Sete anos após uma das maiores descobertas de petróleo do século, a Guiana carrega o peso de uma promessa que ainda não se cumpriu: o PIB multiplicou por seis, mas o esgoto ainda corre a céu aberto na capital e um navio estatal naufragou com cem pessoas a bordo. A história da Guiana ecoa velhos dilemas — Venezuela, Nigéria — sobre o que acontece quando a riqueza chega antes das instituições. Agora, com a Petrobras anunciando indícios de hidrocarbonetos na Foz do Amazonas, o Brasil se aproxima de uma encruzilhada semelhante, com a vantagem — e o fardo — de poder aprender com o vizinho.
Sete anos após megadescoberta, 'maldição do petróleo' ainda ameaça futuro da Guiana
Aproximadamente 100 pessoas morreram no navio estatal que virou em julho de 2026, revelando resposta inadequada às emergências e baixa tolerância do governo à dissidência.