Portugal alcançou um marco histórico no segundo trimestre de 2026: 125 mil pessoas auferem salários líquidos acima de três mil euros mensais, um número que duplicou em apenas dois anos. Este crescimento, celebrado pelo primeiro-ministro Luís Montenegro como sinal de uma economia em transformação, está concentrado em gestores, decisores e especialistas qualificados — grupos cujos rendimentos subiram até 17%. A velocidade da mudança é real, mas a sua abrangência permanece estreita, levantando a questão perene de saber se a prosperidade que nasce no topo encontra, com o tempo, o caminho para baix