Em meio à transformação digital do Estado brasileiro, a Carteira de Identidade Nacional emerge como símbolo de uma burocracia que aprende a caminhar em dois tempos: o imediato da tela e o inevitável do corpo presente. Cidadãos de vários estados já podem iniciar o pedido pelo celular, acompanhar a produção pela internet e receber o documento em casa pelos Correios — mas a coleta biométrica permanece presencial, lembrando que identidade, em sua essência, ainda exige testemunho físico. A partir de 2028, a CIN deixa de ser opção e passa a ser condição para quem depende de benefícios sociais federa