Senado dos EUA aprova projeto de US$430 bi para clima e medicamentos

O maior investimento em energia limpa da história americana
Como os democratas descrevem o núcleo do pacote de 430 bilhões de dólares aprovado pelo Senado.

Em um domingo de julho, o Senado americano aprovou, por margem de um único voto, um pacote de 430 bilhões de dólares que redefine as prioridades do Estado americano — do clima ao custo dos medicamentos, da fiscalidade corporativa ao déficit federal. A vice-presidente Kamala Harris quebrou o empate, tornando-se parte de um momento que os democratas descrevem como histórico, mas que os republicanos rejeitam como oportunismo político disfarçado de política pública. No horizonte imediato estão as eleições de novembro, e esta lei é tanto uma aposta legislativa quanto uma declaração de identidade de um partido que precisa convencer os eleitores de que ainda sabe governar.

  • A votação de 51 a 50 revelou um Senado dividido ao limite — sem o voto de desempate de Kamala Harris, o pacote teria morrido ali mesmo.
  • Republicanos travaram uma maratona de obstruções ao longo do fim de semana, argumentando que aumentar gastos federais durante uma ameaça de recessão é irresponsável.
  • Os democratas contornaram a resistência com a manobra de 'reconciliação', que permite aprovação por maioria simples e tornou o bloqueio republicano impossível.
  • O projeto segue para a Câmara com votação marcada para a sexta-feira seguinte — se aprovado, vai direto à assinatura de Biden.
  • Com índices de aprovação em queda e a inflação corroendo a confiança pública, os democratas apostam que esta lei lhes dará uma narrativa concreta para as eleições de novembro.

No domingo de julho, o Senado americano aprovou um pacote de 430 bilhões de dólares em uma votação que exigiu o voto de desempate da vice-presidente Kamala Harris para ser concluída. Após uma maratona de debates que se estendeu pelo fim de semana, os democratas conseguiram o que buscavam: uma legislação batizada de Lei de Redução da Inflação, aprovada sem nenhum voto republicano.

O pacote reúne o que os democratas descrevem como o maior investimento em energia limpa da história americana, medidas para reduzir os custos de medicamentos prescritos para idosos e aumentos nos impostos corporativos com maior fiscalização tributária. Segundo seus defensores, tudo isso é financiado por cerca de 740 bilhões de dólares em novas receitas — o que, ao longo do tempo, reduziria o déficit federal em vez de ampliá-lo.

Os republicanos discordam frontalmente. Para eles, o projeto não resolve o problema real — a inflação que pressiona os eleitores — e representa gastos irresponsáveis em um momento de fragilidade econômica. A aprovação só foi possível graças à manobra parlamentar da 'reconciliação', que permite votação por maioria simples e contornou a necessidade dos 60 votos normalmente exigidos.

Com as eleições de meio de mandato marcadas para novembro e Biden enfrentando baixa aprovação pública, os democratas esperam que a lei aprovada antes do recesso de agosto ofereça aos seus candidatos uma conquista concreta para apresentar aos eleitores. O projeto segue agora para a Câmara, e se aprovado lá, vai direto à mesa do presidente.

No domingo de julho, o Senado americano votou em favor de um pacote de 430 bilhões de dólares que marca um ponto de inflexão na política climática dos Estados Unidos. A votação foi apertada — 51 a 50 — e exigiu que a vice-presidente Kamala Harris quebrasse o empate, selando a aprovação após uma maratona de debates que se estendeu pelo fim de semana. Os republicanos fizeram tudo que puderam para bloquear a medida, mas os democratas conseguiram o que queriam: uma legislação que seus líderes chamam de Lei de Redução da Inflação.

O projeto de lei agora segue para a Câmara dos Deputados, onde uma votação está marcada para a sexta-feira seguinte. Se aprovado lá, irá direto para a mesa do presidente Joe Biden, que assinou a medida sem demora. Chuck Schumer, líder da maioria no Senado, descreveu o momento como histórico. "Agora é a hora de avançar com um pacote grande e ousado para o povo norte-americano", disse ele no sábado à noite, enquanto o debate ainda ocorria.

O que exatamente está neste pacote? O texto inclui o que os democratas descrevem como o maior investimento em energia limpa da história americana — dinheiro destinado a reduzir as emissões de carbono e empurrar os consumidores em direção a fontes de energia renovável. Há também disposições para reduzir os custos de medicamentos prescritos para idosos. E há aumentos nos impostos corporativos e maior fiscalização tributária para pessoas ricas. Tudo isso, segundo os democratas, é financiado por cerca de 740 bilhões de dólares em novas receitas, o que significa que o projeto, ao longo do tempo, reduz o déficit federal em vez de aumentá-lo.

Os republicanos veem tudo isso de forma muito diferente. Eles argumentam que o projeto não vai resolver o problema da inflação — que é o que realmente importa para os eleitores neste momento. Para eles, é apenas uma lista de desejos de gastos da esquerda, o tipo de coisa que mata empregos e prejudica o crescimento econômico em um momento em que a recessão é uma ameaça real. A economia está frágil, dizem eles, e este não é o momento para aumentar os gastos federais.

Mas os democratas têm algo mais em mente além da política climática e dos medicamentos. Estamos a poucos meses das eleições de meio de mandato — 8 de novembro — e o partido está em apuros. Biden enfrenta índices de aprovação anêmicos, prejudicados pela inflação elevada que afeta os preços de tudo, desde alimentos até gasolina. Os democratas esperam que a aprovação desta lei antes do recesso de agosto dê aos seus candidatos à Câmara e ao Senado algo concreto para falar aos eleitores. Eles podem dizer: olhem, nós agimos. Nós fizemos algo grande.

Para conseguir isso, os democratas usaram uma manobra parlamentar chamada "reconciliação", que permite que um projeto de lei seja aprovado por maioria simples em vez de exigir os 60 votos normalmente necessários para superar um obstrução. Sem essa ferramenta, o projeto nunca teria passado — os republicanos teriam bloqueado. Com ela, os democratas conseguiram fazer passar com apenas seus próprios votos, mais o desempate de Harris.

O que acontece agora é claro: a Câmara vota, Biden assina, e a lei entra em vigor. Mas o que isso significa para a economia, para a inflação, para o crescimento — isso é o que republicanos e democratas vão debater nos próximos meses, enquanto os eleitores decidem em quem votar.

Agora é a hora de avançar com um pacote grande e ousado para o povo norte-americano
— Chuck Schumer, líder da maioria no Senado
A Conversa do Hearth Outra perspectiva sobre a história
Inventor

Por que os democratas precisavam tanto dessa vitória agora, neste momento específico?

Model

Porque estão perdendo. Biden tem baixa aprovação, a inflação está alta, e as eleições de meio de mandato estão chegando. Eles precisam mostrar aos eleitores que fizeram algo — algo grande, algo tangível.

Inventor

Mas os republicanos dizem que isso não vai resolver a inflação. Como os democratas respondem a isso?

Model

Dizem que a lei reduz o déficit federal ao longo do tempo, o que ajuda com a inflação. Mas é um argumento de longo prazo. No curto prazo, é mais sobre política — mostrar ação.

Inventor

A votação foi muito apertada. O que teria acontecido se um democrata tivesse votado contra?

Model

Teria fracassado. Precisavam de todos os 51 votos democratas, e Kamala Harris teve que desempatar. Não havia margem para erro.

Inventor

Qual é a parte mais importante do pacote, na sua opinião?

Model

Provavelmente o investimento em energia limpa. Os democratas chamam de maior da história americana. É o que eles mais querem destacar.

Inventor

E quanto aos medicamentos? Por que isso está no mesmo pacote que clima?

Model

Porque ambos são prioridades democratas, e porque juntos formam um pacote que parece abordar múltiplos problemas — clima, custos de saúde, impostos corporativos. É mais fácil vender assim.

Inventor

O que acontece se a Câmara rejeitar?

Model

Seria um desastre político. Mas os democratas controlam a Câmara também, então é improvável. A votação de sexta-feira é praticamente certa.

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