SP registra menor temperatura máxima para junho em 30 anos com 13,4°C

13,4°C em pleno dia — o frio que não se via há 30 anos
São Paulo registrou a menor temperatura máxima para junho em três décadas durante a primeira onda de frio do inverno de 2026.

Há trinta anos São Paulo não acordava tão enregelada quanto nesta quinta-feira de junho, quando a capital registrou máxima de apenas 13,4°C — um número que condensa, em si, a força silenciosa das massas de ar polar que periodicamente lembram ao Brasil que o inverno também pode ser rigoroso. O fenômeno não é isolado: vem de uma frente que desceu pelo continente, tocou Santa Catarina com quase dez graus negativos e varreu o Sul e o Sudeste com geadas e alertas. A natureza, como sempre, não pede licença — apenas anuncia que voltará.

  • São Paulo bateu recorde de frio para junho em 30 anos, com máxima de 13,4°C registrada na estação do Mirante de Santana.
  • Uma massa de ar polar de intensidade excepcional desceu pelo país, deixando Bom Jardim da Serra, em Santa Catarina, a -9,2°C na véspera.
  • Alertas de geada generalizada atingiram Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, sul do Mato Grosso do Sul e interior de São Paulo, pressionando agricultores e a Defesa Civil.
  • O sistema deve se deslocar para o oceano na sexta-feira, trazendo alívio gradual às temperaturas que paralisaram regiões inteiras.
  • O inverno de 2026 não dá trégua: novas frentes frias já estão previstas para o final de junho, mantendo o Sudeste em estado de atenção.

São Paulo acordou nesta quinta-feira (25 de junho) com um frio que a cidade não sentia há três décadas. A máxima do dia ficou em apenas 13,4°C, conforme medição do Instituto Nacional de Meteorologia na estação do Mirante de Santana, na Zona Norte — um recorde negativo para junho nos últimos 30 anos e o ponto mais agudo da primeira onda de frio do inverno de 2026.

A responsável pelo fenômeno é uma massa de ar polar de intensidade fora do comum. Na quarta-feira, essa mesma frente havia derrubado o termômetro de Bom Jardim da Serra, em Santa Catarina, para -9,2°C — a marca mais baixa registrada no Brasil até então. Na quinta, o núcleo mais gelado do sistema passou sobre o Sul e parte do Sudeste, colocando estados como Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná sob alerta de geada generalizada. O interior de São Paulo e o sul do Mato Grosso do Sul também foram atingidos, com agricultores e moradores enfrentando condições severas.

A boa notícia chegou dos meteorologistas: o sistema começaria a se deslocar em direção ao oceano na sexta-feira (26), aliviando progressivamente o frio que tomou conta do país. Ainda assim, o inverno de 2026 reserva mais capítulos — novas frentes frias já estão previstas para o final de junho, e o recorde de 13,4°C pode ter marcado o pior dia, mas dificilmente será o último desafio térmico da estação.

São Paulo acordou nesta quinta-feira (25 de junho) sob um frio que não se via há três décadas. A capital paulista atingiu apenas 13,4°C de temperatura máxima — um recorde negativo para o mês de junho nos últimos 30 anos. A medição foi registrada na estação do Mirante de Santana, na Zona Norte, pelo Instituto Nacional de Meteorologia, e marca o pico de uma primeira onda de frio que varreu o Brasil durante o inverno de 2026.

O fenômeno é resultado de uma massa de ar polar extraordinariamente intensa que desceu sobre o país. Um dia antes, na quarta-feira, essa mesma frente havia deixado Bom Jardim da Serra, em Santa Catarina, com -9,2°C — a temperatura mais baixa registrada no Brasil até aquele momento. O núcleo mais gelado dessa massa de ar passou justamente sobre o Sul e parte do Sudeste na quinta-feira, deixando cidades inteiras sob alerta de geada generalizada.

O risco de geada permanecia elevado em estados como Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. A onda se estendia também até o sul de Mato Grosso do Sul e áreas do interior de São Paulo, onde agricultores e moradores enfrentavam condições climáticas severas. A Defesa Civil acompanhava a situação de perto, divulgando os dados conforme o sistema se deslocava pela região.

Mas o alívio estava próximo. Segundo os meteorologistas, o sistema começaria a se deslocar em direção ao oceano na sexta-feira (26), reduzindo gradualmente a intensidade do frio que havia tomado conta do país. As temperaturas começariam a subir, e a situação de emergência climática começaria a arrefecer.

No entanto, o inverno de 2026 estava longe de terminar. Novas frentes frias já estavam previstas para o final de junho, sugerindo que São Paulo e outras regiões do Sudeste enfrentariam mais períodos de frio intenso antes que a estação chegasse ao fim. O recorde de 13,4°C permaneceria como marca do pior dia, mas não seria o último desafio térmico do mês.

O sistema começa a se deslocar para o oceano na sexta-feira, diminuindo a intensidade do frio no país
— Dados meteorológicos
O inverno deve seguir com a passagem de novas frentes frias previstas para o final de junho
— Previsão meteorológica
La Conversación del Hearth Otra perspectiva de la historia
Inventor

Por que um recorde de frio em junho é tão significativo para São Paulo?

Model

Porque junho é inverno, mas não é o mês mais frio. Esse tipo de temperatura máxima — apenas 13,4°C — é extrema mesmo para o inverno. Significa que não houve aquecimento solar durante o dia inteiro, o que é raro.

Inventor

E essa massa de ar polar, de onde vem exatamente?

Model

Do Sul do continente, empurrada por sistemas de alta pressão. Quando é intensa como essa, desce até o Sudeste e pode afetar até o norte do país. Bom Jardim da Serra chegou a -9,2°C — isso é congelamento real, não apenas frio.

Inventor

Qual é o risco real para as pessoas que vivem em São Paulo?

Model

Principalmente para quem não tem aquecimento adequado. Idosos, pessoas em situação de rua, e também para a agricultura — geada mata plantações. Por isso a Defesa Civil monitora.

Inventor

E isso vai voltar a acontecer em breve?

Model

Sim. Novas frentes frias estão previstas para o final de junho. Esse não foi um evento isolado — é um padrão do inverno de 2026.

Inventor

Como as pessoas se preparam para algo assim?

Model

Aquecimento, roupas adequadas, cuidado com idosos e crianças. Mas muita gente em São Paulo não está acostumada com frio assim. A cidade não é preparada para isso.

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