Região de Bauru tem 55 prefeitos eleitos para mandato 2021-2024

Diferença de 62 votos decidiu quem governaria Agudos pelos próximos quatro anos
Em Agudos, Fernando Octaviani venceu Altair da Saúde com a margem mais apertada da região.

Na madrugada que se seguiu ao domingo eleitoral de novembro de 2020, após uma pane no sistema do Tribunal Superior Eleitoral, a região de Bauru viu emergir os contornos do seu futuro político: 55 municípios escolheram seus prefeitos para o mandato 2021-2024, num processo que revelou tanto a força da continuidade quanto a imprevisibilidade da vontade popular. A maioria dos eleitores optou por renovar mandatos já conhecidos, mas algumas disputas, decididas por dezenas de votos, lembraram que a democracia vive também nos detalhes mais estreitos. Dois municípios permaneceram em suspense judicial, aguardando que os tribunais confirmassem — ou não — o que as urnas haviam sugerido.

  • A queda do site do TSE na noite de domingo criou horas de incerteza, atrasando a divulgação dos resultados para a madrugada e deixando eleitores e candidatos em expectativa.
  • Quando os números chegaram, a reeleição foi a tônica dominante: em Botucatu, Pardini conquistou 85,49% dos votos válidos, uma das margens mais expressivas da região.
  • Mas a tensão se instalou em cidades como Agudos, onde apenas 62 votos separaram o vencedor do derrotado, e em Brotas, onde a diferença foi de 70 votos — disputas que poderiam ter ido para qualquer lado.
  • Surpresas também marcaram a noite: em Avaí, o prefeito incumbente foi derrotado com apenas 29,59% dos votos, e duas mulheres conquistaram prefeituras em Cafelândia e Ubirajara.
  • Bariri, Pederneiras e Borebi ainda apuravam votos quando a matéria foi fechada, e Reginópolis e Mineiros do Tietê permaneciam em limbo jurídico, com candidaturas marcadas como 'anulado sob judice' aguardando decisão dos tribunais.

A madrugada de segunda-feira trouxe alívio para a região de Bauru. Depois que o site do TSE saiu do ar durante a noite de domingo, os resultados das eleições municipais de 2020 começaram a chegar por volta de 1h30. Com 100% de apuração, 55 cidades já tinham seus prefeitos eleitos para o mandato que começaria em 2021.

As reeleições dominaram o cenário. Em Botucatu, Pardini do PSDB conquistou 85,49% dos votos válidos — uma margem que deixava qualquer adversário distante. Em Lençóis Paulista, Prado do DEM voltaria para mais um mandato com 60,46%, e Itapuí reelegeu Toninho do PTB com 60,45%. Eram cidades onde o eleitorado havia decidido manter o curso.

Nem todas as disputas, porém, foram tranquilas. Em Agudos, Fernando Octaviani do MDB derrotou o prefeito em exercício por apenas 62 votos. Em Brotas, a margem foi de 70 votos. Getulina também registrou disputa cerrada, com o vencedor à frente por apenas 0,41 ponto percentual. Houve ainda surpresas: em Avaí, o incumbente recebeu apenas 29,59% e foi derrotado por Hellen Rodrigues do PSDB.

Algumas cidades elegeram prefeitos em circunstâncias particulares. Di Picapau em Boraceia e Dr. Afonso em Espírito Santo do Turvo foram eleitos como candidatos únicos. Em Cafelândia, Tais Contieri do Podemos tornou-se a nova prefeita, e Adriana Bocardi do MDB venceu em Ubirajara — duas mulheres que chegaram ao comando de suas cidades.

A apuração, contudo, não estava encerrada em toda a região. Bariri, Pederneiras e Borebi ainda processavam seus votos. Mais delicado era o cenário em Reginópolis e Mineiros do Tietê: os candidatos com mais votos tinham suas candidaturas marcadas como 'anulado sob judice' no sistema do TSE, o que significava que uma decisão judicial ainda precisava ser tomada antes que qualquer resultado pudesse ser confirmado. Essas duas cidades seguiriam em suspenso até que os tribunais falassem.

A madrugada de segunda-feira trouxe alívio para a região de Bauru. Depois que o site do Tribunal Superior Eleitoral saiu do ar durante a noite de domingo, os resultados finais das eleições municipais de 2020 começaram a chegar por volta de 1h30. Quando a apuração atingiu 100%, estava claro: 55 cidades da região já tinham seus prefeitos eleitos para o mandato que começaria em 2021.

A maioria dos vencedores era conhecida. Reeleições dominaram o resultado. Em Botucatu, Pardini do PSDB conquistou uma vitória esmagadora com 58.064 votos, o equivalente a 85,49% dos votos válidos — uma margem que deixava qualquer adversário distante. Em Lençóis Paulista, Prado do DEM também voltaria para mais um mandato, com 60,46% dos votos. Itapuí reelegeu seu prefeito Toninho do PTB com 60,45% das preferências. Esses números revelavam cidades onde o eleitorado tinha decidido manter o curso.

Mas nem todas as disputas foram tranquilas. Em Agudos, a diferença foi de apenas 62 votos. Fernando Octaviani do MDB derrotou Altair da Saúde, que tentava a reeleição, com 7.655 votos contra 7.593. Em Brotas, Leandro Corrêa do DEM venceu com margem ainda mais apertada: 4.367 votos contra 4.297 de Leca Berto do PSDB. Getulina também registrou uma disputa cerrada, com Toninho Maia do PSDB levando 43,20% dos votos, apenas 0,41 ponto percentual à frente de seu adversário.

Houve também as surpresas. Em Avaí, o prefeito André do Neto, que buscava continuar, recebeu apenas 29,59% dos votos e foi derrotado por Hellen Rodrigues do PSDB, que conquistou 43,87%. Em Agudos, como mencionado, a reeleição não saiu. Esses resultados mostravam que nem sempre o incumbente tinha garantia.

Algumas cidades elegeram seus primeiros prefeitos em situações particulares. Di Picapau em Boraceia e Dr. Afonso em Espírito Santo do Turvo foram eleitos como candidatos únicos. Em Cafelândia, Tais Contieri do Podemos se tornou a nova prefeita com 34,02% dos votos. Adriana Bocardi do MDB venceu em Ubirajara com 54,19%, levando a prefeitura para uma mulher.

Mas a apuração não estava completamente encerrada em toda a região. Bariri, Pederneiras e Borebi ainda processavam seus votos quando a matéria foi fechada. Em Bariri, Abelardinho do MDB já aparecia como eleito. Em Pederneiras, Ivana do PV havia derrotado o prefeito em exercício Vicente Minguili do MDB. Borebi, porém, ainda tinha um percentual tão baixo de apuração que nenhum resultado podia ser declarado.

Dois casos pendentes complicavam o cenário. Em Reginópolis, Carola do MDB havia recebido 1.772 votos, 46,73% do total, mas sua candidatura estava marcada como 'anulado sob judice' no sistema do TSE — significava que uma decisão judicial ainda precisava ser tomada. Marquinho Bastos do PSDB ficava em segundo com 1.678 votos. A mesma situação ocorria em Mineiros do Tietê, onde Gustavo Chitinha do PSL tinha 2.800 votos mas também aguardava resolução judicial. Vadi Cesarin do PSD vinha logo atrás com 2.258 votos. Essas duas cidades seguiriam em suspenso até que os tribunais decidissem.

Candidatura marcada como 'anulado sob judice' no sistema do TSE, aguardando decisão judicial
— Situação de Carola em Reginópolis e Gustavo Chitinha em Mineiros do Tietê
A Conversa do Hearth Outra perspectiva sobre a história
Inventor

Por que uma pane no site do TSE atrasou tanto a divulgação dos resultados?

Model

O sistema centralizado do tribunal é o responsável por consolidar e validar todos os dados das urnas. Quando ele sai do ar, não há como confirmar oficialmente os números, mesmo que as cidades já tenham apurado localmente.

Inventor

Esses números de reeleição — 85% em Botucatu, 60% em várias cidades — isso é típico de eleições municipais?

Model

Reeleição é comum em cidades menores, especialmente quando o prefeito tem bom desempenho. Mas o que chama atenção aqui é a consistência. Muitas cidades reelegeram seus prefeitos com margens confortáveis.

Inventor

E essas disputas acirradas, como a de Agudos com 62 votos de diferença — o que isso muda?

Model

Muda tudo. Uma diferença tão pequena significa que a cidade estava realmente dividida. Qualquer campanha um pouco mais forte, qualquer evento diferente, e o resultado seria outro. Esses são os casos que mostram que a eleição foi de verdade.

Inventor

Por que algumas candidaturas ficaram 'anuladas sob judice'?

Model

Significa que houve alguma irregularidade ou questionamento legal sobre a candidatura — talvez documentação, filiação partidária, ou questões de elegibilidade. O tribunal não pode proclamar o eleito até que a justiça resolva.

Inventor

Se Carola em Reginópolis tinha mais votos que Marquinho, por que ela não é automaticamente eleita?

Model

Porque se sua candidatura for anulada, aqueles votos desaparecem. Então o segundo colocado pode se tornar o eleito. É por isso que o judice precisa decidir primeiro.

Inventor

E Borebi, que ainda não tinha apuração completa — isso era comum em 2020?

Model

Não era o ideal, mas acontecia. Geralmente por problemas técnicos ou logísticos nas seções eleitorais. Mas com 100% das urnas apuradas em 55 cidades, a região estava praticamente definida.

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