Oito meses após morte de estudante, família cobra respostas e prisões

Marcos Vinícius da Costa Barros, 17 anos, foi morto com cinco disparos de arma de fogo dentro de escola pública, deixando família em sofrimento emocional prolongado.
Ele sorria até pra quem era gente do mal
A mãe descreve o filho morto, um rapaz educado que não tinha envolvimento com crime.

Oito meses após o assassinato de Marcos Vinícius da Costa Barros, 17 anos, morto com cinco tiros dentro de uma escola pública em Teresina, sua família ainda aguarda respostas que não chegaram. O jovem, sem antecedentes criminais, foi executado em território disputado por facções rivais — uma violência que não escolheu culpados, mas deixou uma mãe adoecendo na espera. O caso nos lembra que, quando a justiça demora, o luto não encontra chão para se assentar.

  • Um adolescente de 17 anos foi assassinado com cinco tiros dentro de uma escola pública, em plena disputa territorial entre facções criminosas em Teresina.
  • Oito meses depois, nenhum responsável foi preso — o único suspeito apreendido foi solto após 45 dias, por decisão judicial.
  • A mãe, Maria das Graças, relata que a ausência de respostas está literalmente a adoecendo, enquanto cobra ação do Departamento de Homicídios.
  • O delegado responsável reconhece a complexidade do caso, afirma que há diligências em andamento e promete uma resposta nos próximos dias.
  • A família segue em sofrimento prolongado, aguardando que qualquer resposta — mesmo que parcial — traga algum consolo diante de uma perda ainda sem explicação.

Marcos Vinícius da Costa Barros tinha 17 anos, nenhuma ficha criminal e sonhos concretos: comprar uma moto, trabalhar, ampliar seu quarto antes de completar 18 anos. Em novembro de 2023, foi morto com cinco disparos dentro de uma escola pública no conjunto Santa Bárbara, zona Leste de Teresina. Oito meses depois, sua mãe, Maria das Graças, ainda não sabe por quê.

O contexto aponta para a guerra entre facções criminosas: Marcos morava em área dominada por um grupo e estudava em território controlado por um rival. A polícia trabalha com essa hipótese, mas a motivação exata permanece desconhecida. Um adolescente suspeito ficou apreendido por 45 dias — o prazo máximo previsto pelo ECA — e foi solto após decisão do Tribunal de Justiça do Piauí. Outros nomes estão sendo investigados, mas nenhuma prisão foi efetuada.

Maria das Graças desabafa que o silêncio a está consumindo. Já foi chamada ao Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa, mas saiu de lá sem respostas. Ela quer saber por que fizeram aquilo com seu filho — um rapaz que, segundo ela, sorria até para gente do mal. O delegado Divanilson Sena reconhece a complexidade do inquérito e promete novidades em breve. Para a família, porém, oito meses já é tempo demais para esperar por justiça.

Oito meses se passaram desde que Marcos Vinícius da Costa Barros, de 17 anos, caiu morto dentro de uma escola pública no conjunto Santa Bárbara, na zona Leste de Teresina, atingido por cinco disparos de arma de fogo. Sua mãe, Maria das Graças, segue sem respostas. Um adolescente foi apreendido e depois solto pela Justiça. Os investigadores continuam trabalhando, mas o crime permanece envolto em silêncio — e a família adoece na espera.

Marcos Vinícius não tinha antecedentes criminais. Segundo quem o conhecia, era um rapaz educado, respeitador, trabalhador. Sorria até para gente do mal, conta sua mãe. Ele estava prestes a fazer 18 anos em 2024 e sonhava em comprar uma moto para trabalhar e ampliar seu quarto. Ninguém consegue explicar por que foi executado dentro de uma escola.

Maria das Graças desabafa sobre o peso desses oito meses. Nunca lhe disseram o que aconteceu. Já foi chamada no Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa, mas segue sem respostas. O sofrimento a está adoecendo. Ela quer saber por que fizeram essa crueldade com seu filho, por que o mataram daquele jeito. Quer justiça. Quer que os responsáveis sejam presos.

O contexto do crime aponta para a disputa entre facções criminosas. Marcos Vinícius morava em uma área dominada por um grupo criminoso e estudava em região sob controle de um rival. A polícia trabalha com essa hipótese, mas a motivação exata segue desconhecida. O delegado Divanilson Sena, responsável pelo inquérito, reconhece que o caso é complexo. Ele afirma que há diligências em andamento e promete uma resposta nos próximos dias.

O adolescente suspeito de envolvimento ficou apreendido por 45 dias, prazo previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente. Sua defesa acionou o Tribunal de Justiça do Piauí e ele foi solto. O DHPP trabalha ainda com nomes de outros suspeitos, mas ninguém foi preso até agora. A família cobra ação. Maria das Graças diz que uma resposta, qualquer resposta, daria um consolo. Mas oito meses é muito tempo para esperar por justiça.

Até hoje não tive resposta! nunca me disseram o que aconteceu e tô precisando que seja feita Justiça. Está demorando muito, estou adoecendo.
— Maria das Graças, mãe de Marcos Vinícius
Era um menino muito bom, educado, respeitador, trabalhador. Todo mundo gostava dele.
— Maria das Graças, sobre seu filho
A Conversa do Hearth Outra perspectiva sobre a história
Inventor

Por que um crime dentro de uma escola, com cinco disparos, não resulta em prisão rápida?

Model

Porque a polícia diz que é complexo — há facções envolvidas, há suspeitos, mas não há certeza. Um adolescente foi apreendido, mas a Justiça o soltou. Sem provas sólidas, não há prisão que segure.

Inventor

A mãe está adoecendo. O que significa esperar oito meses por uma resposta que não vem?

Model

Significa viver em um vazio. Você não sabe por que seu filho morreu. Não sabe quem fez. Não sabe se vai haver justiça. O corpo está ali, enterrado, mas a morte não termina — ela continua todos os dias.

Inventor

A polícia promete respostas nos próximos dias. Você acredita?

Model

A polícia sempre promete. Mas oito meses já passaram com essa mesma promessa. A confiança desgasta.

Inventor

O rapaz estudava em área de facção rival. Isso o matou?

Model

Provavelmente. Mas ninguém sabe ao certo. E se ninguém sabe, como se faz justiça? Como se prende alguém por um crime que ninguém consegue explicar?

Inventor

Qual é o consolo que a mãe espera?

Model

Uma resposta. Qualquer resposta. Saber por que. Saber quem. E depois, prisão. Sem isso, o luto não termina.

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