No coração das instituições eleitorais brasileiras, uma questão sem precedentes se instala: pode a tecnologia que imita rostos e vozes ser ao mesmo tempo proibida e tolerada, dependendo da intenção de quem a usa? O TSE reuniu-se a portas fechadas para debater o uso de deepfakes em campanhas, mas saiu sem resposta — apenas com o silêncio revelador de um presidente de tribunal que recuou ao perceber que sua tese não encontrava eco entre os pares. O impasse reflete algo maior do que uma disputa jurídica: é o momento em que o direito eleitoral se vê obrigado a caminhar por um território que a tecn