Por décadas, o Brasil sustentou um labirinto tributário de 5,6 mil legislações distintas que alimentou litígios, distorceu decisões empresariais e enriqueceu um ecossistema inteiro de especialistas em complexidade. A reforma tributária em curso, descrita por um de seus arquitetos, representa não apenas uma simplificação técnica, mas uma ruptura civilizatória: o fim da guerra fiscal entre entes federativos e a morte das brechas que transformaram o planejamento tributário em arte obscura. O imposto segue agora o consumidor, não o fabricante — e com ele, muda a lógica de onde e por que as empresa