Em um momento em que os limites entre os poderes da República brasileira estão sob escrutínio crescente, o candidato à Presidência Renan Santos declarou que não cumprirá decisões monocráticas do STF que julgue inconstitucionais ou invasoras das competências do Executivo e do Legislativo. A afirmação, feita em entrevista ao G1 e à GloboNews, não é apenas uma promessa de campanha — é um convite a uma disputa filosófica sobre quem, afinal, tem a última palavra na interpretação da Constituição. A tensão que ela evoca é antiga e universal: quando a lei protege a lei, e quando a desobediência a ela