Em Santiago do Cacém, um projeto de energia renovável destinado a alimentar um dos maiores centros de dados da Península Ibérica coloca frente a frente dois imperativos do nosso tempo: a urgência da descarbonização e a proteção dos ecossistemas que nos sustentam. A Quercus, organização ambientalista portuguesa, não rejeita a transição energética — questiona se ela pode ser feita com tanta pressa e tão pouca atenção às criaturas e árvores que habitam os mil hectares em causa. Este conflito, que se desenrola nos campos do Alentejo, é afinal um espelho do dilema civilizacional que atravessa o séc