Por mais de um século, os barorreceptores aórticos foram compreendidos como simples medidores mecânicos de pressão arterial — estruturas que escutavam o pulso e nada mais. Pesquisadores da USP e da Universidade de Auckland revelam agora que essas estruturas também percebem a inflamação sistêmica e a comunicam ao cérebro, redesenhando a fronteira entre o sistema nervoso e o sistema imunológico. Essa descoberta, publicada em junho de 2026, sugere que o corpo humano já carregava, em silêncio, um circuito neuroimune que a ciência ainda não sabia ver.