfraquecimento gradual, mas o risco para milhões de pessoas permanece real e urgente.

No último domingo, um supertufão de proporções extraordinárias atravessou as Ilhas Marianas do Norte e Guam, território americano no Oceano Pacífico Norte, deixando um rastro de destruição. O fenômeno, batizado de Bavi, atingiu sua força máxima quando se aproximava das ilhas na noite de domingo, com ventos de 290 quilômetros por hora — velocidades que arrancam postes, derrubam linhas de energia e transformam estruturas em escombros. As chuvas torrenciais e ondas de tempestade que o acompanhavam inundaram estradas, cobriram-nas com destroços e danificaram edifícios em Guam, Rota e Saipan.

Uma imagem de satélite capturada pelo instrumento VIIIRS, a bordo do satélite NOAA-20, registrou o olho perfeitamente definido do furação Bavi na manhã do dia 6 de julho, horário local. A fotografia revela a estrutura impressionante do sistema, com seu núcleo bem delineado e as bandas de nuvens espirais envolvendo-o. Bavi havia se transformado em supertufão nas primeiras horas de 4 de julho, deslocando-se para o oeste sobre o oceano. As temperaturas da superfície do mar na região giravam em torno de 30 graus Celsius — água quente o suficiente para alimentar e intensificar um ciclone tropical.

Este é o terceiro ciclone tropical de categoria 5 na escala Saffir-Simpson registrado em 2026. A frequência desses eventos extremos não é coincidência. O meteorologista Jeff Masters, em artigo publicado pelo Yale Climate Connections, explicou que tempestades como Bavi ganham força quando eventos climáticos como o El Niño estão em evidência, como ocorre atualmente. Durante anos de El Niño, os tufões tendem a se formar mais a leste, o que lhes concede mais tempo sobre águas quentes antes de se deslocarem para a Ásia — tempo suficiente para se intensificarem significativamente.

Equipes da Guarda Costeira dos EUA mobilizaram-se para remover obstáculos nas vias navegáveis ao redor de Guam e das Ilhas Marianas do Norte, trabalhando para reabrir os portos assim que as condições marítimas perigosas diminuíssem. O trabalho de recuperação começou enquanto Bavi ainda se movia pela região.

Na quarta-feira seguinte, 8 de julho, Bavi continuava sendo um tufão poderoso, deslocando-se para o oeste sobre o Mar das Filipinas com ventos máximos de 250 quilômetros por hora. As previsões meteorológicas indicam que o sistema se curvará para noroeste nos dias seguintes, colocando Taiwan, as Ilhas Ryukyu no sul do Japão e a China continental na trajetória do fenômeno. Espera-se que Bavi se enfraque gradualmente conforme avança sobre essas regiões, mas o risco permanece significativo para milhões de pessoas na Ásia.

Tempestades como o Bavi são esperadas quando eventos fortes como o El Niño estão em evidência
— Jeff Masters, meteorologista, Yale Climate Connections
The Hearth Conversation Another angle on the story
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Por que Bavi é considerado um supertufão e não apenas um tufão comum?

Model

A classificação depende da velocidade dos ventos. Bavi atingiu 290 quilômetros por hora — bem acima do limiar que o coloca na categoria 5 da escala Saffir-Simpson. É a intensidade máxima possível.

Inventor

E por que 2026 já tem três desses eventos extremos?

Model

O El Niño atual cria condições ideais. Os tufões se formam mais a leste, ganham mais tempo sobre águas quentes de 30 graus Celsius e se intensificam antes de chegar à Ásia. É como dar ao furação uma pista de decolagem mais longa.

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Guam foi atingida duas vezes em três meses. Isso é raro?

Model

Raro o suficiente para ser notável. Mas com o aquecimento dos oceanos, padrões que eram excepcionais estão se tornando menos incomuns. O que era uma vez em uma geração pode estar virando uma vez a cada poucos anos.

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Como as pessoas em Taiwan e no Japão devem se preparar?

Model

Bavi está enfraquecendo conforme se move para noroeste, mas ainda será um sistema poderoso quando chegar. As autoridades locais já devem estar ativando planos de evacuação e preparando abrigos. O tempo é curto.

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A imagem de satélite mostra algo que as pessoas deveriam saber?

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Mostra a estrutura perfeita de um furação em seu auge — o olho bem definido, as bandas de nuvens organizadas. É belo e aterrorizante ao mesmo tempo. Revela a força bruta organizada da natureza.

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