Suíça bate Sérvia por 3-2 e enfrentará Portugal nos oitavos-de-final

Não foram os seus avançados que a deixaram fora, mas a incapacidade de proteger a baliza
Reflexão sobre por que a Sérvia foi eliminada apesar de ter jogadores ofensivos de qualidade.

No estádio 974 de Doha, a Suíça e a Sérvia protagonizaram um dos jogos mais abertos do Mundial 2022, com quatro golos na primeira parte e pouca cerimónia defensiva de ambos os lados. Os suíços, liderados por um Freuler que errou e se redimiu no mesmo jogo, garantiram o segundo lugar do Grupo G e um lugar nos oitavos-de-final. A Sérvia, que chegou a estar em vantagem, saiu eliminada — não por falta de talento ofensivo, mas pela incapacidade crónica de proteger a sua baliza. Portugal aguarda do outro lado, num reencontro que promete repetir as mesmas fragilidades que tornaram este jogo tão imprevisível.

  • Quatro golos em 45 minutos transformaram o jogo num espetáculo caótico, com ambas as equipas a ignorar quase por completo a organização defensiva.
  • A Sérvia chegou a liderar por 2-1, com a qualificação ao seu alcance, mas desperdiçou a vantagem em menos de dez minutos.
  • Freuler cometeu o erro que deu o 2-1 à Sérvia e, logo no início da segunda parte, marcou o golo que deu a vitória à Suíça — uma redenção rara e decisiva.
  • A Suíça viveu os minutos finais com um olho no marcador do Brasil-Camarões, sabendo que um empate africano a eliminaria — esse golo nunca chegou.
  • Portugal e Suíça encontram-se agora nos oitavos, ambas com defesas expostas e um historial recente que favorece os helvéticos.

A Suíça garantiu a passagem aos oitavos-de-final do Mundial 2022 com uma vitória por 3-2 sobre a Sérvia, num jogo disputado no estádio 974 de Doha que ficou marcado pela intensidade ofensiva e pela quase total ausência de organização defensiva de ambas as equipas. Os quatro golos da primeira parte contaram a história de um encontro em que qualquer resultado parecia possível até ao último momento.

Shaqiri abriu o marcador aos 20 minutos, num golo que foi o terceiro em Mundiais consecutivos para o avançado suíço. A Sérvia respondeu rapidamente: Mitrovic cabeceou com precisão um cruzamento de Tadic para empatar. Aos 35 minutos, um erro grave de Freuler na sua própria área permitiu a Vlahovic colocar os sérvios em vantagem. A liderança durou apenas nove minutos — Embolo apareceu no segundo poste para empatar após um cruzamento de Widmer.

Na segunda parte, a Suíça retomou o controlo. Aos 48 minutos, Freuler redimiu-se do erro anterior ao marcar o 3-2, aproveitando mais uma vez a incapacidade sérvia de se organizar defensivamente. Ao longo dos três jogos do grupo, a Sérvia sofreu oito golos — não foram os seus avançados que a deixaram fora do torneio, mas sim a fragilidade estrutural da sua defesa.

A Suíça terminou em segundo lugar no Grupo G, atrás do Brasil, e aguardou com alguma tensão o final do outro jogo — um empate dos Camarões frente ao Brasil teria bastado para os eliminar. Esse golo nunca chegou. Nos oitavos, os suíços enfrentarão Portugal, num terceiro encontro consecutivo entre as duas seleções em grandes torneios. O último precedente, do Euro 2008, terminou com vitória helvética por 2-0. Desta vez, ambas chegam com vulnerabilidades defensivas à vista — e o confronto promete ser decidido por quem melhor as souber explorar.

A Suíça conquistou o seu lugar nos oitavos-de-final do Mundial 2022 com uma vitória de 3-2 sobre a Sérvia, num jogo que se desenrolou como um espetáculo ofensivo descontrolado no estádio 974 de Doha. A primeira parte foi particularmente frenética — quatro golos marcados em 45 minutos, com ambas as equipas a demonstrarem uma criatividade atacante notável e uma indiferença quase deliberada pela organização defensiva. O resultado final colocou a seleção helvética como segunda classificada do Grupo G, atrás apenas do Brasil, e garantiu um confronto com Portugal na próxima fase.

Os suíços abriram o marcador aos 20 minutos através de Shaqiri, que aproveitou uma jogada pela direita iniciada por Rodríguez. O golo marcou o terceiro Mundial consecutivo para o avançado. A resposta sérvia surgiu rapidamente, aos 26 minutos, quando Tadic cruzou com precisão para Mitrovic cabecear com força e segurança, igualando o resultado. O jogo parecia estar ao alcance de qualquer uma das equipas, mas a Sérvia conseguiu dar a volta aos 35 minutos: Freuler cometeu um erro grave na sua área, permitindo que Vlahovic aproveitasse para colocar os balcânicos em vantagem com o 2-1.

Essa vantagem durou apenas nove minutos. Widmer cruzou junto à linha lateral e Embolo apareceu para restabelecer a igualdade. A segunda parte começou com a Suíça a retomar o controlo do jogo. Aos 48 minutos, Freuler redimiu-se do erro anterior ao marcar o 3-2, beneficiando novamente de uma defesa sérvia que parecia incapaz de organizar-se. Ao longo dos três jogos do grupo, a Sérvia tinha sofrido oito golos, um número que refletia as fragilidades estruturais da sua linha defensiva — não foram os seus avançados de qualidade que a deixaram fora do Mundial, mas sim a incapacidade de proteger a baliza.

Após o terceiro golo suíço, a Sérvia caiu numa apatia estranha. O selecionador Stojkovic introduziu mais avançados no terreno, mas a equipa não conseguiu recuperar o volume de ataque que havia demonstrado em momentos anteriores da competição. A Suíça manteve o controlo, embora tenha sofrido até ao último segundo — havia a possibilidade remota de os Camarões marcarem um golo de empate contra o Brasil, o que teria eliminado os suíços e qualificado a seleção africana. Esse golo nunca chegou, e a Suíça garantiu a sua progressão.

Este será o terceiro encontro consecutivo entre Suíça e Portugal numa fase final de um grande torneio. O último precedente data do Euro 2008, quando os suíços venceram por 2-0 na fase de grupos. Agora, ambas as seleções chegam aos oitavos-de-final com vulnerabilidades defensivas expostas — Portugal também já demonstrou nesta competição que não é uma equipa completamente fiável. O confronto promete ser decidido pela capacidade de cada uma em explorar essas fraquezas.

Não é pelos seus excelentes avançados que ficam de fora do Mundial, mas por uma linha defensiva que não sabia o que fazer
— Análise do desempenho defensivo da Sérvia
The Hearth Conversation Another angle on the story
Inventor

Como é que um jogo com quatro golos na primeira parte consegue ser tão revelador sobre o que está errado com uma equipa?

Model

Porque os golos não aparecem do nada. Cada um deles é uma falha defensiva — um cruzamento mal marcado, um erro no posicionamento, uma linha que não sabe comunicar. A Sérvia sofreu oito golos em três jogos. Isso não é azar. É um padrão.

Inventor

A Sérvia teve a qualificação nas mãos durante o jogo. Como é que se perde isso?

Model

Tiveram o 2-1 aos 35 minutos. Nove minutos depois, estava 2-2. Depois o 3-2 aos 48. Não é que tenham perdido a qualificação — é que não conseguiram manter o que tinham conquistado. A apatia que descrevem na segunda parte diz tudo.

Inventor

Freuler cometeu um erro que levou ao 2-1 e depois marcou o 3-2. Como se explica isso?

Model

É futebol. O mesmo jogador pode ser culpado e herói no mesmo jogo. Mas o que importa é que a Suíça teve a capacidade de responder e de manter a pressão. A Sérvia não teve.

Inventor

Portugal agora enfrenta uma Suíça que também não é defensivamente sólida. Isso é bom ou mau para Portugal?

Model

Depende. Se Portugal conseguir ser mais organizado defensivamente, tem uma oportunidade. Mas o texto diz que Portugal também não é muito fiável. Portanto, pode ser um jogo onde quem comete menos erros avança.

Inventor

Qual é a diferença entre uma equipa que sofre oito golos e uma que sofre três?

Model

Organização. Comunicação. Disciplina. A Sérvia tinha avançados brilhantes — Mitrovic, Vlahovic — mas ninguém estava a defender. A Suíça, apesar de ter sofrido golos, conseguiu controlar o jogo quando foi preciso.

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