Durante dois anos, a doutoranda da Unicamp Aparecida Eule debruçou-se sobre a obra de Sandy não como fenômeno pop, mas como objeto de investigação linguística — buscando compreender de que modo a trajetória pessoal de uma artista e suas parcerias transformam o sentido profundo de uma canção. O estudo, publicado em revista universitária, convoca Nietzsche, Fernando Pessoa e a Análise do Discurso francesa para revelar que uma voz pode transcender o entretenimento e adquirir dimensão simbólica e social. É o encontro raro entre a academia e a cultura popular, em que ambas saem reconhecidas.