Simone Tebet reúne-se com empresários em SP de olho no Senado

Está construindo uma rede, está se apresentando, está sinalizando
Tebet participa de encontro com empresários em São Paulo em movimento que precede possível candidatura ao Senado em 2026.

Em São Paulo, a ministra do Planejamento Simone Tebet sentou-se com empresários, juristas e parlamentares numa noite de setembro — um desses encontros que, na superfície, parecem conversa e, por baixo, são construção. Sua carreira nasceu no Mato Grosso do Sul, mas São Paulo guarda suas filhas, suas propriedades e, talvez, seu próximo horizonte político. O que se desenha não é ainda uma candidatura ao Senado em 2026, mas o terreno cuidadosamente preparado para que ela possa existir.

  • Tebet desceu a São Paulo na noite de 11 de setembro para um encontro fechado com figuras de peso — de Luiza Helena Trajano ao presidente do Google Brasil —, organizado pelo grupo jurídico Prerrogativas.
  • O evento não foi protocolar: reuniu CEOs, magistrados e deputados petistas num mesmo espaço, sinalizando uma costura deliberada entre mundos que raramente se sentam juntos.
  • A tensão de fundo é geográfica e política — Tebet é ministra de um governo do PT, mas sua base eleitoral está no Mato Grosso do Sul, e São Paulo seria um salto arriscado e ambicioso para 2026.
  • Em julho, lideranças do PT paulista já haviam procurado a ministra para sondar sua candidatura ao Senado pelo estado, tornando o encontro de setembro parte de uma sequência, não um episódio isolado.
  • O movimento atual não é campanha — é o trabalho anterior à campanha: construir redes, gerar confiança e demonstrar viabilidade antes que qualquer decisão formal seja tomada.

Na noite de 11 de setembro, Simone Tebet esteve em São Paulo para um encontro privado organizado pelo grupo jurídico Prerrogativas, coordenado pelo advogado Marco Aurélio de Carvalho. Os anfitriões foram o CEO da rede Petz, Sergio Zimerman, e sua esposa. A sala reuniu Luiza Helena Trajano, o presidente do Google Brasil Fábio Coelho, executivos de empresas como Habib's e Livraria Martins Fontes, além de uma desembargadora, seu marido deputado estadual pelo PT e o deputado federal Rui Falcão, também petista.

O Prerrogativas tem promovido rodas de conversa entre ministros do governo e representantes da sociedade civil — um formato que, neste caso, carrega peso político adicional. Em julho, lideranças do PT de São Paulo já haviam procurado Tebet para discutir sua possível candidatura ao Senado pelo estado em 2026. A proposta não surgiu do acaso: a ministra tem duas filhas morando em São Paulo e propriedades no litoral paulista, ainda que sua trajetória política tenha sido construída no Mato Grosso do Sul.

O encontro de setembro funciona como articulação em tempo real. Tebet não anunciou candidatura nem abriu campanha — está fazendo o que precede tudo isso: conhecer pessoas que importam, ser vista, construir confiança em terreno que não é seu berço, mas onde já tem raízes. É o tipo de movimento silencioso que antecede decisões eleitorais de grande peso.

Na noite de quinta-feira, 11 de setembro, a ministra do Planejamento Simone Tebet desceu em São Paulo para uma conversa privada com empresários e lideranças políticas. O encontro aconteceu em um espaço fechado, organizado pelo grupo jurídico Prerrogativas, coordenado pelo advogado Marco Aurélio de Carvalho. Os anfitriões foram Sergio Zimerman, CEO da rede Petz, e sua esposa Patrícia Pontes, veterinária de formação.

A sala reuniu nomes que pesam no setor empresarial. Luiza Helena Trajano estava lá. Fábio Coelho, presidente do Google Brasil, também. Alexandre Martins Fontes, que comanda a Livraria Martins Fontes, participou. Alberto Saraiva, CEO do grupo Habib's, e Leonardo de Mattos Galvão, da Mover Participações, completavam a lista de executivos. A desembargadora Gabriela Araujo compareceu acompanhada de seu marido, o deputado estadual Emidio de Souza, do PT. O deputado federal Rui Falcão, também petista, marcou presença. O artista plástico Iran do Espírito Santo integrou o grupo.

Este tipo de encontro não é casual. O Prerrogativas tem feito uma série de rodas de conversa entre ministros do governo e representantes da sociedade civil, com o objetivo declarado de debater as ações da gestão federal e aproximar o Executivo de diferentes setores. Mas há um contexto político que dá peso especial a este evento em particular.

Em julho deste ano, lideranças do PT de São Paulo procuraram Tebet para discutir uma possibilidade concreta: ela ser candidata ao Senado pelo estado em 2026. A conversa não saiu do nada. Tebet é ministra de um governo petista, mas sua carreira política foi construída no Mato Grosso do Sul, onde ela tem raízes profundas. São Paulo, porém, não é terra estranha para ela. Duas de suas filhas moram lá. Ela possui propriedades no litoral paulista. A ligação existe, mesmo que não seja a origem de sua trajetória.

O encontro de quinta-feira funciona como um movimento de aproximação. Tebet está em São Paulo, conversando com gente que importa no mundo dos negócios, com deputados, com magistrados. Está construindo uma rede. Está se apresentando. Está sinalizando que pode ser uma candidata viável ao Senado em um estado que não é seu berço político, mas onde ela tem presença e família.

O que se vê aqui é articulação política em tempo real. Não é um anúncio formal de candidatura. Não é uma campanha aberta. É o trabalho anterior a tudo isso: conhecer gente, ser conhecido, construir confiança, demonstrar que se tem apoio em setores que importam. É o tipo de movimento que precede uma decisão sobre disputar um cargo importante em 2026.

O Prerrogativas tem promovido encontros entre ministros do governo e representantes da sociedade civil com o objetivo de debater ações da gestão federal e aproximar o Executivo de diferentes setores
— Contexto do grupo Prerrogativas
A Conversa do Hearth Outra perspectiva sobre a história
Inventor

Por que uma ministra do Planejamento reúne-se com empresários em São Paulo se sua base política é no Mato Grosso do Sul?

Model

Porque estar no governo federal não apaga a necessidade de construir uma base eleitoral. Se ela quer disputar o Senado em 2026, precisa de apoio onde pretende ser votada. São Paulo é o maior colégio eleitoral do país.

Inventor

Mas por que São Paulo especificamente, se ela não tem raízes lá?

Model

Ela tem filhas lá. Tem propriedades. Tem presença. E o PT de São Paulo a procurou. Não é improvável que uma ministra tenha força em mais de um estado. Mas para isso funcionar, precisa estar presente, conversar, ser vista.

Inventor

O grupo Prerrogativas é só um intermediário, ou há algo mais estratégico nisso?

Model

O Prerrogativas já faz esse trabalho de aproximar ministros da sociedade civil. Mas quando você escolhe qual evento do Prerrogativas frequentar, e em qual cidade, está fazendo uma escolha política. Tebet escolheu estar em São Paulo, nesta sala, com estas pessoas.

Inventor

Quem ganha com isso? Os empresários, o governo, ou Tebet?

Model

Os três, de formas diferentes. Os empresários ganham acesso direto a uma ministra. O governo ganha legitimidade com o setor privado. Tebet ganha visibilidade e construção de rede em um estado onde pode precisar de votos.

Inventor

Isso significa que ela vai se candidatar?

Model

Não significa nada com certeza. Significa que ela está se posicionando para poder se candidatar se decidir que vale a pena. É o trabalho que vem antes da decisão.

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