São Paulo gera 49 mil empregos formais em setembro, maior desempenho entre estados

Todos os 27 estados apresentaram saldo positivo em setembro
Pela primeira vez, nenhuma unidade da federação ficou fora do crescimento do mercado de trabalho formal.

Em setembro de 2025, São Paulo consolidou sua liderança no mercado de trabalho formal brasileiro ao gerar 49.052 empregos com carteira assinada, enquanto o país como um todo alcançava um recorde histórico de 48,9 milhões de vínculos ativos. Os números revelam não apenas uma expansão quantitativa, mas uma distribuição que atravessa setores, gêneros, faixas etárias e regiões — sinais de que o trabalho formal, tão central à dignidade econômica, segue ganhando terreno em meio às incertezas do cenário global.

  • São Paulo gerou 49.052 empregos formais em setembro, acumulando 485.726 postos nos primeiros nove meses de 2025 e mantendo-se como o estado mais dinâmico do país.
  • O setor de Serviços foi o grande motor da contratação, respondendo por 33.787 das vagas paulistas e por 106.606 em nível nacional — sinalizando uma transformação estrutural no perfil do mercado de trabalho.
  • Mulheres foram maioria entre os contratados em São Paulo (28.189 vagas), e jovens de 18 a 24 anos lideraram por faixa etária, com 29.344 oportunidades — um dado que aponta para inclusão, mas também para a pressão sobre grupos historicamente vulneráveis.
  • O Brasil atingiu recorde histórico de 48,9 milhões de vínculos ativos, com todos os 27 estados no azul em setembro e 1,7 milhão de empregos formais acumulados no ano.
  • O salário médio de admissão ficou em R$ 2.286,34 — um indicador que, ao lado dos volumes recordes, levanta a questão sobre a qualidade e o poder de compra dos postos gerados.

Em setembro de 2025, São Paulo abriu 49.052 empregos formais, reafirmando sua posição como principal polo de geração de trabalho do Brasil. O resultado, divulgado pelo Ministério do Trabalho e Emprego via Novo Caged, eleva o acumulado do estado a 485.726 postos nos primeiros nove meses do ano.

O setor de Serviços foi o grande protagonista, com 33.787 vagas — mais de dois terços do total paulista. Indústria, Comércio e Construção também contribuíram positivamente, enquanto apenas a Agropecuária registrou retração, com 410 postos fechados. A diversificação setorial sugere uma economia que cresce em múltiplas frentes.

O perfil dos contratados revela nuances importantes: mulheres ocuparam a maioria das vagas (28.189 contra 20.863 homens), trabalhadores com ensino médio completo foram os mais beneficiados (34.579 oportunidades) e jovens entre 18 e 24 anos lideraram por faixa etária, com 29.344 novas contratações. Geograficamente, a capital concentrou 16.997 empregos, mas cidades como Osasco, Sumaré e Barueri mostram que o crescimento se espalha além da metrópole.

No plano nacional, o Brasil registrou 213.002 vagas em setembro e chegou ao recorde histórico de 48,9 milhões de vínculos ativos, com 1,7 milhão de empregos formais acumulados no ano. Todos os 27 estados apresentaram saldo positivo. O Sudeste liderou regionalmente, seguido pelo Nordeste e pelo Sul. O salário médio de admissão ficou em R$ 2.286,34 — um dado que convida à reflexão sobre a qualidade dos postos gerados em meio a um mercado que, em volume, bate recordes.

Em setembro, São Paulo gerou 49.052 empregos com carteira assinada, consolidando sua posição como o estado mais dinâmico do mercado de trabalho formal brasileiro. Os números, divulgados nesta quinta-feira pelo Ministério do Trabalho e Emprego através do Novo Caged, revelam um cenário de expansão consistente: nos primeiros nove meses de 2025, o estado acumula 485.726 novos postos de trabalho.

O desempenho paulista foi puxado principalmente pelo setor de Serviços, que sozinho respondeu por 33.787 das vagas abertas. A Indústria contribuiu com 7.005 postos, o Comércio com 4.611 e a Construção com 4.059. Apenas a Agropecuária registrou movimento contrário, fechando 410 postos. Essa diversificação entre setores sugere uma economia que se expande em múltiplas frentes, não dependendo de um único motor de crescimento.

O perfil de quem foi contratado em setembro também merece atenção. Mulheres ocuparam a maioria das vagas, com 28.189 postos preenchidos contra 20.863 para homens. Entre os níveis de escolaridade, quem tinha ensino médio completo foi o grande beneficiário, somando 34.579 oportunidades. Na faixa etária, os jovens entre 18 e 24 anos lideraram com 29.344 novas chances de trabalho formal.

Dentro do próprio estado, a capital concentrou o maior volume de contratações, com 16.997 empregos formais. Osasco aparece em segundo lugar com 4.885, seguida por Sumaré (1.555) e Barueri (1.351), mostrando que a geração de postos não se limita à região metropolitana, mas se distribui por cidades do interior.

Em escala nacional, o quadro é igualmente positivo. O Brasil registrou 213.002 vagas com carteira assinada em setembro, resultado de 2,29 milhões de admissões menos 2,07 milhões de desligamentos. Acumulando janeiro a setembro, o país chegou a 1,7 milhão de novos empregos formais, atingindo um recorde histórico: 48,9 milhões de vínculos ativos no total. Todos os 27 estados apresentaram saldo positivo, com Rio de Janeiro em segundo lugar (+16.009) e Pernambuco em terceiro (+15.602).

Os setores que crescem em nível nacional espelham o que ocorre em São Paulo. Serviços lidera com 106.606 postos criados, seguido por Indústria (43.095), Comércio (36.280), Construção (23.855) e Agropecuária (3.167). Geograficamente, o Sudeste puxou o crescimento com 80.639 vagas, enquanto Nordeste contribuiu com 72.347 e Sul com 27.302. O salário médio de quem foi admitido em setembro ficou em R$ 2.286,34.

Ao longo de todo o ano, o setor de Serviços mantém sua trajetória de expansão, tendo já criado 773.385 empregos entre janeiro e setembro. Esse movimento reflete tanto a recuperação econômica quanto mudanças estruturais no mercado de trabalho brasileiro, onde o setor terciário segue ganhando peso relativo. O que se vê é um mercado que, apesar das incertezas econômicas globais, continua absorvendo mão de obra em ritmo acelerado.

O Estado de São Paulo registrou saldo positivo de 49.052 empregos com carteira assinada em setembro
— Ministério do Trabalho e Emprego, via Novo Caged
O Brasil acumula 1,7 milhão de novos empregos formais entre janeiro e setembro, totalizando 48,9 milhões de vínculos ativos, o maior número já registrado
— Dados do Novo Caged
A Conversa do Hearth Outra perspectiva sobre a história
Inventor

Por que o setor de Serviços lidera tão consistentemente a criação de empregos?

Model

Porque é onde a economia se diversifica mais. Não é só restaurante ou hotel. Inclui educação, saúde, tecnologia, consultoria. São atividades que crescem conforme a renda sobe e a população envelhece.

Inventor

E por que as mulheres ocuparam mais vagas em setembro?

Model

Serviços absorve mais mulheres historicamente. Mas também há um movimento maior de formalização de trabalhos que antes eram informais, especialmente em cuidados e comércio.

Inventor

Os jovens de 18 a 24 anos tiveram quase 30 mil oportunidades. Isso é bom ou é porque faltam empregos para gente mais velha?

Model

Provavelmente os dois. Jovens entram no mercado formal pela primeira vez. Mas também há rotatividade maior nessa faixa. O que importa é que estão entrando com carteira assinada, não informalmente.

Inventor

São Paulo gera quase um quarto de todos os empregos formais do Brasil. Isso concentra demais?

Model

Concentra, sim. Mas São Paulo tem um terço da população economicamente ativa do país. O que chama atenção é que todos os 27 estados cresceram. Nenhum ficou para trás.

Inventor

Qual é o risco aqui? Parece tudo muito positivo.

Model

O risco é se isso é crescimento real ou se é admissão rápida seguida de desligamento rápido. Os números mostram mais admissões que desligamentos, mas a qualidade dos postos — salário, permanência, progressão — é outra história.

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