Trinta e três alunos sentiram ardência nos olhos e garganta
Em uma escola de Osasco, trinta e três crianças sentiram ardência nos olhos e na garganta no dia seguinte a uma dedetização de rotina — um momento que coloca em tensão a confiança depositada nos protocolos institucionais e o bem-estar daqueles mais vulneráveis ao ambiente que os cerca. A Prefeitura nega qualquer relação com o procedimento, enquanto amostras de água seguem para análise laboratorial, suspendendo a resposta definitiva no limbo da espera científica. O episódio lembra que, mesmo diante de procedimentos considerados seguros, a dúvida dos que adoecem exige respostas à altura.
- Trinta e três alunos começaram a sentir ardência nos olhos, garganta e nariz durante as aulas, levando ao acionamento do SAMU em uma escola de Osasco.
- A proximidade entre a dedetização realizada na noite anterior e os sintomas do dia seguinte gerou suspeitas imediatas sobre uma possível contaminação ambiental.
- A Prefeitura de Osasco reagiu rapidamente negando qualquer vínculo com a nebulização, argumentando inclusive que a internação de um aluno havia ocorrido antes do incidente.
- A Vigilância Sanitária descartou contaminação da água após inspeção visual, mas enviou amostras ao Instituto Adolpho Lutz, cujos resultados devem sair em até vinte dias.
- A escola permanece em silêncio diante da imprensa, e a causa exata dos sintomas segue sem resposta enquanto o caso está sob investigação.
Na manhã de 26 de agosto, trinta e três estudantes da EMEIEF João Euclides Pereira, na Vila Serventina em Osasco, começaram a sentir ardência nos olhos, na garganta e no nariz durante as aulas. O SAMU foi acionado e compareceu à escola para atender os alunos em desconforto.
Na noite anterior, a escola havia passado por uma nebulização de rotina realizada pela equipe de Zoonoses — um procedimento que utiliza microgotículas à base de água para eliminar insetos e pragas. Segundo os protocolos do Ministério da Saúde, o espaço estaria liberado para uso apenas vinte minutos após o término, dado que o produto não contém componentes tóxicos.
A coincidência de datas levantou suspeitas imediatas, mas a Prefeitura de Osasco descartou qualquer relação entre a dedetização e os sintomas. A administração municipal destacou ainda que um dos alunos internados havia dado entrada no hospital antes mesmo do incidente, reforçando sua posição.
A Vigilância Sanitária inspecionou a água da escola e não encontrou sinais visíveis de contaminação. Mesmo assim, amostras foram encaminhadas ao Instituto Adolpho Lutz para análise aprofundada, com resultado previsto para quinze a vinte dias. A escola não se manifestou publicamente, e a causa dos sintomas permanece sem explicação definitiva.
Na terça-feira 26 de agosto, trinta e três alunos da EMEIEF João Euclides Pereira, uma escola na Vila Serventina em Osasco, começaram a sentir ardência nos olhos, garganta e nariz durante a aula. As equipes do SAMU foram acionadas e compareceram ao local para atender os estudantes que apresentavam desconforto.
O que havia acontecido na noite anterior era um procedimento de rotina: a escola havia sido submetida a uma nebulização realizada pela equipe de Zoonoses. O processo envolve a aplicação de um produto à base de água que libera microgotículas no ambiente, um método considerado seguro para eliminar insetos e pragas. De acordo com os protocolos do Ministério da Saúde, o espaço deveria estar liberado para uso apenas vinte minutos após o término do procedimento, já que o produto não contém componentes tóxicos.
O timing entre a dedetização e os sintomas dos alunos levantou questões imediatas sobre uma possível conexão. Porém, a Prefeitura de Osasco rapidamente se posicionou, argumentando que o episódio de mal-estar não estava relacionado ao procedimento de nebulização. A administração municipal apontou que um dos alunos que foi internado havia dado entrada no hospital no dia anterior ao incidente, o que, segundo eles, descartaria qualquer ligação com a dedetização.
Para investigar outras possibilidades, a Vigilância Sanitária examinou a água da escola. O resultado foi claro: a água estava límpida, transparente e inodora, descartando a hipótese de contaminação hídrica como causa dos sintomas. Ainda assim, amostras foram coletadas e enviadas ao Instituto Adolpho Lutz para análise mais aprofundada, com previsão de resultado entre quinze e vinte dias.
A escola não respondeu às tentativas de contato feitas pela imprensa. O caso permanece em investigação, com a causa exata dos sintomas ainda indefinida enquanto aguarda-se o resultado dos testes laboratoriais.
Citas Notables
Os motivos não correspondem ao episódio da dedetização, tendo em vista que o menino teria dado entrada no hospital no dia anterior— Prefeitura de Osasco
La Conversación del Hearth Otra perspectiva de la historia
Por que a Prefeitura descartou tão rapidamente a dedetização como causa?
Porque o protocolo do Ministério da Saúde é claro: o produto é à base de água, sem componentes tóxicos, e o espaço já deveria estar seguro vinte minutos depois. Além disso, eles argumentam que um aluno foi internado no dia anterior, não no dia do incidente.
Mas trinta e três alunos não é um número pequeno. Como explicar tantos sintomas iguais se não foi a dedetização?
Exatamente. É por isso que a Vigilância Sanitária está investigando. A água foi testada e estava limpa. Agora esperam pelos resultados do Instituto Adolpho Lutz.
E se for algo que ninguém esperava? Algo no ar, talvez?
É possível. A nebulização libera microgotículas. Mesmo que o produto seja seguro, talvez houve uma reação inesperada ou uma aplicação inadequada. Por enquanto, é especulação.
A escola não quis falar sobre isso?
Não respondeu. O silêncio também é uma resposta, de certa forma.