Em maio deste ano, a sonda Psyche da Nasa realizou uma manobra gravitacional ao passar por Marte — um gesto tão antigo quanto a exploração espacial, no qual a gravidade de um planeta se torna combustível gratuito para quem sabe usá-la. As imagens capturadas durante esse sobrevoo revelam não apenas a beleza craterada do planeta vermelho, mas também a paciência da ciência: uma jornada de 3,6 bilhões de quilômetros iniciada em 2023, rumo a um asteroide que pode guardar segredos sobre como os planetas — e talvez a própria Terra — foram formados.