saio à noite para matar mulheres
Em João Pessoa, a morte de Patrícia Roberta Gomes da Silva, 22 anos, asfixiada e encontrada dentro de um saco plástico, revelou algo que vai além de um crime isolado: um caderno com cerca de vinte nomes de mulheres e frases que sugerem uma mente organizada para o mal. Jonathan Henrique, tatuador de 23 anos e amigo de infância da vítima, foi preso como principal suspeito, lembrando-nos de que a violência muitas vezes se esconde nas relações mais antigas e aparentemente seguras. A investigação agora carrega o peso de uma pergunta que a sociedade teme formular: quantas outras histórias podem estar inscritas naquelas páginas?
- Uma jovem que viajou para 'espairecer' após uma separação enviou à mãe uma última mensagem dizendo estar trancada no apartamento do amigo — e depois silenciou para sempre.
- Vizinhos que viram um homem sair de madrugada empurrando um tonel de lixo desconfiaram do peso daquele momento e acionaram a polícia, tornando-se testemunhas involuntárias de um crime.
- Dentro da casa do suspeito, um caderno com aproximadamente vinte nomes de mulheres e frases como 'saio à noite para matar mulheres' transformou um caso de homicídio em um possível rastro de crimes em série.
- A polícia apreendeu roupas com manchas suspeitas, fronhas e até um altar, enquanto peritos aguardam análise grafotécnica para confirmar a autoria dos escritos perturbadores.
- Com Jonathan preso após denúncia de um conhecido, a investigação agora corre contra o tempo para descobrir se os nomes no caderno correspondem a outras vítimas ainda desconhecidas.
Jonathan Henrique Conceição dos Santos, tatuador de 23 anos, foi preso em João Pessoa acusado de asfixiar Patrícia Roberta Gomes da Silva, vendedora de 22 anos com quem mantinha amizade desde a infância em Caruaru. O corpo de Patrícia foi encontrado enrolado em fitas isolantes dentro de um saco plástico, a cerca de dois quilômetros do apartamento do suspeito, no bairro Mangabeira III.
O que transformou o caso em algo ainda mais perturbador foi a descoberta, durante a revista à residência de Jonathan, de um caderno com os nomes de aproximadamente vinte mulheres — entre elas Patrícia e uma ex-companheira — e frases como 'saio à noite para matar mulheres'. A perita criminal Amanda Melo classificou o conteúdo como 'bastante perturbador'. Roupas com possíveis manchas de sangue, fronhas e um altar também foram apreendidos. A polícia solicitou análise grafotécnica para confirmar a autoria dos escritos.
Patrícia havia viajado de Caruaru na última sexta-feira a convite de Jonathan, buscando se recuperar emocionalmente de uma separação recente. No domingo, enviou mensagens à mãe pelo WhatsApp dizendo estar trancada no apartamento dele. Depois disse que estava tudo bem. Não voltou a responder. Na madrugada de terça-feira, vizinhos viram Jonathan sair do prédio empurrando um tonel de lixo em um carrinho de mão. Um deles o seguiu e desconfiou quando o tonel caiu. Câmeras de segurança registraram Jonathan partindo de motocicleta com o mesmo volume suspeito.
O corpo foi localizado horas depois, com o auxílio de informações da população, pouco após a família registrar o desaparecimento na Delegacia de Homicídios. Não havia marcas de arma de fogo ou faca; os investigadores acreditam que a morte ocorreu por asfixia, a ser confirmada pelo Instituto de Medicina Legal. Jonathan foi detido pela Força Tática do 5º Batalhão após um amigo fornecer informações cruciais. A motivação do crime ainda é desconhecida, e a investigação agora busca determinar se os nomes no caderno apontam para outras possíveis vítimas.
Jonathan Henrique Conceição dos Santos, um tatuador de 23 anos morador de João Pessoa, foi preso na noite de terça-feira acusado de asfixiar Patrícia Roberta Gomes da Silva, uma vendedora de 22 anos cuja morte revelou detalhes perturbadores que levantam questões sobre possíveis crimes em série. O corpo de Patrícia foi encontrado dentro de um saco plástico, enrolado em fitas isolantes, a cerca de dois quilômetros do apartamento onde Jonathan mora, no bairro Mangabeira III.
O que torna este caso particularmente alarmante é o que a polícia descobriu ao revistar a residência do suspeito. Em um caderno guardado em casa, Jonathan havia anotado os nomes de aproximadamente vinte mulheres — incluindo o de Patrícia e o de uma ex-companheira. Entre as páginas desse caderno, estava escrito: "saio à noite para matar mulheres". A perita criminal Amanda Melo descreveu o conteúdo dos manuscritos encontrados como "bastante perturbador", mencionando trechos como "eu saio à noite para matar" e "você é uma menina boa, eu sou um menino mal". A polícia solicitou análise grafotécnica para confirmar se o suspeito foi quem escreveu essas anotações. Além do caderno, foram apreendidas fronhas de travesseiro e roupas com possíveis manchas de sangue próximas à máquina de lavar, bem como um altar encontrado no imóvel.
Patrícia e Jonathan eram amigos desde a infância, quando ambos moravam em Caruaru, no Agreste de Pernambuco. Mantiveram contato por aproximadamente dez anos, e após Jonathan se mudar para a Paraíba, a amizade prosseguiu principalmente através das redes sociais. Há alguns meses, quando Patrícia se separou do marido, os dois intensificaram o contato, trocando mensagens e ligações com frequência. Foi assim que Jonathan a convidou para visitá-lo em João Pessoa. A prima de Patrícia, Karen Vivian Melo, relatou que a vítima disse à família que precisava "espairecer" após a separação e que Jonathan "se mostrava uma pessoa boa e interessada". A família sabia pouco sobre o relacionamento entre os dois, apenas que haviam estudado juntos na infância.
Patrícia saiu de Caruaru na última sexta-feira para encontrar o amigo. No domingo, dois dias depois, ela enviou mensagens à mãe pelo WhatsApp dizendo que estava trancada no apartamento de Jonathan. Depois informou que estava tudo bem. Não respondeu mais. Na madrugada de terça-feira, vizinhos do prédio ligaram para a polícia após verem Jonathan saindo do edifício com um tonel de lixo em um carrinho de mão. Um dos vizinhos o seguiu e viu quando o tonel caiu, desconfiando que pudesse conter um corpo. Minutos depois, câmeras de segurança registraram Jonathan saindo de motocicleta carregando o mesmo volume suspeito. Essa motocicleta foi posteriormente apreendida pela polícia.
A busca pelo corpo começou em uma área extensa, mas informações da população ajudaram os investigadores a localizarem Patrícia a poucos quilômetros de distância. O corpo foi encontrado horas após a família procurar a Delegacia de Homicídios de João Pessoa para registrar o desaparecimento. Não havia sinais de ferimentos causados por arma de fogo ou faca. Os investigadores acreditam que a morte ocorreu por asfixia, o que será confirmado pelos exames do Instituto de Medicina Legal. O corpo deveria ser liberado para enterro em Caruaru na noite de terça-feira.
Até o momento, a motivação exata para o crime permanece desconhecida. Jonathan foi localizado pela Força Tática do 5º Batalhão da Polícia Militar após informações de um amigo dele que teria fornecido "informações importantes" sobre o crime. Com o principal suspeito preso, a investigação agora se concentra em determinar se há conexão entre os nomes anotados no caderno e possíveis outras vítimas, bem como em confirmar a autoria dos escritos perturbadores encontrados em sua casa.
Citações Notáveis
Encontramos vários manuscritos. Pedi o exame grafotécnico para saber se foi escrito pelo suspeito. Fiz isso porque o conteúdo dos escritos era bastante perturbador.— Amanda Melo, perita criminal
Aparentemente, ele se mostrava uma pessoa boa e interessada. A gente só sabia que ela estudou um tempo com ele, que tinham contato, mas não tão íntimo.— Karen Vivian Melo, prima da vítima
A Conversa do Hearth Outra perspectiva sobre a história
Por que um caderno com vinte nomes de mulheres é tão significativo neste caso?
Porque sugere intenção planejada. Não é um crime de impulso — é alguém que estava documentando, que tinha uma lista. Isso muda completamente o que a polícia precisa investigar agora.
A vítima e o suspeito eram amigos há dez anos. Como alguém mata um amigo de infância?
Às vezes a amizade é apenas a porta de entrada. Ela o procurou vulnerável, separada, precisando de companhia. Ele estava esperando por alguém naquele estado.
O que o caderno com a frase "saio à noite para matar mulheres" nos diz sobre seu estado mental?
Que ele estava pensando nisso, escrevendo sobre isso, possivelmente fantasiando. A polícia quer saber se isso era ficção ou planejamento. A diferença é tudo.
Os vizinhos viram ele saindo com o tonel. Por que ele não tentou ser mais discreto?
Talvez achasse que conseguiria. Talvez não esperasse que alguém o seguisse ou que câmeras o registrassem. Ou talvez não se importasse — alguns acreditam que não serão pegos.
O que acontece agora com os outros vinte nomes no caderno?
Cada um deles precisa ser verificado. Precisa-se saber se estão vivas, se conhecem Jonathan, se tiveram contato recente com ele. É um trabalho longo e assustador para a polícia e para essas mulheres.