Portugal volta o olhar para o Atlântico não como rota de partida, mas como território de descoberta permanente. Ao longo do litoral, cinco centros especializados — financiados pelo Plano de Recuperação e Resiliência — tecem uma rede onde robótica, aquacultura e biotecnologia se encontram com o oceano real, transformando séculos de relação extrativista com o mar numa aposta deliberada no conhecimento como recurso nacional. É uma reconfiguração silenciosa, mas profunda, da identidade marítima portuguesa.