RN destaca turismo regenerativo na WTM Latin America 2026 em São Paulo

Viajar pode regenerar, restaurar e reconectar comunidades
O tema central da WTM Latin America 2026 reflete a estratégia de Rio Grande do Norte para reposicionar-se no mercado internacional.

O Estado apresenta estande de 70m² com tecnologia de realidade virtual e ativações interativas para agentes de viagens e operadores internacionais. Destaque para lançamentos como a sexta edição do Sertões Kitesurf (maior competição mundial da modalidade) e retomada dos voos Azul Mossoró-Recife.

  • Estande de 70 metros quadrados com tecnologia de realidade virtual e ativações interativas
  • Sexta edição do Sertões Kitesurf marcada para 25 a 28 de novembro — maior competição mundial da modalidade
  • Retomada dos voos Azul na rota Mossoró-Recife
  • WTM Latin America 2025 registrou mais de 32 mil profissionais e 837 marcas expositoras

Rio Grande do Norte participa da WTM Latin America 2026 em São Paulo com foco em turismo regenerativo e sustentável, apresentando experiências imersivas e lançamentos como o Sertões Kitesurf.

São Paulo recebe nesta semana o maior encontro de turismo da América Latina, e Rio Grande do Norte chegou com uma proposta clara: mostrar que viajar pode regenerar, restaurar e reconectar. A WTM Latin America 2026 abriu as portas na terça-feira com o tema "Regenerar. Restaurar. Reconectar: Viajar com propósito", e o Estado nordestino está entre os protagonistas, apresentando um modelo de turismo que coloca sustentabilidade e impacto comunitário no centro da estratégia.

O estande potiguar ocupa 70 metros quadrados no Expo Center Norte e não é um espaço convencional de brochuras e cartazes. Há um telão de LED, material promocional distribuído estrategicamente, e o destaque fica por conta de uma ativação que combina buggy e óculos de realidade virtual — uma experiência imersiva que permite aos agentes de viagens, operadores e empresários internacionais presentes no evento simular passeios turísticos sem sair do piso de exposição. É uma forma de colocar o visitante dentro da experiência antes mesmo de comprar a passagem.

Raoni Fernandes, presidente da Empresa Potiguar de Promoção Turística (Emprotur), vê a participação como um passo estratégico. Para ele, estar no principal encontro da indústria de turismo latino-americana amplifica a visibilidade do Estado num mercado cada vez mais competitivo e exigente. A proposta é clara: consolidar Rio Grande do Norte como destino sustentável e competitivo no cenário internacional.

O timing é importante. O Estado apresenta dois lançamentos que sinalizam movimento e inovação. O primeiro é a sexta edição do Sertões Kitesurf, marcada para 25 a 28 de novembro, considerada a maior competição mundial da modalidade. O segundo é a retomada dos voos da companhia Azul na rota Mossoró-Recife, um sinal de que a conectividade aérea está se expandindo. Esses não são apenas eventos ou rotas — são sinais de que o Estado está investindo em infraestrutura e experiências que atraem públicos específicos e geram receita.

A comitiva que veio de Rio Grande do Norte não é pequena. Empresários do setor e representantes de municípios potiguares estão no evento, participando de rodadas de negócios e conversas que podem resultar em parcerias, pacotes turísticos e maior circulação de informação sobre o que o Estado oferece. A feira segue até o dia 16, e os números da edição anterior — 2025 — indicam o alcance: mais de 32 mil profissionais e 837 marcas expositoras passaram pelo evento. É um mercado de decisores, não de curiosos.

O que Rio Grande do Norte está fazendo aqui é reposicionar-se. Não é apenas um destino de praias e sol — embora tenha ambos em abundância. É um destino que pensa em regeneração, em como o turismo pode beneficiar as comunidades locais, em como as experiências podem ser imersivas e significativas. Num mercado global onde sustentabilidade deixou de ser um diferencial para ser uma exigência, essa narrativa importa. A próxima semana dirá se os agentes de viagens e operadores internacionais estão ouvindo.

A participação no evento amplia a visibilidade do Estado no principal encontro da indústria de turismo da América Latina
— Raoni Fernandes, presidente da Emprotur
La Conversación del Hearth Otra perspectiva de la historia
Inventor

Por que Rio Grande do Norte escolheu focar em turismo regenerativo agora, especificamente?

Model

Porque o mercado mudou. Os viajantes — especialmente os que têm poder de compra — querem saber que seu dinheiro está fazendo bem, não apenas consumindo um lugar. Regenerativo não é marketing; é uma resposta a uma demanda real.

Inventor

Mas o que muda na prática? Um turista que vinha antes e um que vem agora — qual é a diferença?

Model

Tudo. Antes era chegar, ficar na praia, ir embora. Agora é entender a comunidade, participar de experiências que beneficiam quem vive ali, deixar algo além de lixo. É mais caro, exige mais planejamento, mas gera mais receita e mais lealdade.

Inventor

Então a realidade virtual no estande — é só para impressionar, ou serve para algo?

Model

Serve. Permite que um agente de viagens em São Paulo ou Buenos Aires veja exatamente o que está vendendo. Reduz incerteza. E cria desejo. Quando você coloca alguém dentro de um passeio de buggy no sertão potiguar sem sair do chão de uma feira, você está criando uma memória antes da experiência real.

Inventor

E o Sertões Kitesurf? Por que isso importa para a conversa sobre turismo regenerativo?

Model

Porque atrai um público específico — atletas, entusiastas, mídia internacional. Gera visibilidade, traz receita concentrada, e cria uma narrativa de que Rio Grande do Norte é um destino de excelência em algo muito específico. Não é turismo de massa; é turismo de propósito.

Inventor

A retomada dos voos Azul para Mossoró — isso é sobre acesso ou sobre algo mais?

Model

É sobre acesso, mas acesso é tudo. Se você não consegue chegar facilmente, não importa o quanto o destino seja bonito. Conectividade aérea é infraestrutura. Sem ela, nenhuma estratégia de marketing funciona.

Contáctanos FAQ