Nos confins do Sistema Solar, um mundo avermelhado e gelado chama-se Sedna aproxima-se do Sol pela primeira vez em milénios — e talvez pela última vez que a humanidade terá condições de o alcançar. Entre 2075 e 2076, este objeto transneptuniano atingirá o seu ponto mais próximo, a 76 unidades astronómicas de distância, antes de recuar para mais de onze mil anos de escuridão. A oportunidade é rara não apenas no sentido técnico, mas no sentido civilizacional: o que fazemos com uma janela que não se reabre em nenhuma memória humana diz muito sobre o que somos enquanto espécie.