A vacinação é uma estratégia coletiva, todo mundo precisa fazer para ter eficácia
Em Recife, a campanha de vacinação contra influenza se expande para acolher aqueles que carregam o peso das comorbidades — cerca de 127 mil pessoas entre 6 e 59 anos que vivem com diabetes, hipertensão, doenças respiratórias e outras condições permanentes. Anunciada pelo prefeito João Campos durante um encontro sobre inclusão social no Parque da Jaqueira, a iniciativa reconhece que proteger os mais vulneráveis é um ato coletivo, não individual. Com 170 pontos de vacinação espalhados pela cidade e meta de imunizar 90% dos grupos prioritários até 31 de maio, Recife aposta na capilaridade como antídoto contra a indiferença.
- A gripe pode matar — e para quem vive com comorbidades, essa sentença não é retórica, mas um risco real que a secretária de Saúde Luciana Albuquerque fez questão de sublinhar.
- Cerca de 127 mil recifenses com condições como diabetes, hipertensão e doenças neurológicas crônicas passaram a ter acesso à vacina a partir deste fim de semana.
- A cidade mobilizou mais de 170 pontos de vacinação, incluindo shoppings e unidades volantes, para eliminar a distância como desculpa para não se imunizar.
- A cobertura vacinal ainda precisa alcançar 90% dos grupos prioritários — uma meta ambiciosa que depende de adesão em massa até o final de maio.
- Quem estiver com febre ou com covid-19 confirmado deve aguardar a recuperação completa antes de se vacinar, evitando complicações desnecessárias.
A prefeitura do Recife ampliou sua campanha de vacinação contra a gripe para incluir pessoas com comorbidades e doenças permanentes entre 6 e 59 anos. O anúncio foi feito pelo prefeito João Campos no sábado, durante o 6º Encontro Fazendo Acontecer no Econúcleo do Parque da Jaqueira — um evento voltado à inclusão social que serviu de palco para uma medida de saúde pública de largo alcance. Ao todo, aproximadamente 47.553 pessoas com comorbidades e 79.710 com doenças permanentes passam a integrar os grupos elegíveis.
O público contemplado é amplo: pessoas com síndrome de Down, hipertensão, diabetes, doenças respiratórias crônicas, problemas cardíacos, obesidade grave, histórico de transplante e doenças neurológicas, entre outras condições. Eles se somam aos grupos já atendidos nas etapas anteriores — trabalhadores de saúde, idosos acima de 60 anos e crianças de seis meses a menores de seis anos.
A secretária de Saúde Luciana Albuquerque reforçou que a influenza pode evoluir para complicações graves e até levar à morte em populações vulneráveis. A vacina deste ano protege contra os tipos H3N2, H1N1 e influenza tipo B, com formulação atualizada para as cepas mais recentes. A maioria dos grupos recebe dose única; crianças pequenas precisam de duas doses com intervalo de 30 dias.
A rede municipal conta com 170 salas de vacinação abertas de segunda a sexta-feira e cinco centros funcionando todos os dias da semana. Para ser atendido, basta levar documento de identidade, CPF, carteira de vacinação e cartão SUS. A campanha segue até 31 de maio de 2024, com a meta de atingir 90% de cobertura nos grupos prioritários. Medidas complementares como higiene das mãos e uso de máscara ao apresentar sintomas respiratórios também são recomendadas pela prefeitura.
A prefeitura do Recife abriu as portas da vacinação contra gripe para um novo grupo de pessoas: aquelas com comorbidades e doenças permanentes entre 6 e 59 anos. A expansão da campanha, anunciada no sábado durante o 6º Encontro Fazendo Acontecer no Econúcleo do Parque da Jaqueira, atinge aproximadamente 47.553 pessoas com comorbidades e 79.710 com doenças permanentes. O objetivo é claro: imunizar 90% de toda a população dos grupos prioritários até o final de maio de 2024.
O prefeito João Campos destacou a amplitude da mobilização durante o evento, que reuniu pessoas interessadas em discutir inclusão social. Segundo ele, a cidade dispõe de mais de 170 pontos de vacinação espalhados pelos oito distritos sanitários, incluindo salas fixas em shoppings e unidades volantes que se deslocam pela cidade. A vacinação contra influenza, explicou, é uma estratégia coletiva que exige participação em massa para ser eficaz.
O público elegível para esta fase inclui pessoas com síndrome de Down, hipertensão, diabetes, doenças respiratórias crônicas, problemas cardíacos, disfunção renal e hepática, trissomias, histórico de transplante, obesidade grave e doenças neurológicas crônicas. Além deste novo grupo, continuam aptos a se vacinar trabalhadores de saúde, pessoas acima de 60 anos e crianças de seis meses a menores de seis anos, que já faziam parte das etapas anteriores da campanha.
A secretária de Saúde do Recife, Luciana Albuquerque, reforçou a importância de comparecer aos postos de vacinação. A influenza, alertou, pode evoluir para complicações graves e até levar à morte, especialmente em pessoas com comorbidades. A vacina utilizada neste ano protege contra os tipos H3N2, H1N1 e influenza tipo B, sendo atualizada anualmente para cobrir as cepas mais recentes do vírus.
A rede municipal oferece 170 salas de vacinação funcionando de segunda a sexta-feira e cinco centros de vacinação abertos de domingo a domingo. Para agilizar o atendimento, a prefeitura recomenda que os vacinandos levem documento de identificação, CPF, carteira de vacinação e cartão SUS. Profissionais de saúde precisam apresentar comprovantes laborais. Luciana também orientou que pessoas em bom estado de saúde podem aproveitar a ida ao posto para atualizar outras vacinas do calendário na mesma visita.
Existem restrições: pessoas com doenças febris agudas, moderadas ou graves, e aquelas com covid-19 confirmado devem adiar a vacinação até se recuperarem completamente. O esquema vacinal varia conforme a idade: a maioria dos grupos recebe uma dose única, enquanto crianças de 6 meses a menores de 6 anos precisam de duas doses com intervalo de 30 dias.
A campanha segue até 31 de maio de 2024, com a meta ambiciosa de alcançar 90% de cobertura nos grupos prioritários. Além da vacinação, a prefeitura recomenda medidas complementares como lavar as mãos regularmente e usar máscaras quando apresentar sintomas respiratórios, já que a gripe pode ser confundida com um resfriado comum, mas apresenta potencial para evoluir para quadros graves em populações vulneráveis.
Citações Notáveis
A influenza pode levar a complicações do quadro de saúde e até matar. Pessoas com comorbidades, doenças permanentes, crianças dentro da faixa autorizada, idosos e trabalhadores da saúde podem ir às salas e aos centros de vacinação— Luciana Albuquerque, secretária de Saúde do Recife
A Conversa do Hearth Outra perspectiva sobre a história
Por que a prefeitura decidiu expandir a vacinação justamente agora, em março, se a campanha vai até maio?
Porque a influenza circula durante todo o período de inverno e transição. Quanto mais cedo as pessoas com comorbidades se protegem, menor o risco de complicações graves. Não é questão de pressa, é de oportunidade.
Qual é a diferença entre vacinar 90% de um grupo versus, digamos, 70%?
A diferença é imunidade coletiva. Se apenas 70% se vacina, o vírus ainda encontra caminhos para circular entre os não vacinados. Com 90%, você cria uma barreira que protege até quem não pode se vacinar por razões médicas.
Por que pessoas com síndrome de Down precisam de atenção especial?
Porque frequentemente têm outras condições associadas — problemas cardíacos, respiratórios — que tornam a gripe potencialmente fatal. A vacinação não é apenas recomendação, é questão de sobrevivência.
Se a vacina é atualizada todo ano, isso significa que a do ano passado não funciona mais?
Não funciona menos, mas funciona contra cepas diferentes. O vírus muta. A vacina de 2024 foi formulada para os tipos que circulam agora. A do ano passado ainda oferecia proteção, mas não era otimizada.
O que acontece se alguém chegar ao posto com febre?
Não pode se vacinar naquele dia. Precisa voltar quando estiver bem. Vacinar alguém febril pode mascarar sintomas de outra doença ou deixar o corpo sobrecarregado.
Por que 170 pontos de vacinação? Não seria mais eficiente centralizar?
Descentralizar é exatamente o oposto de eficiente em termos de acesso. Pessoas com comorbidades frequentemente têm dificuldade de locomoção. Ter um ponto perto de casa, do trabalho, do shopping, remove barreiras. É sobre chegar onde as pessoas estão.