Homens pagam 40% mais caro que mulheres pelo mesmo serviço
Em julho de 2023, o mercado brasileiro de seguros automotivos revelou uma tensão silenciosa entre gêneros e geografias: enquanto os homens pagaram um pouco mais por suas apólices, as mulheres viram seus custos recuarem de forma expressiva. Os dados da FENABRAVE, ao mapear os carros mais vendidos do país, lembram que o preço do risco não é universal — ele é moldado por quem dirige, onde vive e como as seguradoras leem o futuro a partir do passado.
- O mercado de seguros se dividiu em julho: homens enfrentaram alta de 1,8% nas apólices, enquanto mulheres conquistaram uma queda de 5,5%, criando um fosso médio de quase 40% entre os dois grupos.
- O Renegade Longitude concentrou os maiores custos em ambos os perfis — R$ 6.641,48 para homens e R$ 4.073,43 para mulheres —, sinalizando que SUVs seguem sendo a categoria de maior risco percebido pelas seguradoras.
- A geografia amplifica as desigualdades: o Rio de Janeiro cobra quase o dobro do que Florianópolis para segurar o mesmo carro de um motorista homem, expondo como sinistralidade urbana e infraestrutura local pesam nas cotações.
- A queda nos seguros femininos pode indicar disputa acirrada das seguradoras por esse perfil de cliente, historicamente associado a menor índice de sinistros — uma tendência que pressiona o setor a rever suas tabelas.
Em julho, o mercado de seguros para os carros mais populares do Brasil seguiu caminhos opostos conforme o gênero do condutor. Para os homens, as apólices subiram 1,8%; para as mulheres, caíram 5,5%. Os números, levantados pela FENABRAVE, revelam não apenas essa divisão, mas também disparidades regionais que mostram como o risco é precificado de formas muito distintas dependendo de quem está ao volante e de onde mora.
Entre os homens, o HB20 Sense foi o seguro mais barato, a R$ 3.717,49, seguido pelo Ônix Hatch e pelo Polo Confortline. No topo da escala, o Renegade Longitude chegou a R$ 6.641,48. A média masculina ficou em R$ 4.671,49. Para as mulheres, o Mobi Easy liderou como opção mais acessível, a R$ 2.151,49, e mesmo o seguro mais caro da categoria feminina — o Renegade Longitude, a R$ 4.073,43 — ficou abaixo dos valores masculinos equivalentes. A média feminina, de R$ 2.771,28, representou cerca de 40% a menos que a masculina.
As capitais brasileiras aprofundaram ainda mais esse quadro. Florianópolis ofereceu os menores preços para homens, com base de R$ 2.965,89, enquanto Curitiba liderou em acessibilidade para mulheres, a R$ 2.193,09. No extremo oposto, o Rio de Janeiro registrou o seguro mais caro para homens — R$ 6.082,58 —, e Salvador apontou o pico feminino, com R$ 3.441,36. A diferença de quase R$ 3.900 entre a capital mais cara e a mais barata para homens evidencia o peso de fatores como densidade de tráfego e histórico de sinistros na formação dos preços.
A dinâmica oposta entre os dois grupos reflete leituras distintas de risco. A queda nas apólices femininas pode sinalizar tanto maior competição das seguradoras por esse perfil quanto uma avaliação estatística mais favorável. Já a alta modesta para os homens mantém uma tendência histórica: o custo de dirigir, para esse grupo, segue sendo mais alto — e as seguradoras continuam a cobrar por isso.
Em julho, o mercado de seguros para os carros mais populares do Brasil apresentou um movimento contraditório: enquanto os homens enfrentaram um aumento de 1,8% nas suas apólices, as mulheres viram seus custos caírem 5,5%. Os dados, divulgados pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (FENABRAVE), revelam não apenas essa divisão por gênero, mas também disparidades regionais significativas que refletem como o risco — e o preço — variam conforme o perfil do condutor e a localização geográfica.
Entre os homens, o HB20 Sense emergiu como a opção mais acessível, custando R$ 3.717,49 em seguro mensal. O Ônix Hatch seguiu em segundo lugar com R$ 4.173,23, enquanto o Polo Confortline completava o trio dos mais baratos a R$ 4.176,56. No topo da escala de preços para o público masculino, o Renegade Longitude disparava para R$ 6.641,48, seguido pelo Nivus Confortline a R$ 5.114,30 e o T-Cross a R$ 4.979,34. O preço médio dos seguros para homens ficou em R$ 4.671,49.
O cenário para mulheres apresentava valores substancialmente menores. O Mobi Easy liderava como o seguro mais barato do mercado feminino, custando apenas R$ 2.151,49. O Polo Confortline aparecia novamente, desta vez a R$ 2.343,67, e o Ônix Hatch completava o pódio a R$ 2.383,57. Os seguros mais caros para mulheres também eram menos onerosos que seus equivalentes masculinos: o Renegade Longitude atingia R$ 4.073,43, o T-Cross R$ 3.371,89, e o Nivus Confortline R$ 2.970,63. A média para o seguro feminino ficou em R$ 2.771,28, aproximadamente 40% abaixo da média masculina.
As variações regionais amplificavam ainda mais essas diferenças. Entre as 11 capitais analisadas, Florianópolis em Santa Catarina oferecia os menores preços para homens, com base de R$ 2.965,89, enquanto Curitiba no Paraná liderava em acessibilidade para mulheres com R$ 2.193,09. No extremo oposto, o Rio de Janeiro apresentava os seguros mais caros para o público masculino, atingindo R$ 6.082,58, e Salvador na Bahia registrava o pico para mulheres com R$ 3.441,36. Essa amplitude de quase R$ 3.900 entre a capital mais cara e a mais barata para homens sugeria que fatores como densidade de tráfego, histórico de sinistralidade e infraestrutura urbana exerciam influência considerável nas cotações.
O movimento oposto entre os dois grupos — alta para homens e queda para mulheres — refletia dinâmicas distintas no mercado de seguros. A redução de 5,5% nas apólices femininas poderia indicar tanto uma competição mais acirrada pelas clientes mulheres quanto uma avaliação de risco mais favorável para esse perfil. Já o aumento de 1,8% para homens, embora modesto, mantinha a tendência histórica de custos mais elevados para o público masculino, frequentemente associado a padrões de sinistralidade mais altos nas estatísticas das seguradoras.
Notable Quotes
O preço médio dos seguros masculinos é de R$ 4.671,49, enquanto os femininos ficam em R$ 2.771,28— FENABRAVE
The Hearth Conversation Another angle on the story
Por que os seguros para mulheres caíram enquanto os dos homens subiram no mesmo período?
As seguradoras trabalham com dados de sinistralidade e risco específicos de cada grupo. A queda para mulheres pode refletir uma competição maior pelas clientes ou dados que mostram menor frequência de acidentes. Para homens, mesmo um aumento pequeno de 1,8% mantém a tendência histórica de custos mais altos.
Qual é a razão por trás dessa diferença tão grande entre os preços masculinos e femininos? Quase 40% de diferença.
As seguradoras baseiam as cotações em estatísticas de sinistros, idade média dos condutores, padrões de direção. Historicamente, dados mostram que homens têm mais acidentes e infrações, o que justifica prêmios mais elevados. É uma prática consolidada no mercado.
E por que Florianópolis é tão mais barata que o Rio de Janeiro para homens?
Cidades menores e com menos congestionamento tendem a ter menos sinistros. Florianópolis, sendo uma capital menor, tem menor densidade de tráfego e, consequentemente, menor risco percebido pelas seguradoras. Rio de Janeiro, com seu trânsito caótico, representa risco muito maior.
O HB20 Sense é o mais barato para homens, mas o Mobi Easy é ainda mais barato para mulheres. Isso é só sobre o carro ou também sobre quem dirige?
É uma combinação. O Mobi é um carro mais simples, com menos potência, o que reduz o risco. Mas quando você cruza isso com o perfil feminino — que estatisticamente tem menos sinistros — o preço cai bastante. O HB20 é um pouco mais robusto, então custa mais mesmo para mulheres.
Essas variações regionais — quase R$ 4 mil de diferença — isso é normal no mercado de seguros?
Sim, é completamente normal. Cada região tem seu próprio histórico de sinistros, infraestrutura viária, até padrão de roubo de carros. Salvador tem índices de criminalidade que afetam o preço do seguro. Florianópolis, não. As seguradoras precificam isso tudo.