Escolher uma música é escolher uma identidade
No Rock in Rio Lisboa, nove startups foram convidadas a responder a uma pergunta aparentemente simples: se a vossa empresa fosse uma música, qual seria? O que começou como um exercício lúdico revelou-se um espelho de identidade — cada escolha musical funcionou como um manifesto silencioso sobre valores, ambições e a forma como cada empresa entende o seu lugar no mundo da inovação. O projeto Smart City of Rock mostrou que a tecnologia e a cultura não são mundos separados, mas linguagens que se traduzem mutuamente quando há coragem de ser honesto sobre quem se é.
- Num festival de música, startups tecnológicas foram desafiadas a definir-se não com dados ou métricas, mas com uma canção — e a tensão entre razão e emoção tornou o exercício surpreendentemente revelador.
- As escolhas musicais das nove empresas gravitaram em torno de temas de energia, superação e movimento, sugerindo um ecossistema de inovação português que recusa a resignação.
- Cada seleção funcionou como um manifesto sonoro: a música escolhida dizia ao mundo não apenas o que a startup faz, mas o que acredita e para onde quer ir.
- O exercício expôs uma visão coletiva do futuro — não como ameaça abstrata, mas como território concreto a conquistar através da tecnologia e da transformação urbana.
- A iniciativa Smart City of Rock posiciona-se como ponte entre inovação técnica e expressão cultural, sinalizando que as startups mais interessantes são também as que sabem contar a sua própria história.
Numa tarde no Rock in Rio Lisboa, o SAPO lançou um desafio a nove startups do projeto Smart City of Rock: se a vossa empresa fosse uma música, qual seria? A pergunta era simples na forma, mas profunda na intenção — escolher uma música é escolher uma identidade, é dizer ao mundo o que se é.
As respostas revelaram padrões claros. A maioria das startups gravitou em torno de temas de superação, energia e movimento. Não havia resignação nas escolhas — havia confiança na capacidade de transformar, de avançar, de deixar marca. As músicas selecionadas eram, na sua maioria, do tipo que faz sentir que algo está a acontecer, que o progresso é possível.
O futuro surgia como tema central em quase todas as respostas. Não como preocupação abstrata, mas como algo concreto que moldava decisões e aspirações. Cada escolha musical funcionava como um manifesto sonoro — uma narrativa sobre valores e sobre o papel que cada empresa quer desempenhar no ecossistema de inovação.
O que tornou o projeto particularmente revelador foi a fusão entre tecnologia e cultura. Uma startup que escolhe uma música de superação comunica algo diferente de uma que escolhe experimentação ou estabilidade. Juntas, as nove escolhas pintavam o retrato de um ecossistema português ambicioso, que vê a tecnologia não como um fim, mas como meio para algo maior.
Numa tarde de criatividade no Rock in Rio Lisboa, o SAPO propôs um exercício simples mas revelador a nove startups que integravam o projeto Smart City of Rock: se a vossa empresa fosse uma música, qual seria? A pergunta, aparentemente lúdica, abria uma porta para algo mais profundo — a forma como estas empresas se veem a si mesmas, o que as move, como encaram o futuro.
O desafio não era trivial. Escolher uma música é escolher uma identidade. É dizer ao mundo: isto somos nós. E as respostas das nove startups revelaram padrões interessantes. Muitas gravitaram em torno de temas de superação, de energia, de movimento. As seleções não eram aleatórias — cada uma refletia não apenas a personalidade da empresa, mas também a sua filosofia perante a inovação e o papel que a tecnologia deveria desempenhar nos seus processos.
O que emergiu foi um retrato coletivo de como estas organizações se relacionam com o conceito de transformação. Não havia resignação nas escolhas. Havia, sim, uma confiança na capacidade de mudar, de avançar, de deixar marca. As músicas escolhidas eram, na sua maioria, energéticas — o tipo de som que te faz sentir que algo está a acontecer, que o movimento é possível.
O futuro aparecia como tema central. Não era uma preocupação abstrata, mas algo concreto que influenciava as decisões de cada startup. Como veem o amanhã? Que papel querem ter nele? Estas perguntas subjacentes encontravam resposta nas escolhas musicais, que funcionavam como uma espécie de manifesto sonoro.
Cada resposta trazia consigo uma história única. Não eram apenas nomes de músicas — eram narrativas sobre aspirações, sobre valores, sobre a forma como cada empresa entendia a sua missão no ecossistema de inovação. O exercício criativo transformava-se, assim, numa ferramenta de revelação. Mostrava não só quem estas startups eram, mas também quem queriam ser.
O que tornou o projeto Smart City of Rock particularmente interessante foi exatamente esta fusão entre tecnologia e cultura. Não era apenas sobre inovação técnica — era sobre como a inovação se relacionava com a identidade, com a expressão, com a forma como as empresas se comunicavam com o mundo. Uma startup que escolhe uma música de superação está a dizer algo diferente de uma que escolhe uma de experimentação ou de uma que escolhe uma de estabilidade.
No vídeo que acompanhava o desafio, as nove startups partilhavam as suas seleções e revelavam fragmentos das histórias por detrás de cada escolha. Histórias que, em conjunto, pintavam um quadro de um ecossistema de inovação português que não tinha medo de ser ambicioso, que acreditava em transformação, que via a tecnologia não como um fim em si mesma, mas como um meio para algo maior.
Citações Notáveis
As escolhas refletem não só a identidade de cada startup, mas também a forma como encaram a inovação, a tecnologia e o futuro— SAPO
A Conversa do Hearth Outra perspectiva sobre a história
Porque é que uma startup escolheria uma música para se definir? Não seria mais direto apenas descrever o que faz?
Uma música diz coisas que uma descrição técnica nunca consegue. Diz como se sente estar dentro da empresa, qual é o ritmo do trabalho, se há urgência ou paciência.
E o que é que as escolhas destas nove startups têm em comum?
Quase todas gravitam em torno de energia e superação. Não há passividade nas seleções. É como se dissessem: estamos em movimento, estamos a construir algo.
Isso revela algo sobre como Portugal vê a inovação neste momento?
Revela que as startups portuguesas não se veem como coadjuvantes. Veem-se como agentes de transformação. A música é apenas a forma de o dizer em voz alta.
E o futuro? Aparece nas escolhas?
Aparece constantemente. Não como medo, mas como oportunidade. Estas empresas estão a escolher músicas que as projetam para frente, não que as ancoram no presente.
Qual é o valor real deste exercício criativo?
Mostra que inovação não é apenas código e algoritmos. É também identidade, aspiração, forma de estar no mundo. Uma startup que entende isto tem muito mais hipóteses de sucesso.