Rússia e Ucrânia intensificam ataques enquanto negociações de paz estagnam

Ataques russos mataram seis pessoas, incluindo duas crianças, em Kiev e áreas próximas, além de provocar quedas de energia generalizadas.
A guerra continua seu ritmo enquanto diplomatas discutem quando vão conversar
Reflete o contraste entre bombardeios contínuos e negociações estagnadas entre as potências.

Enquanto diplomatas trocam recuos e promessas adiadas, a guerra entre Rússia e Ucrânia segue seu curso implacável: seis vidas perdidas em Kiev, incluindo duas crianças, e um país mergulhado no escuro por novos apagões. A esperança de uma cúpula entre Trump e Putin, que por dias pareceu próxima, foi suspensa pela Casa Branca sem data à vista — enquanto o Kremlin insiste que os preparativos continuam. É o retrato de um conflito que não aguarda a diplomacia, e de uma diplomacia que não consegue alcançar o conflito.

  • Ataques russos mataram seis pessoas em Kiev e arredores, entre elas duas crianças, e deixaram o país sem eletricidade em plena quarta-feira.
  • A Ucrânia respondeu com mísseis Storm Shadow, atingindo uma fábrica química na região russa de Briansk — a guerra no terreno não pausa para negociações.
  • A Casa Branca recuou de um otimismo que durou apenas dias: não há encontro planejado entre Trump e Putin, apesar de ambos terem concordado com uma cúpula na Hungria semanas atrás.
  • O Kremlin contradiz Washington, afirmando que os preparativos para a cúpula seguem em andamento — mas sem datas definidas, o impasse permanece suspenso no ar.
  • A Rússia reafirmou sua exigência central: a Ucrânia deve ceder o controle total do Donbas, uma condição que torna qualquer acordo praticamente intransponível para Kiev.

A Casa Branca surpreendeu na terça-feira ao declarar que não há planos imediatos para um encontro entre Donald Trump e Vladimir Putin — revertendo o otimismo de dias antes, quando os dois líderes haviam conversado e acertado uma possível cúpula na Hungria. A mudança de tom veio após um telefonema entre diplomatas americanos e russos, com Washington sinalizando que Trump não desejava uma reunião sem resultados concretos.

Enquanto a diplomacia recuava, a guerra avançava. Na quarta-feira, ataques russos mataram seis pessoas em Kiev e arredores, incluindo duas crianças, e provocaram apagões generalizados em todo o território ucraniano. Em resposta, o exército da Ucrânia lançou mísseis Storm Shadow contra uma fábrica química na região russa de Briansk.

O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou que os preparativos para a cúpula continuam, ainda que sem datas definidas — contradizendo diretamente a posição americana. Moscou não abandonou a ideia, apenas a adiou, segundo sua própria leitura.

No centro do impasse está uma exigência russa que permanece inabalável: a Ucrânia deve ceder o controle total de toda a região do Donbas. É uma condição que reflete os avanços russos no campo de batalha, mas que Kiev dificilmente aceitaria. O resultado é um conflito que segue seu curso enquanto as negociações giram em falso — e as vidas continuam sendo perdidas.

A Casa Branca encerrou a semana com um comunicado que esfriou as esperanças diplomáticas: não há planos imediatos para Donald Trump se encontrar com Vladimir Putin. A declaração, feita na terça-feira, contradiz o otimismo de apenas dias antes, quando os dois líderes haviam conversado e concordado em realizar uma cúpula na Hungria, possivelmente dentro de algumas semanas.

Enquanto isso, a guerra no terreno não esperou pela diplomacia. Na quarta-feira, Rússia e Ucrânia trocaram novos bombardeios. Autoridades ucranianas relataram que ataques russos mataram seis pessoas em Kiev e arredores, entre elas duas crianças. Os ataques também provocaram apagões generalizados em todo o país, deixando populações inteiras sem eletricidade. No mesmo dia, o exército ucraniano respondeu com mísseis Storm Shadow, de fabricação franco-britânica, atingindo uma fábrica química na região de Briansk, no sul da Rússia.

O recuo diplomático começou após um telefonema na segunda-feira entre os principais diplomatas americanos e russos. Quando a Casa Branca se pronunciou no dia seguinte, a mudança de tom era clara: Trump não desejava uma reunião que não produzisse resultados concretos. Moscou, por sua vez, também afirmou querer evitar encontros improdutivos. Mas enquanto Washington recuava publicamente, o Kremlin mantinha uma postura diferente.

O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse a jornalistas que os preparativos para a cúpula continuam em andamento, ainda que as datas não tenham sido definidas. Segundo Peskov, uma preparação cuidadosa é necessária antes de qualquer encontro de alto nível, e esse processo leva tempo. A mensagem era clara: Moscou não havia abandonado a ideia, apenas a havia adiado.

Por trás do impasse diplomático estava uma questão de fundo que nenhum dos lados conseguiu contornar. Segundo três fontes, a Rússia reafirmou aos Estados Unidos suas condições anteriores para um acordo de paz, incluindo uma exigência que permanece intransigente: a Ucrânia deve ceder o controle total de toda a região sudeste de Donbas. É uma posição que reflete a realidade do campo de batalha, onde as forças russas avançaram significativamente, mas também uma barreira que torna qualquer negociação extremamente delicada para Kiev, que resistiria a ceder território de forma tão abrangente.

O cenário que emerge é o de uma guerra que continua seu curso enquanto as tentativas de encerrá-la ficam presas em negociações que não conseguem sair do lugar. Os bombardeios prosseguem, as vidas continuam sendo perdidas, e os líderes mundiais trocam mensagens sobre quando, ou se, conseguirão se sentar à mesma mesa.

As datas ainda não foram definidas, mas uma preparação cuidadosa é necessária antes disso, e isso leva tempo
— Dmitry Peskov, porta-voz do Kremlin
Trump não quer ter uma reunião inútil, algo que Moscou também diz querer evitar
— Autoridades americanas e russas
The Hearth Conversation Another angle on the story
Inventor

Por que a Casa Branca recuou tão rapidamente? Trump e Putin tinham acabado de concordar com uma cúpula.

Model

Porque as condições de fundo não mudaram. Quando os diplomatas conversaram na segunda-feira, ficou claro que a Rússia não estava disposta a flexibilizar suas exigências — quer que a Ucrânia ceda Donbas inteiro. Trump não quer desperdiçar capital político em um encontro que não vai a lugar nenhum.

Inventor

E a Rússia? Peskov disse que os preparativos continuam.

Model

Sim, mas note o que ele disse: as datas ainda não foram definidas. É uma forma de manter a porta aberta sem se comprometer. Moscou sabe que Trump é impulsivo; talvez ele mude de ideia em duas semanas. Enquanto isso, eles continuam avançando no terreno.

Inventor

Enquanto tudo isso acontece, pessoas estão morrendo em Kiev.

Model

Exatamente. Seis pessoas em um único dia, incluindo duas crianças. E não é só a morte — são os apagões, a destruição da infraestrutura. A guerra continua seu ritmo enquanto os diplomatas discutem quando vão conversar sobre como parar a guerra.

Inventor

A Ucrânia pode realmente ceder Donbas inteiro?

Model

Politicamente? Seria devastador para Zelensky. Donbas é território ucraniano. Mas militarmente, a Rússia já controla grande parte. O que a Ucrânia está tentando fazer é negociar para recuperar algo, não ceder tudo de uma vez.

Inventor

Então estamos em um impasse.

Model

Um impasse onde um lado está morrendo e o outro está ganhando terreno. Isso muda a dinâmica de qualquer negociação.

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