Por séculos, a sexualidade de adultos autistas foi confinada a dois mitos opostos — o do ser assexuado ou o do desejo incontrolável. Pesquisas recentes da Universidade de Cambridge revelam, porém, que a maioria dos adultos no espectro tem vida sexual ativa, enquanto a diversidade de experiências reflete não falhas de caráter, mas variações legítimas no funcionamento neurológico. Compreender essa realidade é, antes de tudo, um ato de justiça — e um passo essencial para que relacionamentos sejam construídos sobre verdade e não sobre estereótipo.