Sporting revalida título nacional de atletismo; leoas conquistam 16.º troféu consecutivo

Dezasseis títulos consecutivos, uma supremacia praticamente incontestável
O domínio do Sporting no atletismo feminino, consolidado com sete vitórias em dez provas disputadas.

Em Coimbra, no último fim de semana de junho, o Sporting reafirmou a sua posição no cume do atletismo nacional, conquistando o bicampeonato masculino em pista ao ar livre e o 16.º título consecutivo no setor feminino. A vitória masculina carrega um peso simbólico particular: é a consolidação de uma mudança de paradigma iniciada em 2025, quando os leões quebraram catorze anos de hegemonia do Benfica. No atletismo, como em tantos outros domínios humanos, a supremacia não se herda — constrói-se prova a prova, geração a geração.

  • O Sporting chegou ao segundo dia de competição com apenas cinco pontos de vantagem sobre o Benfica, uma margem que exigia gestão cuidadosa e vitórias nos confrontos diretos.
  • Atletas leoninos como Diogo Barrigana, David Garcia e Emmanuel Eseme venceram provas-chave, impedindo que o Benfica — com Isaac Nader e Emanuel Sousa em destaque — revertesse a desvantagem acumulada.
  • No setor feminino, o domínio foi avassalador: o Sporting ganhou sete das dez provas do segundo dia, com contribuições de Sofia Lavreshina, Tatjana Pinto e Joana Barreto, entre outras.
  • O Benfica feminino, ausente em 2025, regressou à terceira divisão e subiu do 12.º para o 5.º lugar, sinalizando uma reconstrução silenciosa mas com direção.
  • Nelson Évora, antigo campeão olímpico, venceu o triplo salto pela Juventude Ilha Verde na terceira divisão — um lembrete de que o talento português no atletismo transcende os grandes clubes.

Em Coimbra, no último domingo de junho, o Sporting confirmou o bicampeonato nacional de atletismo em pista ao ar livre. A equipa masculina revalidou o título conquistado em 2025 — ano em que havia quebrado uma hegemonia de catorze títulos consecutivos do Benfica — e fê-lo com autoridade, gerindo uma vantagem de cinco pontos no início do segundo dia de provas até transformá-la em troféu.

Os confrontos diretos foram decisivos. Diogo Barrigana venceu nos 400 metros barreiras, David Garcia nos 800 metros, e Francisco Marques superou o adversário encarnado na reta final dos 110 metros barreiras. Emmanuel Eseme dominou os 200 metros, o islandês Johnsson Orn impôs-se no lançamento do martelo, e a estafeta de 400 metros selou o resultado de forma folgada. O Benfica respondeu com vitórias de Isaac Nader nos 3.000 metros, Emanuel Sousa no lançamento do disco e Tiago Pereira no triplo salto, mas não foi suficiente para inverter a tendência.

No setor feminino, o domínio leonino atingiu proporções históricas. As leoas venceram sete das dez provas do segundo dia — Sofia Lavreshina, Tatjana Pinto, Joana Barreto e Jéssica Barreira entre as protagonistas — e conquistaram o 16.º título consecutivo, uma marca que traduz a consistência de um projeto construído ao longo de mais de uma década e meia.

Do lado do Benfica, um sinal de esperança: a equipa feminina, ausente em 2025, regressou à terceira divisão e subiu do 12.º para o 5.º lugar, sugerindo uma reconstrução em curso. Na mesma divisão, Nelson Évora, antigo campeão olímpico, venceu o triplo salto pela Juventude Ilha Verde com 15,40 metros — prova de que o atletismo português guarda talento além das rivalidades dos grandes clubes.

Em Coimbra, no último domingo de junho, o Sporting confirmou aquilo que havia começado a construir no ano anterior: o regresso ao topo do atletismo português. A equipa masculina revalidou o título de campeão nacional em pista ao ar livre, superando o Benfica numa competição que se desenrolou entre o Estádio Cidade de Coimbra e o Centro de Formação de Lançadores do Sobral de Ceira. Mas foi no setor feminino que o domínio leonino atingiu proporções verdadeiramente avassaladoras — as leoas conquistaram o seu 16.º troféu consecutivo, um número que fala por si sobre a consistência de um projeto desportivo.

O contexto desta vitória masculina é importante para compreender o seu peso. Em 2025, o Sporting havia quebrado uma hegemonia de catorze títulos consecutivos do Benfica, um feito que representava uma mudança de paradigma no atletismo nacional. Este ano, chegando ao segundo dia de provas com uma vantagem de cinco pontos, a equipa de Alvalade conseguiu gerir essa margem com segurança, transformando-a em título. O triunfo foi construído sobre vitórias em confrontos diretos contra os encarnados — Diogo Barrigana venceu nos 400 metros barreiras, David Garcia levou a melhor nos 800 metros, e Francisco Marques ultrapassou o seu adversário na reta final dos 110 metros barreiras. Emmanuel Eseme garantiu vitória nos 200 metros, o islandês Johnsson Orn dominou no lançamento do martelo, e a estafeta de 400 metros selou o domínio de forma folgada.

O Benfica, apesar de tudo, não desapareceu da competição. Isaac Nader, campeão do mundo, venceu nos 3.000 metros. Emanuel Sousa, recordista nacional, dominou o lançamento do disco. Vladyslav Lavskyi ganhou no salto em altura, e Tiago Pereira triunfou no triplo salto com 15,50 metros. Mas estas vitórias, ainda que importantes, revelaram-se insuficientes para reverter a desvantagem acumulada. O Sporting tinha construído uma base demasiado sólida.

No setor feminino, a história foi ainda mais clara. O Sporting venceu sete das dez provas disputadas no segundo dia de competição. Sofia Lavreshina nos 400 metros barreiras, Jessica Inchude no lançamento do peso, Tatjana Pinto nos 200 metros, Arianne Morais no lançamento do dardo, Joana Barreto no salto com vara, Jéssica Barreira nos 110 metros barreiras — cada uma delas contribuiu para um 16.º título consecutivo que representa uma supremacia praticamente incontestável. A estafeta de 400 metros fechou o ciclo com mais uma vitória. As únicas provas que escaparam ao domínio leonino foram os 3.000 metros obstáculos, vencidos pelo espanhol Bakr Mohsine do Marinha Grande, e o triplo salto feminino, onde Lucinda Gomes do Estreito se impôs.

Houve, porém, um sinal de recuperação no lado do Benfica. A equipa feminina das águias, que havia estado ausente em 2025, regressou à competição na terceira divisão e conseguiu uma subida notável — do 12.º para o 5.º lugar final. Este movimento sugere que o clube está a reconstruir as suas estruturas no atletismo feminino, ainda que a distância para o Sporting permaneça considerável. No setor masculino, a terceira divisão viu a vitória do Juventude Ilha Verde, reforçada pela presença de Nelson Évora, antigo campeão olímpico, que venceu o triplo salto com 15,40 metros — um lembrete de que o talento português no atletismo continua disperso por várias equipas e gerações.

Isaac Nader, campeão do mundo, venceu nos 3.000 metros, mas o Benfica não conseguiu reverter a desvantagem acumulada
— Contexto da competição
La Conversación del Hearth Otra perspectiva de la historia
Inventor

Como é que o Sporting conseguiu manter esta vantagem de cinco pontos até ao final, sendo que o Benfica tinha nomes como Isaac Nader e Emanuel Sousa?

Model

A vantagem foi construída ao longo de toda a competição, não apenas no segundo dia. Mas o crucial foi que o Sporting venceu nos confrontos diretos — aqueles eventos onde os dois clubes tinham atletas em competição. Isso faz toda a diferença quando as margens são apertadas.

Inventor

E no feminino, dezasseis títulos consecutivos é um número extraordinário. Há quanto tempo é que nenhum outro clube consegue sequer aproximar-se?

Model

É uma hegemonia que fala de um projeto muito bem estruturado. Não é apenas ter bons atletas num ano — é ter consistência, treino, gestão de recursos. Sete vitórias em dez provas no segundo dia mostra que o Sporting tem profundidade em várias disciplinas.

Inventor

O Benfica feminino subiu do 12.º para o 5.º lugar. Isso é um sinal de que estão a recuperar?

Model

É um movimento positivo, sem dúvida. Mas estavam na terceira divisão, portanto a comparação não é direta com o Sporting. O que importa é que regressaram após uma ausência e conseguiram uma recuperação notável. É um começo.

Inventor

Nelson Évora ainda está a competir? Pensei que tinha terminado a carreira.

Model

Ainda está ativo, pelo menos em competições de terceira divisão. Aos 15,40 metros no triplo salto, continua a ser uma referência, mesmo que não seja mais o atleta de topo que foi nos Jogos Olímpicos.

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