Senado dos EUA aprova fim do shutdown de 41 dias, o mais longo da história

Mais de 1 milhão de funcionários federais ficaram sem salário durante a paralisação, com muitos tentando sobreviver sem renda enquanto alguns continuaram trabalhando sem compensação.
Vamos reabrir o país muito rapidamente
Trump sinalizou apoio pessoal ao acordo de encerramento do shutdown após votação no Senado.

Por quarenta e um dias, mais de um milhão de servidores federais americanos trabalharam sem salário ou foram dispensados sem renda — o mais longo fechamento governamental da história dos Estados Unidos. Na segunda-feira, o Senado rompeu o impasse com sessenta votos a favor, incluindo oito democratas dispostos a cruzar linhas partidárias, sinalizando que, mesmo em tempos de profunda divisão, há um limiar de sofrimento coletivo capaz de mover instituições. O acordo aguarda agora a Câmara dos Representantes, onde a última palavra ainda não foi dita.

  • O shutdown de 41 dias superou o recorde anterior de 35 dias e deixou mais de um milhão de funcionários federais sem salário por semanas, enquanto parlamentares e juízes continuaram recebendo normalmente.
  • Serviços essenciais como o auxílio alimentar federal foram suspensos, aprofundando a crise para as populações mais vulneráveis que dependem do Estado para sobreviver.
  • Oito senadores democratas decidiram votar com os republicanos, quebrando o bloqueio partidário e garantindo os 60 votos necessários para avançar com a reabertura do governo.
  • Trump sinalizou apoio pessoal ao acordo, declarando que o país será reaberto 'muito rapidamente' — um sinal de que a pressão política finalmente convergiu para uma saída.
  • O pacote segue agora para a Câmara, onde o presidente Mike Johnson precisará consolidar o apoio republicano para a votação esperada até quarta-feira.

Na segunda-feira, o Senado dos EUA votou 60 a 40 para encerrar a paralisação governamental mais longa da história americana — 41 dias que superaram o recorde anterior de 35 dias, estabelecido durante o primeiro mandato de Trump. Oito democratas cruzaram a linha partidária para garantir os votos necessários, encerrando uma crise que havia começado em 1º de outubro, quando o Congresso não conseguiu aprovar a lei orçamentária.

O custo humano foi considerável. Mais de um milhão de funcionários federais ficaram sem salário durante semanas. Alguns continuaram trabalhando sem compensação por serem considerados essenciais; outros foram dispensados e tentaram sobreviver sem qualquer renda. Parlamentares e juízes, protegidos pela Constituição, receberam normalmente durante todo o período.

O acordo foi negociado por senadores ex-governadores — Jeanne Shaheen, Angus King e Maggie Hassan — junto com o líder republicano John Thune e a Casa Branca. O pacote reestabelece serviços essenciais, incluindo o auxílio alimentar federal, e garante o pagamento retroativo dos servidores afetados.

Trump apoiou publicamente o avanço da medida. 'Vamos reabrir o país muito rapidamente', afirmou, reconhecendo que a paralisação foi 'uma pena'. O próximo passo é a votação na Câmara dos Representantes, esperada para quarta-feira, onde o presidente Mike Johnson precisará consolidar o apoio necessário para encerrar definitivamente a crise.

Na segunda-feira, o Senado dos EUA votou para encerrar uma paralisação governamental que havia durado 41 dias — a mais longa na história do país. O voto foi de 60 a 40, com oito democratas cruzando a linha partidária para se unir aos republicanos. O resultado marca o fim de uma crise que começou em 1º de outubro, quando o Congresso não conseguiu chegar a um acordo sobre a lei orçamentária.

Esta é a décima quinta paralisação desde 1981. O recorde anterior havia sido estabelecido durante o primeiro mandato de Donald Trump, quando o governo ficou fechado por 35 dias. O novo marco representa um aprofundamento da dificuldade que Washington enfrenta em manter o financiamento básico do Estado funcionando.

O acordo agora segue para a Câmara dos Representantes, onde os líderes republicanos esperam aprovação já na quarta-feira. O pacote reestabelece serviços essenciais como o auxílio alimentar federal e garante o pagamento de centenas de milhares de funcionários federais que ficaram sem receber durante semanas. A negociação foi conduzida por senadores ex-governadores — Jeanne Shaheen, Angus King e Maggie Hassan — junto com o líder da maioria republicana John Thune e a Casa Branca.

O custo humano da paralisação foi substancial. Mais de um milhão de funcionários federais ficaram sem salário. Alguns foram considerados essenciais e continuaram trabalhando sem compensação; outros foram dispensados e tentaram sobreviver sem renda. Parlamentares e juízes, conforme a Constituição, continuaram recebendo seus vencimentos regularmente. O governo conseguiu pagar as tropas e alguns servidores, mas muitos funcionários enfrentaram semanas de incerteza financeira.

Trump sinalizou apoio pessoal ao acordo. Quando questionado pela CNN se aprovava o avanço da medida no Capitólio, respondeu afirmativamente. "Pelo que tenho ouvido, eles não mudaram nada, temos o apoio de democratas suficientes e vamos reabrir o país", disse. "É uma pena que tenha ficado fechado, mas vamos reabrir o país muito rapidamente."

Com a aprovação no Senado, os líderes esperam encerrar a crise política e econômica que paralisou serviços públicos em todo o país. O próximo passo depende da Câmara, onde o presidente Mike Johnson precisará do apoio presidencial para levar o pacote adiante. O sinal inicial é otimista, mas a votação final ainda não ocorreu.

Pelo que tenho ouvido, eles não mudaram nada, temos o apoio de democratas suficientes e vamos reabrir o país
— Donald Trump, presidente dos EUA
É uma pena que tenha ficado fechado, mas vamos reabrir o país muito rapidamente
— Donald Trump
La Conversación del Hearth Otra perspectiva de la historia
Inventor

Por que levou 41 dias para chegar a um acordo? Isso não deveria ser mais simples?

Model

O impasse começou porque o Congresso não conseguiu concordar sobre a lei orçamentária em 1º de outubro. Depois disso, o Senado rejeitou mais de uma dezena de medidas provisórias aprovadas pela Câmara, sem ninguém ceder posição.

Inventor

E o que mudou desta vez para que oito democratas votassem com os republicanos?

Model

Não está claro que algo tenha mudado fundamentalmente. Trump disse que "não mudaram nada", mas os líderes democratas centristas — ex-governadores que entendem de orçamento — chegaram a um acordo com os republicanos no fim de semana. Talvez tenha sido menos sobre concessões e mais sobre reconhecer que a crise precisava terminar.

Inventor

Quem sofreu mais durante esses 41 dias?

Model

Mais de um milhão de funcionários federais ficaram sem salário. Alguns continuaram trabalhando sem receber. Outros foram dispensados. Parlamentares e juízes continuaram recebendo normalmente — a Constituição garante isso. O contraste é brutal.

Inventor

Trump parecia feliz com o acordo?

Model

Ele disse que sim, que vão reabrir o país "muito rapidamente". Mas também disse que é "uma pena que tenha ficado fechado". Não está claro se ele estava envolvido nas negociações ou apenas dando sua bênção no final.

Inventor

Quando isso realmente acaba?

Model

Se a Câmara votar na quarta-feira como esperado, pode acabar em dias. Mas ainda há uma votação pela frente, e Mike Johnson precisa do apoio de Trump para levar isso adiante.

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