Nos riachos da Cornualha, no sudoeste da Inglaterra, um pequeno roedor semiaquático retorna após três décadas de ausência — não por acaso, mas por escolha humana deliberada de reparar o que foi destruído. O rato-d'água-europeu desapareceu nos anos 1990 sob o peso combinado da degradação do habitat e da chegada de um predador invasor, o vison-americano. Entre 2022 e 2023, quase 200 indivíduos foram reintroduzidos em áreas úmidas recuperadas, num gesto que reconhece tanto a responsabilidade pela perda quanto a possibilidade — ainda frágil — da restauração.