Morte de princesa tailandesa deixa sucessão real em aberto após 3 anos em coma

Princesa Bajrakitiyabha faleceu aos 47 anos após permanecer em coma por mais de três anos devido a complicações cardíacas.
A nação enfrenta um vácuo de planejamento sucessório em silêncio
A morte da princesa deixa a Tailândia sem resposta clara sobre o futuro da monarquia, com debate público proibido pela lei.

Com a morte da princesa Bajrakitiyabha aos 47 anos, após mais de três anos em coma silencioso, a Tailândia perde não apenas uma filha da realeza, mas a figura que muitos viam como a ponte entre uma monarquia tradicional e um futuro mais reformado. Seu colapso durante um momento cotidiano — exercitar seus cães — e a longa espera que se seguiu condensam, de forma quase simbólica, a fragilidade das instituições diante do tempo. Agora, o trono tailandês olha para o horizonte sem um herdeiro nomeado, enquanto a lei que proíbe falar sobre isso mantém o país em silêncio obrigatório.

  • A morte de Bajrakitiyabha remove a candidata mais preparada e carismática para a sucessão do rei Vajiralongkorn, deixando um vácuo que ninguém pode discutir abertamente.
  • O herdeiro presumido, o príncipe Dipangkorn, enfrenta dúvidas públicas sobre sua capacidade de exercer o papel de monarca em um país onde a coroa tem peso político profundo.
  • Quatro dos cinco filhos homens do rei foram deserdados décadas atrás e vivem no exterior, estreitando ainda mais as opções dinásticas disponíveis.
  • A lei de lesa-majestade tailandesa criminaliza qualquer crítica à monarquia, tornando impossível qualquer debate público ou planejamento sucessório transparente.
  • A Tailândia chega a esse momento de incerteza dinástica com a estabilidade política já fragilizada, sem mecanismos legais para discutir alternativas ou preparar transições.

A princesa Bajrakitiyabha colapsou em dezembro de 2022 enquanto exercitava seus cães. Uma infecção por micoplasma havia desencadeado um batimento cardíaco gravemente irregular, e ela nunca recuperou a consciência. Em junho de 2026, morreu aos 47 anos no Hospital Chulalongkorn, em Bangkok, após mais de três anos em coma profundo.

Sua perda vai além do luto familiar. Bajrakitiyabha era, aos olhos de muitos monarquistas tailandeses, a candidata ideal para conduzir a monarquia ao futuro. Filha mais velha do rei Vajiralongkorn com sua primeira esposa, ela construiu uma trajetória rara entre membros da realeza: formação em Direito, dois diplomas de pós-graduação em Cornell, passagem pelas Nações Unidas em Nova York e atuação nos escritórios do procurador-geral em Bangkok.

Entre 2012 e 2014, serviu como embaixadora na Áustria e desenvolveu um trabalho consistente de advocacy pela reforma penal tailandesa, com foco especial em mulheres presas por infrações menores de drogas — um tema urgente num país com um dos maiores índices de encarceramento feminino do mundo. Mais tarde, foi nomeada embaixadora do UNODC para o Estado de Direito no Sudeste Asiático e, em 2021, seu pai a nomeou chefe de gabinete de sua guarda pessoal, com o posto de general.

Com sua morte, a questão da sucessão tailandesa permanece sem resposta. O rei, agora com 73 anos, nunca nomeou formalmente um herdeiro. Quatro de seus cinco filhos homens foram deserdados em 1996 e vivem nos Estados Unidos. O quinto, o príncipe Dipangkorn, é considerado herdeiro presumido, mas enfrenta dúvidas sobre sua capacidade de exercer o papel. E a severa lei de lesa-majestade do país impede qualquer debate público sobre o futuro da monarquia — deixando a nação diante de um vácuo sucessório que não pode, legalmente, ser discutido.

A princesa Bajrakitiyabha, filha mais velha do rei tailandês, colapsou em dezembro de 2022 enquanto exercitava seus cães. Três anos e meio depois, em junho de 2026, ela morreu aos 47 anos no Hospital Chulalongkorn, em Bangkok, após permanecer em coma profundo. Os médicos determinaram que um batimento cardíaco gravemente irregular, desencadeado por uma infecção por micoplasma no coração, havia causado o desmaio inicial. O palácio informou que a equipe médica havia oferecido os cuidados mais intensivos possíveis, mas seu estado continuou se deteriorando progressivamente até o fim.

Sua morte representa uma perda significativa para a família real tailandesa — não apenas pelo luto pessoal, mas porque Bajrakitiyabha era amplamente considerada a figura mais promissora para o futuro da monarquia. Nascida em 7 de dezembro de 1978, ela era a filha mais velha do rei Vajiralongkorn com sua primeira esposa, a princesa Soamsawali. Diferentemente de muitos membros da realeza, ela construiu uma carreira intelectual e profissional substancial. Formou-se em Direito e obteve dois diplomas de pós-graduação pela Universidade de Cornell, nos Estados Unidos. Trabalhou brevemente na missão tailandesa junto às Nações Unidas em Nova York antes de retornar ao país para atuar nos escritórios do procurador-geral em Bangkok e em outras jurisdições.

Entre 2012 e 2014, serviu como embaixadora da Tailândia na Áustria, onde desenvolveu uma relação significativa com o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime. Nesse período, começou a defender publicamente a reforma do sistema penal tailandês, com ênfase particular nas mulheres vulneráveis presas por infrações menores. A Tailândia possui um dos maiores índices de mulheres encarceradas do mundo, e Bajrakitiyabha se tornou uma voz importante para mudanças estruturais. Após retornar à Tailândia, foi nomeada embaixadora do UNODC para o Estado de Direito no Sudeste Asiático, continuando seu trabalho de advocacy contra as penas severas frequentemente impostas por acusações de posse de drogas. Em 2021, seu pai a nomeou chefe de gabinete de sua guarda pessoal, concedendo-lhe o posto de general.

Além de suas responsabilidades oficiais, era uma atleta dedicada que participava regularmente de corridas de longa distância. Essa combinação de inteligência, educação internacional, experiência diplomática, carisma pessoal e proximidade com o rei a tornava, aos olhos de muitos monarquistas tailandeses, a candidata ideal para liderar a nação no futuro — seja como rainha regnante ou como princesa regente.

O rei Vajiralongkorn, agora com 73 anos, nunca nomeou formalmente um herdeiro. A tradição tailandesa exige que o sucessor seja do sexo masculino, embora uma emenda constitucional de 1974 permita que uma mulher ascenda ao trono. O rei tem cinco filhos homens. Quatro deles, nascidos de seu segundo casamento, foram deserdados em 1996 e vivem com a mãe nos Estados Unidos desde então. Seu quinto filho, Dipangkorn, nascido de seu terceiro casamento, é considerado o herdeiro presumido, mas surgiram dúvidas públicas sobre sua capacidade de exercer o papel de monarca em um país onde a instituição real exerce influência profunda sobre a política e a sociedade.

Com a morte de Bajrakitiyabha, a questão da sucessão tailandesa permanece sem resposta clara. A severidade da lei de lesa-majestade do país — que criminaliza críticas à monarquia — impede qualquer debate público substantivo sobre o futuro da instituição. A nação enfrenta um vácuo de planejamento sucessório em um momento em que a estabilidade política já é frágil, e nenhuma discussão aberta sobre alternativas ou preparação é legalmente possível.

A equipe médica prestou os cuidados mais intensivos possíveis, mas seu quadro continuou se deteriorando progressivamente
— Palácio Real da Tailândia
The Hearth Conversation Another angle on the story
Inventor

Quem era realmente essa princesa para os tailandeses comuns? Ela era conhecida?

Model

Ela não era uma figura de aparições públicas constantes, mas entre aqueles que acompanhavam política e assuntos reais, era muito respeitada. Sua educação em Cornell, seu trabalho nas Nações Unidas, sua defesa de reformas penais — isso a tornava diferente de outros membros da realeza. Havia uma sensação de que ela entendia o mundo moderno.

Inventor

E por que sua morte importa tanto para a sucessão? Existem outros filhos.

Model

Porque o rei não nomeou ninguém. Seus filhos homens mais velhos foram deserdados há 30 anos. O único herdeiro presumido é o Dipangkorn, mas há dúvidas reais sobre se ele conseguiria governar. Bajrakitiyabha era a ponte — alguém que poderia ser rainha ou ajudar o príncipe a reinar. Agora essa opção desapareceu.

Inventor

A lei de lesa-majestade impede que as pessoas falem sobre isso?

Model

Completamente. Você não pode criticar a monarquia, não pode questionar a sucessão, não pode ter um debate nacional sobre o que vem depois. É uma lei muito severa. Então a nação está presa em silêncio sobre seu próprio futuro.

Inventor

Como ela morreu, exatamente?

Model

Uma infecção no coração causou um batimento cardíaco irregular enquanto ela exercitava seus cães. Entrou em coma e nunca acordou. Três anos e meio de coma, com os melhores cuidados médicos disponíveis, mas seu corpo simplesmente não se recuperou.

Inventor

Isso foi um acidente ou havia algo subjacente?

Model

Parece ter sido um acidente — estar no lugar errado no momento errado com uma infecção cardíaca. Mas o timing é devastador para a monarquia. Ela era a pessoa que muitos esperavam que pudesse resolver a questão da sucessão.

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