Seu legado continuará vivo no coração de todos que tiveram o privilégio de conhecê-lo
Rivas Alves, artista e fundador da Casa do Hip Hop Ceilândia, faleceu aos 56 anos após enfrentar câncer e pneumonia. Ele era irmão do DJ Jamaika, falecido em março de 2023, e integrou grupos de rap aclamados como Câmbio Negro e Alibi.
- Rivas Alves faleceu aos 56 anos no domingo, 5 de julho de 2026
- Fundador da Casa do Hip Hop Ceilândia
- Irmão do DJ Jamaika, morto em 23 de março de 2023 aos 55 anos
- Integrou os grupos de rap Câmbio Negro e Alibi
Rivas Alves, 56 anos, fundador da Casa do Hip Hop Ceilândia, faleceu por câncer neste domingo. Ele era irmão do DJ Jamaika, morto há três anos, e deixa legado na cultura hip-hop do Distrito Federal.
Rivas Alves morreu no domingo, 5 de julho, aos 56 anos. A notícia saiu pelo Instagram da Casa do Hip Hop Ceilândia, a instituição que ele fundou e que se tornou referência para a cena de rap do Distrito Federal. Ele estava enfrentando câncer.
Apenas uma semana antes, os gestores da página haviam publicado um boletim sobre seu estado de saúde. A pneumonia que o acometia estava sob controle, mas o foco agora era outro: exames e biópsias confirmavam o diagnóstico de câncer, e a quimioterapia começaria nos dias seguintes. Rivas seria acompanhado de perto pela equipe médica. Nenhum de nós sabia que uma semana seria tudo o que restava.
A morte de Rivas chega pouco mais de três anos após a perda de seu irmão, Jefferson da Silva Alves, conhecido como DJ Jamaika. Jamaika faleceu em 23 de março de 2023, aos 55 anos, deixando um vazio profundo na música nacional e na cena hip-hop brasiliense. Ele foi um dos maiores nomes do rap do Distrito Federal, figura central no grupo Câmbio Negro, que marcou época na história do gênero. Depois, Jamaika e Rivas formaram juntos o grupo Alibi, também de rap, continuando a trajetória de criatividade que os definia.
O anúncio da morte de Rivas veio acompanhado de uma reflexão sobre o que ele deixava para trás. "Hoje nos despedimos de um grande artista, cuja criatividade, talento, fé e sensibilidade marcaram a vida de muitas pessoas", escreveu a página da Casa do Hip Hop Ceilândia. O texto prosseguia reconhecendo que seu legado ia além da arte: eram lembranças, inspiração, a certeza de que sua influência permaneceria viva no coração de quem o conheceu e acompanhou sua trajetória.
A Casa do Hip Hop Ceilândia, que Rivas fundou, representa mais do que um espaço físico. É um símbolo da dedicação dele à cultura hip-hop, um lugar onde artistas encontraram acolhimento e oportunidade de criar. Sua morte marca o fim de uma era para a comunidade que ele ajudou a construir, deixando duas perdas em menos de quatro anos — primeiro o irmão, depois ele próprio, ambos aos 55 e 56 anos, ambos ligados à mesma paixão pela música e pela arte que definiram suas vidas.
Citações Notáveis
Hoje nos despedimos de um grande artista, cuja criatividade, talento, fé e sensibilidade marcaram a vida de muitas pessoas— Casa do Hip Hop Ceilândia, em comunicado no Instagram
A Conversa do Hearth Outra perspectiva sobre a história
Por que a morte de Rivas importa além do círculo imediato da família?
Porque ele não era apenas um artista — era um fundador, alguém que criou um espaço institucional para que outros pudessem fazer arte. A Casa do Hip Hop Ceilândia é um legado que continua existindo depois dele.
E a morte do irmão, três anos antes — isso muda a forma como entendemos essa perda?
Muda tudo. Jamaika era o irmão mais conhecido, o que estava na linha de frente do Câmbio Negro. Perder Jamaika foi perder um ícone. Perder Rivas três anos depois é perder o guardião daquele legado, a pessoa que mantinha a memória viva.
Qual era a relação deles como artistas?
Eles trabalharam juntos no Alibi depois que Jamaika saiu do Câmbio Negro. Não eram apenas irmãos — eram parceiros criativos. Compartilhavam a mesma linguagem, a mesma visão de hip-hop.
O que a Casa do Hip Hop Ceilândia representa para a cena local?
É um porto seguro. Ceilândia é uma região periférica de Brasília, e a Casa foi um lugar onde jovens artistas podiam se reunir, criar, aprender. Rivas a fundou porque acreditava que a cultura hip-hop precisava de raízes, de um lar.
Como a comunidade provavelmente vai lidar com essas duas perdas tão próximas?
Com luto, mas também com responsabilidade. Agora cabe aos outros manter viva a chama que Jamaika e Rivas acenderam. A Casa do Hip Hop Ceilândia não morre com Rivas — mas precisa de quem a cuide.