Ronaldo ou Modric: a Copa se despede de uma lenda em Toronto

A cortina da Copa do Mundo se fechará em Toronto para uma lenda
Reflexão sobre o adeus iminente de Ronaldo ou Modric ao torneio que os consagrou.

Em Toronto, o futebol se prepara para encerrar um capítulo que durou décadas. Cristiano Ronaldo, aos 41 anos, e Luka Modric, aos 40, se enfrentam em um jogo eliminatório onde apenas um seguirá em frente — e o outro dirá adeus à Copa do Mundo para sempre. É a primeira vez na história do torneio que dois jogadores de linha com mais de 40 anos dividem o mesmo campo, desafiando juntos os limites do tempo que, inevitavelmente, cobra seu preço. O que está em jogo não é apenas uma vaga nas oitavas, mas o último ato de uma era inteira do esporte.

  • Portugal e Croácia chegam ao confronto decisivo com desempenhos irregulares na fase de grupos, o que eleva a pressão sobre dois capitães já no limite de suas carreiras.
  • A titularidade de Ronaldo é alvo de críticas crescentes: jogadores como João Neves e Bernardo Silva foram ao banco para preservar o protagonismo de um camisa 7 que tocou na bola apenas duas vezes dentro da área contra a Colômbia.
  • Modric saiu antes dos 60 minutos na estreia após cometer o pênalti que abriu o placar para a Inglaterra, mas se reergueu com assistência decisiva e a marca histórica de 200 jogos pela seleção.
  • O vencedor em Toronto enfrentará provavelmente a Espanha nas oitavas — enquanto o perdedor encerra ali mesmo uma jornada que moldou o futebol mundial por mais de duas décadas.
  • Vitinha sintetizou o peso do momento com uma frase carregada de melancolia, reconhecendo que um dos maiores ícones do esporte deixará o torneio nesta quinta-feira.

Em Toronto, nesta quinta-feira, Portugal e Croácia se enfrentam em um jogo que carrega o peso de uma era. Qualquer que seja o resultado, Cristiano Ronaldo ou Luka Modric dirá adeus à Copa do Mundo — e com ele, um capítulo inteiro da história do futebol.

Aos 41 anos, Ronaldo chegou ao Canadá com dois gols contra o Uzbequistão, tornando-se o primeiro jogador a marcar em seis Copas diferentes. Mas Portugal empatou sem gols com a República Democrática do Congo e caiu em uma chave mais difícil. Contra a Colômbia, o capitão tocou na bola apenas duas vezes dentro da área. Ainda assim, Roberto Martínez mantém-no como titular, deixando João Neves e Bernardo Silva no banco — decisão que levanta questionamentos sobre se o técnico está sacrificando uma geração de talentos para proteger o ego de seu astro.

Modric, aos 40 anos, também sentiu o peso dos anos. Na estreia em Dallas, cometeu o pênalti que originou o primeiro gol inglês na derrota por 4 a 2, sendo substituído antes de uma hora de jogo. A Croácia, porém, reagiu: o capitão celebrou sua 200ª partida internacional com vitória sobre o Panamá e deu a assistência para o gol decisivo contra Gana. Finalista em 2018 e semifinalista em 2022, o país de menos de quatro milhões de habitantes construiu campanhas extraordinárias com Modric como força motriz.

O duelo marca um momento inédito: é a primeira vez que dois jogadores de linha com mais de 40 anos competem juntos em uma Copa. Antes deles, apenas Roger Milla havia cruzado essa fronteira etária no torneio, em 1994. Os dois rivais de Toronto foram também parceiros no Real Madrid, conquistando juntos quatro títulos da Liga dos Campeões. Agora, enfrentam-se no que será, quase certamente, o último grande ato de um deles no cenário mundial. O vencedor segue para as oitavas, onde provavelmente encontrará a Espanha. O outro encerra ali sua história na Copa — e o futebol perde mais um pedaço de sua era dourada.

Em Toronto, nesta quinta-feira, o futebol mundial se despede de uma lenda. Portugal e Croácia se enfrentam em um jogo eliminatório que carrega o peso de uma era. Qualquer que seja o resultado, Cristiano Ronaldo ou Luka Modric dirá adeus à Copa do Mundo — e com ele, um capítulo inteiro da história do esporte.

Aos 41 anos, Ronaldo chegou ao Canadá com um grito desafiador. Marcou dois gols contra o Uzbequistão e se tornou o primeiro jogador a balançar as redes em seis Copas diferentes. Mas Portugal não conseguiu vencer a República Democrática do Congo, empatou sem gols, e caiu em uma chave mais complicada por causa de seu desempenho irregular. O capitão português tocou na bola apenas duas vezes dentro da área contra a Colômbia. Ainda assim, seu técnico, Roberto Martínez, não demonstra qualquer intenção de deixá-lo no banco. "Não há problemas físicos nem mentais que impeçam Cristiano de jogar os 90 minutos", disse o espanhol. A decisão gera questionamentos crescentes: será que Martínez está desperdiçando uma geração repleta de talento apenas para proteger o ego de seu capitão? João Neves, do Paris Saint-Germain, e Bernardo Silva, agora no Real Madrid, começaram no banco contra a Colômbia. Mesmo com um dos meio-campos mais fortes da Copa ao seu lado, os únicos gols que Ronaldo marcou em jogadas trabalhadas em seus últimos 14 jogos em grandes torneios foram aqueles contra o Uzbequistão.

Modric, aos 40 anos, também sente o peso dos anos. Na estreia contra a Inglaterra, em Dallas, cometeu um pênalti ao derrubar Noni Madueke — o lance que originou o primeiro gol inglês na vitória por 4 a 2. Dalic o substituiu antes de completar uma hora de jogo. Mas a Croácia reagiu. O capitão celebrou sua 200ª partida internacional com uma vitória por 1 a 0 sobre o Panamá, tornando-se o quarto jogador a atingir essa marca — ao lado do próprio Cristiano Ronaldo. Modric deu a assistência para o gol de Nikola Vlasic na vitória por 2 a 1 sobre Gana. Finalista em 2018 e semifinalista em 2022, a Croácia construiu campanhas incríveis com o meia como força motriz, representando um país com menos de quatro milhões de habitantes.

O confronto de Toronto marca um momento histórico: é a primeira vez que dois jogadores de linha com mais de 40 anos competem juntos em uma Copa do Mundo. Antes disso, apenas Roger Milla, do Camarões, havia disputado o torneio como jogador de linha após completar 40 anos, em 1994, nos Estados Unidos. Atuar além dessa idade era, tradicionalmente, território exclusivo dos goleiros. Ronaldo e Modric desafiam há muito tempo a passagem do tempo, mas os anos começam a deixar suas marcas.

Os dois conquistaram juntos quatro títulos da Liga dos Campeões ao longo de seis temporadas no Real Madrid — uma parceria que ajudou a definir uma era. Agora, enfrentam-se em um palco que será, quase certamente, o último grande ato de um deles no cenário mundial. "Sou profissional há 23 anos e, sempre que as coisas não vão bem, dizem: 'Cristiano está acabado, ele está velho'", disse Ronaldo no início do torneio. Modric, por sua vez, é descrito por seu técnico, Zlatko Dalic, como alguém que ainda pode fazer diferença. "Vai ser uma batalha no meio-campo. Cada erro será fatal", disse Dalic nesta quarta-feira.

O vencedor segue para as oitavas de final, onde provavelmente enfrentará a Espanha — que joga contra a Áustria também nesta quinta-feira, em Los Angeles. Uma última chance de glória aguarda. Mas para um dos maiores jogadores de todos os tempos, a cortina da Copa do Mundo se fechará em Toronto. Vitinha, meio-campista português, resumiu o momento com uma frase que carrega toda a melancolia do adeus: "São duas grandes referências do futebol. Espero que amanhã ele fique um pouco mais triste do que eu".

Sou profissional há 23 anos e, sempre que as coisas não vão bem, dizem: 'Cristiano está acabado, ele está velho'
— Cristiano Ronaldo, capitão de Portugal
Não há problemas físicos nem mentais que impeçam Cristiano de jogar os 90 minutos na partida de hoje
— Roberto Martínez, técnico de Portugal
Vai ser uma batalha no meio-campo. Cada erro será fatal
— Zlatko Dalic, técnico da Croácia
La Conversación del Hearth Otra perspectiva de la historia
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Por que esse jogo importa tanto além do resultado?

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Porque marca o fim de uma era. Não é só sobre quem avança — é sobre o último capítulo de dois homens que redefiniriam o futebol.

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Ronaldo está jogando bem?

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Marcou dois gols, sim. Mas tocou na bola duas vezes na área contra a Colômbia. Há uma sensação de que ele está sendo carregado, não carregando.

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E Modric?

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Cometeu um pênalti na estreia. Aos 40 anos, o corpo não responde como antes. Mas deu uma assistência contra Gana e chegou a 200 jogos internacionais.

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Qual é o risco para Portugal em manter Ronaldo titular?

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Desperdiçar talentos como João Neves e Bernardo Silva no banco. O técnico está escolhendo proteger um ídolo em vez de otimizar a equipe.

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Isso já aconteceu antes?

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Em 2022, no Catar, Fernando Santos tirou Ronaldo do time e Portugal jogou melhor. Mas a derrota para o Marrocos custou caro — e Santos perdeu o emprego.

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O que torna esse confronto histórico?

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É a primeira vez que dois jogadores de linha com mais de 40 anos jogam juntos em uma Copa. Antes, só goleiros chegavam lá. Eles estão quebrando regras que o tempo impõe.

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