Vozinha, goleiro de 40 anos de Cabo Verde, faz 'milagres' contra Espanha na Copa

Um goleiro de 40 anos fazendo milagres contra a campeã europeia
Vozinha defendeu bravamente no empate 0 a 0 entre Cabo Verde e Espanha na Copa do Mundo.

Em uma Copa do Mundo que poderia ter sido palco de uma goleada, Cabo Verde segurou a Espanha em 0 a 0 graças a um goleiro de 40 anos cujo apelido de infância esconde uma história de teimosia e resistência. Vozinha — Josimar José Évora Dias no registro civil — tornou-se, nesta segunda-feira de junho, o símbolo improvável de que a experiência e a determinação ainda encontram espaço entre os grandes do futebol mundial. O empate não foi apenas um resultado: foi uma declaração de que pequenas nações também têm seus guardiões.

  • A Espanha, campeã da Eurocopa, sufocou Cabo Verde com 70% de posse de bola e 12 finalizações só no primeiro tempo — e não marcou nenhum gol.
  • Aos 40 anos, Vozinha se esticava, bloqueava, posicionava-se com precisão cirúrgica, sem dar rebote e sem se desconcentrar por um segundo sequer.
  • O empate 0 a 0 representa um resultado histórico: a estreia de Cabo Verde em uma Copa do Mundo com um ponto conquistado contra a atual campeã europeia.
  • O apelido 'Vozinha', nascido de gozações de infância por reclamar de pancadas, tornou-se agora sinônimo de resistência em campo internacional.

Quando Cabo Verde e Espanha se encontraram pela primeira vez em uma Copa do Mundo, na segunda-feira, 15 de junho, o jogo parecia destinado a ser um massacre. A atual campeã da Eurocopa dominou com 70% de posse de bola e finalizou 12 vezes no primeiro tempo. Nenhuma delas entrou. O responsável por essa resistência tinha 40 anos e um apelido que soava como brincadeira de criança.

Vozinha é, no registro civil, Josimar José Évora Dias. O nome veio do pai, admirador do lateral-direito Josimar, ídolo do Botafogo que defendeu o Brasil na Copa de 1986. Já o apelido nasceu nas ruas de sua vizinhança: menino, ele jogava com crianças mais velhas, não gostava de apanhar e reclamava quando levava pancadas. Os colegas diziam que ele corria para os avós — que o criaram — para se queixar. A gozação virou apelido, e ele decidiu carregá-lo para a vida profissional.

Contra a Espanha, Vozinha mostrou por que ainda merecia estar em um campo de Copa do Mundo. Esticava-se para a lateral, bloqueava chutes sem dar rebote, posicionava-se com precisão. Quando o apito final soou, o placar era 0 a 0. Cabo Verde havia conquistado algo raro: um empate contra a campeã europeia em sua estreia na competição. E o menino que reclamava de pancadas havia feito o que muitos chamaram de milagres.

Na segunda-feira, 15 de junho, quando Cabo Verde e Espanha se encontraram pela primeira vez em uma Copa do Mundo, o jogo poderia ter sido um massacre. A Espanha, campeã da Eurocopa, dominou a posse de bola com 70% e finalizou 12 vezes no primeiro tempo. Quatro desses chutes foram diretos ao goleiro. Nenhum entrou. O responsável por essa resistência improvável tinha 40 anos, um apelido que soava como brincadeira de criança e um nome que homenageava um lateral brasileiro de décadas atrás.

Vozinha — assim o conhecem no futebol — é Josimar José Évora Dias de verdade. Seu pai era admirador do lateral-direito Josimar, que defendeu a seleção brasileira na Copa de 1986 e se tornou ídolo do Botafogo. Quando nasceu, recebeu esse nome como tributo. Mas o apelido que o acompanha desde a infância carrega uma história bem diferente, nascida nas ruas de sua vizinhança em Cabo Verde.

Quando era menino, Vozinha jogava com crianças mais velhas. Ele não gostava de apanhar — quem gosta? — e quando levava pancadas, reclamava. Seus companheiros de brincadeira viam nisso uma oportunidade de gozação. Diziam que ele ia correr para seus avós, que o criaram, para reclamar das agressões. A brincadeira pegou, virou apelido, e ele decidiu carregar o nome para a carreira profissional.

Na partida de segunda-feira, Vozinha mostrou por que um goleiro aos 40 anos ainda merecia estar em um campo de Copa do Mundo. Contra uma seleção que chegava como favorita, ele se esticava para a lateral, bloqueava chutes altos sem dar rebote, posicionava-se com precisão. Não podia se desconcentrar nem por um segundo. A Espanha não dava trégua. Mas quando o apito final soou, o placar permanecia 0 a 0. Cabo Verde havia conquistado algo raro: um empate contra a atual campeã europeia em sua estreia na competição. E Vozinha, o menino que reclamava de pancadas e ganhou um apelido por isso, havia feito o que chamam de milagres.

Não gostava de levar pancada e, emburrado, era sacaneado pelas crianças que diziam que ele ia fazer queixa aos avós que o criaram
— Vozinha, em entrevista à ESPN
The Hearth Conversation Another angle on the story
Inventor

Como um goleiro de 40 anos, praticamente desconhecido no futebol mundial, acaba em uma Copa do Mundo?

Model

Cabo Verde conquistou sua vaga. Vozinha é experiente, conhece seu ofício. Aos 40, você não está lá por acaso — está porque ainda tem algo a oferecer.

Inventor

Mas 70% de posse de bola da Espanha? Como se segura isso?

Model

Você não segura. Você reage. Você fica atento a cada movimento, cada finalização. Quatro chutes perigosos no primeiro tempo — ele defendeu todos. Sem rebote, sem concessões.

Inventor

O nome dele é uma homenagem a um jogador brasileiro de 1986. Isso importa?

Model

Importa porque mostra que futebol é uma linguagem que atravessa fronteiras. Seu pai admirava Josimar. Passou o nome adiante. Agora o filho dele está em uma Copa do Mundo.

Inventor

E o apelido 'Vozinha'? Parece coisa de criança.

Model

É. Surgiu porque ele não gostava de levar pancada e reclamava. Os garotos da vizinhança o zoavam dizendo que ele ia correr para os avós. A brincadeira virou identidade. Ele abraçou.

Inventor

Qual é o significado de um empate 0 a 0 contra a Espanha para Cabo Verde?

Model

É tudo. É mostrar que você pertence ali. Que não é figurante. Que um goleiro de 40 anos, com um apelido que vem de uma brincadeira infantil, pode fazer defesas que importam.

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