São Paulo descarta segundo caso suspeito de ebola

Casos suspeitos precisam ser investigados com rapidez, mesmo quando o risco é muito baixo
Coordenadora de saúde explica por que São Paulo mantém vigilância rigorosa mesmo com risco baixo de introdução do vírus.

Duas vezes em menos de dez dias, São Paulo acionou seus protocolos de vigilância epidemiológica diante da possibilidade de ebola em solo brasileiro — e duas vezes o sistema respondeu com a cautela que a incerteza exige. A descartada desta semana, uma mulher de 31 anos recém-chegada da República Democrática do Congo, recebeu dois testes negativos antes que a investigação fosse encerrada, revelando não apenas um diagnóstico de gastroenterocolite, mas também a maturidade de um sistema que prefere errar pelo excesso de rigor. Enquanto o Congo registra mais de 689 casos confirmados e 139 mortes, o alerta permanece — não como alarme, mas como vigilância silenciosa e contínua.

  • Uma mulher de 31 anos internada com sintomas compatíveis com ebola após viagem à RDC colocou São Paulo novamente em estado de investigação epidemiológica de alto risco.
  • O protocolo exigiu dois testes negativos — o primeiro antes de 72 horas do início dos sintomas não é suficiente para encerrar a suspeita com segurança técnica.
  • Em menos de duas semanas, dois casos suspeitos foram abertos e descartados na capital, sinalizando tanto a eficiência do sistema quanto a pressão constante exercida pelo surto ativo no Congo.
  • A paciente permanece internada, agora tratada para gastroenterocolite aguda, com evolução clínica favorável — o perigo afastado, mas o cuidado mantido.
  • Com 17 novos casos notificados nas últimas 24 horas na província de Ituri, a vigilância brasileira não tem margem para relaxar enquanto o fluxo de viajantes entre os países continuar.

São Paulo descartou nesta semana o segundo caso suspeito de ebola em menos de dez dias. Uma brasileira de 31 anos, internada no Instituto Emílio Ribas na quarta-feira 10 de junho após retornar da República Democrática do Congo, apresentava sintomas que justificavam a abertura de investigação. Os testes realizados pelo Instituto Adolfo Lutz, porém, vieram negativos — e a paciente segue internada, agora tratada para gastroenterocolite aguda, com boa evolução clínica.

O encerramento da suspeita não foi imediato. Segundo Adriana Bugno, diretora-geral do Adolfo Lutz, um único teste realizado antes de 72 horas do início dos sintomas não é tecnicamente suficiente para descartar a doença. Por isso, uma segunda amostra foi coletada após esse intervalo. Ambas negativas, a investigação foi encerrada dentro dos critérios exigidos.

O primeiro caso suspeito havia sido descartado em 1º de junho — um homem de 37 anos que também viajara ao Congo. Em ambos, o Centro de Vigilância Epidemiológica agiu porque os pacientes reuniam os critérios clínicos e epidemiológicos necessários: histórico recente de viagem a área com transmissão ativa e sintomas compatíveis. Regiane de Paula, da Secretaria Estadual de Saúde, reforçou que mesmo com risco considerado baixo, a identificação rápida é essencial para proteger pacientes e profissionais de saúde desde o primeiro atendimento.

O contexto internacional justifica a vigilância contínua. A República Democrática do Congo enfrenta um surto ativo com mais de 689 casos confirmados e 139 mortes, com 17 novos casos notificados nas últimas 24 horas, todos na província de Ituri. Enquanto o fluxo de viajantes entre os países existir, o sistema brasileiro permanece em alerta — não por alarme, mas por responsabilidade.

São Paulo descartou nesta semana o segundo caso suspeito de ebola que estava sendo investigado na capital. Uma mulher brasileira de 31 anos, internada na quarta-feira 10 de junho no Instituto de Infectologia Emílio Ribas, havia retornado recentemente da República Democrática do Congo e apresentava sintomas que justificavam a suspeita. Os testes realizados pelo Instituto Adolfo Lutz, porém, vieram negativos, afastando a possibilidade de infecção pelo vírus.

A paciente permanece internada, mas agora em tratamento para gastroenterocolite aguda, com evolução clínica favorável. O protocolo de investigação, no entanto, exigiu mais do que um único resultado negativo. Segundo Adriana Bugno, diretora-geral do Instituto Adolfo Lutz, um teste realizado antes de 72 horas do início dos sintomas não é suficiente para descartar a doença com segurança. Por isso, uma segunda amostra foi coletada após esse período. Ambas vieram negativas, atendendo aos critérios técnicos necessários para encerrar a investigação.

Este foi o segundo caso suspeito descartado em São Paulo em pouco mais de uma semana. Um homem de 37 anos, que também havia viajado para a República Democrática do Congo, teve sua suspeita afastada no dia 1º de junho. Em ambos os casos, o Centro de Vigilância Epidemiológica iniciou investigações rigorosas porque os pacientes atendiam aos critérios clínicos e epidemiológicos necessários: tinham histórico recente de viagem a áreas com transmissão ativa do vírus e apresentavam sintomas compatíveis.

Regiane de Paula, coordenadora em Saúde da Coordenadoria de Controle de Doenças da Secretaria Estadual de Saúde, explicou a importância dessa abordagem cautelosa. Mesmo quando o risco de introdução da doença é considerado muito baixo, casos suspeitos precisam ser identificados e investigados com rapidez. Isso permite que as medidas de assistência e biossegurança sejam adotadas desde o primeiro atendimento, garantindo a segurança tanto do paciente quanto dos profissionais de saúde envolvidos no cuidado.

A vigilância epidemiológica em São Paulo permanece atenta porque a situação na República Democrática do Congo continua grave. O país enfrenta um surto ativo de ebola com mais de 689 casos confirmados e 139 mortes registradas. Nas últimas 24 horas, 17 novos casos foram notificados, todos concentrados na província de Ituri, onde o surto começou. Essa realidade mantém os sistemas de saúde brasileiros em estado de alerta, especialmente considerando o fluxo de viajantes entre os países.

Um resultado negativo em amostra coletada antes de 72 horas do início dos sintomas não é suficiente para afastar a infecção
— Adriana Bugno, diretora-geral do Instituto Adolfo Lutz
Casos suspeitos precisam ser identificados e investigados com rapidez, mesmo quando o risco de introdução da doença é muito baixo
— Regiane de Paula, coordenadora em Saúde da Coordenadoria de Controle de Doenças
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Inventor

Por que foi necessário fazer dois testes se o primeiro já havia vindo negativo?

Model

Porque o primeiro teste foi feito muito cedo, antes de 72 horas do início dos sintomas. Nesse período inicial, o vírus pode não estar em níveis detectáveis no corpo. O protocolo exige uma segunda coleta depois desse prazo para ter certeza.

Inventor

E se o segundo teste também tivesse vindo positivo?

Model

Aí teríamos um caso confirmado de ebola. A paciente continuaria internada em isolamento rigoroso, e começaria o tratamento de suporte, já que não existe cura específica para a doença.

Inventor

Qual é o risco real de o ebola chegar ao Brasil?

Model

O risco é baixo, mas não zero. Por isso a vigilância não pode relaxar. Qualquer pessoa que viaje de áreas com transmissão ativa e apresente sintomas precisa ser investigada rapidamente.

Inventor

A paciente corre algum risco agora que foi descartado o ebola?

Model

Não. Ela está sendo tratada para gastroenterocolite aguda, que é uma inflamação do estômago e intestinos. É uma condição muito mais comum e menos grave que o ebola.

Inventor

O que mudou entre o primeiro e o segundo caso suspeito?

Model

Nada mudou na abordagem. Ambos foram investigados com o mesmo rigor porque ambos atendiam aos critérios: viagem recente para a RDC e sintomas compatíveis. A diferença é que agora temos dois casos descartados, o que é bom sinal.

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