O domingo 22 será o último em que os supermercados abrem
No Espírito Santo, uma convenção coletiva entre empregadores e trabalhadores do comércio redesenha o ritmo do fim de semana: a partir de março, supermercados, atacarejos e lojas de material de construção fecharão as portas aos domingos. A medida, motivada sobretudo pela escassez de mão de obra, não é inédita — por nove anos, entre 2009 e 2018, o estado já viveu sob regra semelhante. O que se negocia aqui é, no fundo, a velha tensão entre o direito ao descanso e a conveniência do consumo.
- O domingo 22 de fevereiro será o último em que os capixabas poderão fazer compras normalmente em grandes supermercados — a partir de março, as portas ficam fechadas.
- A escassez de trabalhadores disponíveis para o turno dominical foi o gatilho que levou a Acaps e os sindicatos a firmarem o acordo no fim do ano passado.
- Consumidores que dependem do fim de semana para abastecer a casa precisarão reorganizar sua rotina, antecipando compras para o sábado ou distribuindo-as pela semana.
- Padarias, açougues e pequenos negócios familiares sem funcionários contratados ficam de fora da restrição, mantendo alguma válvula de escape para necessidades urgentes.
- A convenção vale até 31 de outubro e representa, para os comerciários, a conquista de um dia de descanso semanal garantido — um direito que havia sido suspenso por anos.
A partir de 1º de março, o domingo muda de cara no Espírito Santo. Supermercados, atacarejos e lojas de material de construção fecharão as portas nesse dia por força de uma convenção coletiva assinada entre patrões e empregados no final de 2025. O último domingo de funcionamento normal será o dia 22 de fevereiro.
O acordo é amplo: além dos supermercados, mercearias e minimercados também entram na restrição. Os estabelecimentos poderão abrir em feriados, com exceção do Ano Novo, do Natal e do Dia do Trabalho. A medida permanece em vigor até 31 de outubro.
Nem todos ficam de fora do movimento, porém. Pequenos negócios tocados exclusivamente por membros da família — sem nenhum funcionário contratado — podem continuar abrindo, já que o acordo proíbe especificamente o trabalho dos comerciários no domingo. Açougues e padarias também estão isentos das restrições.
A Associação Capixaba de Supermercados, a Acaps, apontou a falta de mão de obra como a principal motivação da medida. Não é a primeira vez que o Espírito Santo vive sob essa regra: entre 2009 e 2018, os supermercados do estado já permaneceram fechados aos domingos por força de convenção anterior.
Para os consumidores, a adaptação será necessária — as compras terão de migrar para o sábado ou ser distribuídas ao longo da semana. Para os trabalhadores do comércio, o acordo representa algo concreto: um dia de descanso garantido, resultado de negociações que vão além do simples calendário de funcionamento.
A partir do próximo mês, quem costuma fazer compras de supermercado no domingo terá que mudar seus hábitos. No Espírito Santo, o dia 22 de fevereiro será o último domingo em que os estabelecimentos funcionarão normalmente. A partir de 1º de março, supermercados, atacarejos e lojas de material de construção permanecerão fechados todos os domingos, uma mudança que resulta de um novo acordo trabalhista assinado entre patrões e empregados no final do ano passado.
A convenção coletiva que determina o fechamento é abrangente. Além dos supermercados, mercearias, minimercados e outros estabelecimentos do ramo alimentício também ficarão de portas fechadas aos domingos. As lojas de material de construção seguem a mesma regra. O acordo permite que esses negócios funcionem em feriados, com três exceções: Ano Novo, Natal e Dia do Trabalho. A medida permanecerá em vigor até 31 de outubro.
Há, porém, exceções importantes. Pequenas vendas e mercearias que funcionam apenas com membros da família — sem funcionários contratados — podem continuar abrindo aos domingos, já que o acordo proíbe especificamente que comerciários trabalhem neste dia. Açougues e padarias também estão fora das restrições e podem manter suas operações normais. Essa distinção reflete a natureza do acordo: o foco está em proteger o direito de descanso dos trabalhadores, não em fechar completamente o comércio alimentício.
A Associação Capixaba de Supermercados, a Acaps, apontou a escassez de mão de obra como a principal razão por trás da decisão de fechar aos domingos. A medida representa um retorno a um padrão que já havia vigorado no estado: entre 2009 e 2018, os supermercados capixabas permaneceram fechados aos domingos durante nove anos em função de uma convenção coletiva anterior.
Para os consumidores, a mudança exigirá planejamento. Quem depende do fim de semana para fazer compras terá que antecipar suas idas ao supermercado para sábados ou distribuir as compras ao longo da semana. Para os trabalhadores do comércio, o acordo garante um dia de descanso semanal garantido, uma conquista que reflete negociações mais amplas sobre condições de trabalho no varejo capixaba.
Citas Notables
A falta de mão de obra foi o principal motivador do fechamento aos domingos— Associação Capixaba de Supermercados (Acaps)
La Conversación del Hearth Otra perspectiva de la historia
Por que exatamente os supermercados fecham aos domingos? É só para dar folga aos funcionários?
Sim, mas é mais que isso. O acordo proíbe que comerciários trabalhem aos domingos. A Acaps disse que a falta de mão de obra foi o grande motivador — não conseguem preencher os turnos.
Então pequenas vendas podem abrir? Como funciona essa diferença?
Exato. Se é um negócio familiar, sem funcionários contratados, pode abrir. O acordo só restringe o trabalho de comerciários. Por isso padarias e açougues também escapam.
Isso já aconteceu antes no Espírito Santo?
Sim. De 2009 a 2018, os supermercados ficaram fechados aos domingos por nove anos. Agora voltamos a isso, mas desta vez até outubro.
E se um consumidor precisar fazer compras urgentes no domingo?
Terá que planejar melhor. Sábado é o último dia útil. Ou depender de pequenas vendas e padarias que continuam funcionando.
Qual é o impacto real para quem trabalha no varejo?
Ganham um dia de descanso garantido. Mas também pode significar menos horas de trabalho disponíveis se o supermercado não redistribuir os turnos.