Em março de 2026, Portugal endureceu as regras de inspeção automóvel, reprovando automaticamente qualquer veículo com um recall pendente — uma medida pensada para proteger os condutores, mas que acabou por os apanhar numa armadilha burocrática e industrial. Com 87 mil carros afetados e um aumento de 459% nas reclamações, o que emergiu não foi apenas um problema técnico, mas uma tensão mais profunda entre a intenção regulatória e a capacidade — ou vontade — das marcas de cumprirem as suas obrigações. A segurança rodoviária, paradoxalmente, tornou-se um obstáculo à mobilidade legal de milhares d
Reclamações contra marcas por recalls disparam 459% após regra de chumbo na inspeção
Milhares de automobilistas enfrentam risco de reprovação na inspeção e impossibilidade de circular legalmente devido a atrasos nas reparações obrigatórias.