Rússia intensifica bombardeios na Ucrânia; Putin promete novos ataques em resposta

Ao menos cinco civis mortos e mais de 90 feridos em ataques aéreos russos; uma mulher de 91 anos morta em Kharkiv; cinco crianças entre 6 e 13 anos feridas; cerca de 260 mil pessoas sem eletricidade em Kiev.
Intensificaremos os ataques, nenhum crime ficará impune
Putin prometeu retaliação após bombardeio ucraniano em Belgorod deixar 25 mortos.

No início de 2024, a guerra na Ucrânia revelou mais uma vez sua lógica implacável de retaliação: após um ataque ucraniano matar 25 pessoas na cidade russa de Belgorod, Moscou respondeu com 99 mísseis lançados contra cidades ucranianas, ceifando vidas civis e apagando a luz de centenas de milhares de pessoas. É o ciclo antigo da violência que se perpetua — cada golpe justificado pelo anterior, cada promessa de punição alimentando a próxima tragédia. Quase dois anos após o início da invasão em larga escala, o que resta visível é o peso crescente sobre os que não escolheram esta guerra.

  • Noventa e nove mísseis russos cortaram o céu ucraniano em uma única manhã, transformando o início do ano novo em mais um dia de sirenes, explosões e hospitais lotados.
  • Pelo menos cinco civis morreram e mais de 90 ficaram feridos — entre eles cinco crianças e uma mulher de 91 anos —, enquanto 260 mil pessoas em Kiev acordaram sem eletricidade no frio de janeiro.
  • Putin havia prometido pessoalmente a retaliação horas antes, visitando um hospital militar e declarando que nenhum 'crime contra civis' ficaria impune — uma promessa cumprida com precisão brutal.
  • As defesas antiaéreas ucranianas derrubaram 72 dos 99 mísseis, mas os 27 restantes foram suficientes para incendiar edifícios, danificar redes de energia e aprofundar o desespero de uma população exausta.
  • Zelenski clamou por mais armas ocidentais enquanto Kiev enfrenta dificuldades crescentes para obter apoio militar, e a Polônia mobilizou caças F-16 para proteger seu próprio espaço aéreo diante da escalada.

As sirenes soaram sobre Kiev nas primeiras horas de 2 de janeiro, e dez explosões sacudiram o centro da cidade. Era a resposta de Moscou ao ataque ucraniano de sábado em Belgorod, que havia matado 25 pessoas. Vladimir Putin prometera a retaliação pessoalmente, durante visita a um hospital militar: "Intensificaremos os ataques", declarou, descrevendo o bombardeio em Belgorod como um "ato terrorista" e prometendo concentrar as operações em instalações militares.

O Exército russo disparou 99 mísseis. As defesas antiaéreas ucranianas conseguiram interceptar 72, mas os demais causaram destruição significativa. Um edifício no centro de Kiev pegou fogo, 27 pessoas foram hospitalizadas na capital, e cerca de 260 mil ficaram sem eletricidade. A infraestrutura energética sofreu danos em múltiplos distritos.

Kharkiv, próxima à fronteira russa, foi atingida ao menos quatro vezes. Uma mulher de 91 anos morreu. Quarenta e cinco pessoas ficaram feridas, incluindo cinco crianças entre 6 e 13 anos. Blocos de apartamentos e estruturas civis foram danificados. Ao todo, pelo menos cinco civis morreram e mais de 90 ficaram feridos em todo o país.

Zelenski denunciou a operação como uma "campanha russa de terror" e, por meio de seu secretário de Segurança, pediu mais armas ao Ocidente — um apelo que ecoa em meio a dificuldades crescentes para obter apoio militar dos aliados. A Polônia, por sua vez, mobilizou caças F-16 em direção ao leste do país para proteger seu espaço aéreo. O padrão é claro: ataques, retaliações, promessas de mais ataques — e civis pagando o preço de cada ciclo.

As sirenes antiaéreas começaram a soar sobre Kiev nas primeiras horas da terça-feira, 2 de janeiro. Pouco depois, dez explosões sacudiram os edifícios do centro da cidade enquanto o Exército russo lançava o que descreveu como um ataque "massivo" contra a Ucrânia. Quando a manhã terminou, pelo menos cinco civis estavam mortos e mais de 90 feridos, segundo as autoridades ucranianas. Dois morreram na capital, dois na região metropolitana, e um em Kharkiv, a segunda maior cidade do país.

O bombardeio foi a resposta de Moscou a um ataque ucraniano ocorrido no sábado anterior na cidade russa de Belgorod, que matou 25 pessoas e deixou 109 feridas. Vladimir Putin havia prometido essa retaliação no dia anterior, durante uma visita a um hospital militar. "Intensificaremos os ataques, nenhum crime contra civis ficará impune", declarou o presidente russo, afirmando que as operações se concentrariam em instalações militares. Ele descreveu o bombardeio ucraniano em Belgorod como um "ato terrorista" e insistiu que utilizava "armas de precisão" contra centros de comando, concentrações de soldados e mercenários.

O Exército ucraniano registrou 99 mísseis disparados pela Rússia naquele dia. As defesas antiaéreas conseguiram derrubar 72 deles. Um edifício no distrito de Solomianski, próximo ao centro de Kiev, foi atingido e pegou fogo. O prefeito da capital, Vitali Klitschko, informou que 27 pessoas foram hospitalizadas. A infraestrutura energética sofreu danos significativos: cerca de 260 mil pessoas ficaram sem eletricidade em vários distritos de Kiev, e mais de 20 mil na região de Kharkiv. A operadora nacional de energia confirmou "danos" em suas redes.

Kharkiv, localizada perto da fronteira russa, foi alvo de pelo menos quatro ataques distintos. Uma mulher de 91 anos foi morta, segundo o governador regional Oleg Sinegubov. O prefeito da cidade, Igor Terekhov, relatou que 45 pessoas ficaram feridas, incluindo cinco crianças com idades entre 6 e 13 anos. Blocos de apartamentos de vários andares e infraestruturas civis foram danificados. O presidente ucraniano Volodimir Zelenski denunciou a operação como uma "campanha russa de terror".

Embora Putin tenha afirmado que a Ucrânia não era um inimigo, acusou o Ocidente de usar as autoridades de Kiev para "resolver seus próprios problemas" com a Rússia. Zelenski, por sua vez, pediu mais armamento através de seu secretário-geral de Segurança e Defesa, Oleksi Danilov, que postou no Telegram: "Deem armas à Ucrânia!". A situação reflete uma dificuldade crescente enfrentada por Kiev nas últimas semanas para obter ajuda militar adicional de seus aliados ocidentais.

O padrão de escalada é claro. Na sexta-feira anterior, 29 de dezembro, ataques russos com mísseis mataram cerca de 40 pessoas na Ucrânia. No dia seguinte, o bombardeio ucraniano em Belgorod deixou 25 mortos. Agora, quase dois anos após o início da invasão em larga escala, a Rússia parecia estar novamente intensificando seus ataques aéreos. A Polônia, vizinha da Ucrânia, respondeu anunciando a mobilização de quatro caças F-16 em direção ao leste do país para "garantir a segurança" de seu espaço aéreo.

Intensificaremos os ataques, nenhum crime contra civis ficará impune. Os ataques serão realizados contra instalações militares.
— Vladimir Putin
Campanha russa de terror
— Volodimir Zelenski
The Hearth Conversation Another angle on the story
Inventor

Por que Putin escolheu esse momento específico para intensificar os ataques?

Model

Ele estava respondendo ao bombardeio ucraniano em Belgorod no dia anterior, que matou 25 pessoas. Mas há algo mais: a Rússia parece estar testando a resistência ucraniana e a disposição do Ocidente de continuar fornecendo armas. Kiev está tendo dificuldades para obter mais ajuda militar.

Inventor

Os números de mísseis disparados — 99, com 72 interceptados — isso significa que as defesas ucranianas estão funcionando?

Model

Funcionam, mas não perfeitamente. Derrubar 72 de 99 é uma taxa de sucesso significativa, mas ainda deixa 27 mísseis chegando aos seus alvos. E cada ataque causa danos à infraestrutura civil, não apenas militar.

Inventor

Putin disse que usa "armas de precisão" contra instalações militares. Mas cinco crianças foram feridas em Kharkiv. Como isso se encaixa?

Model

Essa é a contradição central. Ele afirma que ataca apenas alvos militares, mas os civis — incluindo uma mulher de 91 anos — estão morrendo. As cidades sofrem apagões generalizados. A precisão que ele descreve não corresponde ao que as autoridades ucranianas documentam.

Inventor

A Polônia mobilizando caças F-16 — isso muda algo na dinâmica?

Model

Mostra que os vizinhos da Ucrânia estão nervosos. A Polônia está sinalizando que está atenta, que está preparada. Mas também ilustra o isolamento crescente da Ucrânia: ela precisa de armas, e seus aliados estão tendo dificuldade em fornecer.

Inventor

O que vem a seguir?

Model

Mais do mesmo, provavelmente. Ataques russos, defesa ucraniana, negociações sobre armas ocidentais. A questão é se a Ucrânia consegue resistir enquanto aguarda mais ajuda.

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