29 jogos sem marcar, apenas Mariano Díaz atingiu pior
Há momentos na carreira de um atleta em que o silêncio dos golos fala mais alto do que qualquer estatística. Rodrygo Goes, outrora peça indispensável no ataque do Real Madrid, atravessa 29 jogos consecutivos sem marcar — um deserto ofensivo que começou em março e que, frente ao Olympiacos na Liga dos Campeões, pode igualar o recorde negativo de Mariano Díaz. A chegada de Xabi Alonso ao banco merengue redesenhou hierarquias e o brasileiro, que na época passada somou 14 golos e 10 assistências, vê-se agora a lutar por um lugar no onze, confrontado com a distância entre o jogador que foi e o jogador que é.
- Rodrygo está a uma partida de igualar o pior jejum golos da história recente do Real Madrid, um recorde que apenas Mariano Díaz havia atingido com 30 jogos consecutivos sem marcar.
- A queda é vertiginosa: de 14 golos e 10 assistências na época passada para uma única assistência em 14 jogos esta temporada, uma transformação que vai além da má fase.
- A mudança de Ancelotti para Xabi Alonso reconfigurou o estatuto de Rodrygo — de titular indiscutível a suplente, substituído por Vinícius Júnior logo no início da segunda parte no último jogo da Liga.
- O Real Madrid ocupa o nono lugar na fase de liga da Champions com apenas nove pontos, tornando a crise individual de Rodrygo num problema coletivo urgente.
- A titularidade frente ao Olympiacos permanece incerta, e a noite europeia pode ser tanto o ponto de viragem que o brasileiro precisa como mais um capítulo de um silêncio que se prolonga.
Rodrygo Goes está à beira de um marco que nenhum jogador deseja. Esta quarta-feira, o avançado brasileiro completa 29 jogos consecutivos sem marcar pelo Real Madrid — um jejum iniciado a 4 de março, numa noite europeia frente ao Atlético de Madrid. Se não quebrar o silêncio ofensivo contra o Olympiacos na Liga dos Campeões, igualará o recorde negativo de Mariano Díaz: 30 encontros seguidos sem faturar.
O contraste com a época anterior é brutal. Em 2024/25, Rodrygo apontou 14 golos e distribuiu 10 assistências em 54 jogos. Agora, em 14 partidas disputadas, a sua contribuição resume-se a uma única assistência. Não é apenas uma questão de eficácia — é uma mudança profunda no seu papel dentro da equipa.
A chegada de Xabi Alonso marcou o ponto de viragem. Com Carlo Ancelotti, Rodrygo era titular indiscutível; com o novo treinador, perdeu esse estatuto e compete por um lugar no onze que tem perdido com frequência. No último jogo da Liga, foi substituído por Vinícius Júnior logo no início da segunda parte — sinal claro da sua posição atual na hierarquia. Os golos que marcou neste período — dois contra a Coreia do Sul pela seleção brasileira e um em amigável de pré-temporada — não contam para quebrar o jejum merengue.
A titularidade frente ao Olympiacos permanece incerta. O Real Madrid, nono classificado na fase de liga da Champions com apenas nove pontos, precisa de todos os seus jogadores a render. Rodrygo, que deveria ser um dos pilares ofensivos, tornou-se numa questão em aberto. A próxima noite europeia pode ser o ponto de viragem — ou apenas mais um capítulo de uma crise que se prolonga.
Rodrygo Goes está à beira de um marco que nenhum jogador quer alcançar. O avançado brasileiro completa esta quarta-feira 29 jogos consecutivos sem marcar pela camisola do Real Madrid, um jejum que começou a 4 de março, numa noite europeia contra o Atlético de Madrid. Se não conseguir quebrar o silêncio ofensivo frente ao Olympiacos — jogo marcado para as 20h00 na Liga dos Campeões — igualará um recorde negativo que apenas Mariano Díaz havia atingido: 30 encontros seguidos sem faturar.
O contraste com o que Rodrygo era há pouco mais de um ano é brutal. Na temporada 2024/25, o internacional brasileiro apontou 14 golos e distribuiu 10 assistências em 54 jogos. Agora, na época 2025/26, participou em 14 encontros e a sua contribuição ofensiva resume-se a uma única assistência. Não é apenas uma questão de eficácia — é uma transformação completa no seu papel dentro da equipa.
A mudança de treinador marca o ponto de viragem. Com Carlo Ancelotti, Rodrygo era um titular indiscutível, um jogador em quem o técnico italiano confiava para resolver partidas. Xabi Alonso chegou e o cenário alterou-se. O avançado perdeu o estatuto de primeira escolha e agora compete por um lugar no onze inicial, uma batalha que tem perdido com frequência. No último jogo da Liga espanhola, foi substituído por Vinícius Júnior já no início da segunda parte, um sinal claro da sua posição atual na hierarquia.
Durante este período de quase 30 jogos oficiais sem marcar, Rodrygo apenas conseguiu encontrar o fundo da rede ao serviço da seleção brasileira — marcou duas vezes contra a Coreia do Sul — e num amigável de pré-temporada. Nada que conte para o Real Madrid, nada que quebre o jejum que o assombra.
A titularidade contra o Olympiacos permanece incerta. Xabi Alonso pode optar por manter Rodrygo no banco ou dar-lhe uma oportunidade para recuperar confiança. Seja qual for a decisão, o contexto é pesado. O Real Madrid ocupa o nono lugar na fase de liga da reformulada Liga dos Campeões, com apenas nove pontos, e precisa de contribuições ofensivas de todos os seus jogadores. Rodrygo, que deveria ser um dos pilares dessa ofensiva, tornou-se numa questão em aberto. A próxima noite europeia pode ser o ponto de viragem ou apenas mais um capítulo de uma crise que se prolonga.
Citações Notáveis
Sob a orientação de Xabi Alonso, o avançado perdeu o estatuto de titular indiscutível que detinha com Carlo Ancelotti— Contexto da mudança de treinador
A Conversa do Hearth Outra perspectiva sobre a história
Como é que um jogador que marcava 14 golos por época acaba numa situação destas?
Não é só sobre talento. Rodrygo tinha um lugar garantido com Ancelotti. Xabi Alonso chegou com ideias diferentes, e Rodrygo não conseguiu adaptar-se rápido o suficiente. Perdeu confiança, perdeu minutos, e agora está preso num ciclo.
Mas ele ainda marca pela seleção. Isso não prova que o problema é só mental?
Prova exatamente isso. Quando joga pela seleção, tem liberdade, tem confiança. No Real Madrid, está sempre a olhar para trás, sempre à espera de ser substituído. É uma pressão diferente.
Mariano Díaz marcou 30 jogos sem faturar. Como é que um jogador sobrevive a isso?
Mariano era mais jovem, tinha menos expectativas. Rodrygo é uma estrela. As pessoas esperam dele. Cada jogo sem golo é uma manchete, é uma dúvida pública sobre a sua qualidade.
Pode isto acabar bem para ele?
Pode. Uma noite contra o Olympiacos, um golo, e muda tudo. Mas se não acontecer, a conversa muda. Começa-se a falar em transferência, em desperdício de talento.