Gaviões da Fiel desfila às 1h45 com samba sobre resistência indígena

A voz da resistência, a lança ancestral no peito do Brasil
Trecho do samba enredo que posiciona os povos indígenas como força viva na história brasileira.

Na madrugada de domingo, a Gaviões da Fiel transforma a avenida em tribuna ao desfilar com 'Vozes Ancestrais para um Novo Amanhã', um samba enredo que convoca a memória dos povos originários do Brasil como ato de resistência e pertencimento. A escola corinthiana, com Sabrina Sato à frente da bateria, ocupa seu lugar no grupo especial paulista não apenas como competidora, mas como narradora de uma história que antecede o próprio país. O carnaval, uma vez mais, serve de espelho para as questões que a sociedade ainda não terminou de responder.

  • A Gaviões da Fiel entra na avenida às 1h45 da madrugada carregando um tema que não pede licença: a resistência indígena como centro da narrativa nacional.
  • O samba enredo invoca etnias como Tapajó, Tupi e Caeté, transformando nomes apagados pela colonização em versos cantados por milhares de vozes.
  • Sabrina Sato assume a rainha de bateria em um desfile que integra o segundo dia do grupo especial, com seis outras escolas disputando a mesma avenida na mesma madrugada.
  • Para quem não está nas arquibancadas, a TV Globo e o Globoplay transmitem ao vivo, abrindo o espetáculo a qualquer espectador com acesso à internet e um cadastro gratuito.

Na madrugada de domingo, 15 de fevereiro, a Gaviões da Fiel sobe à avenida para apresentar 'Vozes Ancestrais para um Novo Amanhã', homenagem à resistência dos povos originários do Brasil. Com Sabrina Sato como rainha de bateria e o samba interpretado por Ernesto Teixeira, a escola corinthiana ocupa seu espaço no grupo especial paulista com um tema que toma partido: a letra invoca etnias como Tapajó, Cariri, Tupi e Canindé, fala de flechas que apontam novas direções e recupera Pindorama como nome original do território que se tornaria o Brasil.

O desfile integra o segundo dia de apresentações, com sete escolas no total. A programação começa às 22h30 com o Império da Casa Verde e segue até o encerramento com Camisa Verde e Branco. A Gaviões entra na sequência da Mocidade Alegre, à 1h45, e antecede ainda Estrela do Terceiro Milênio e Tom Maior.

Quem não puder acompanhar pela televisão tem à disposição a transmissão ao vivo pelo Globoplay, acessível gratuitamente mediante cadastro simples no site da plataforma. A escolha de um tema centrado na memória e na luta indígena posiciona a agremiação dentro de um debate contemporâneo que vai além da avenida — o carnaval como espaço de narrativa pública sobre quem somos e de onde viemos.

Na madrugada de domingo, 15 de fevereiro, a Gaviões da Fiel sobe à avenida às 1h45 para defender seu samba enredo no grupo especial das escolas de samba de São Paulo. O tema escolhido pela agremiação corinthiana é "Vozes Ancestrais para um Novo Amanhã", uma homenagem à resistência dos povos originários do Brasil. A transmissão acontece ao vivo pela TV Globo, com a possibilidade de acompanhamento também pela plataforma Globoplay para quem preferir assistir pela internet.

O desfile da Gaviões integra o segundo dia de apresentações do grupo especial paulista, que reúne sete escolas no total. A programação começa mais cedo, com a Império da Casa Verde abrindo os trabalhos às 22h30, seguida pela Águia de Ouro às 23h35 e Mocidade Alegre à meia-noite e quarenta. Depois da Gaviões, ainda desfilam Estrela do Terceiro Milênio, Tom Maior e Camisa Verde e Branco, encerrando a madrugada. Sabrina Sato assume o papel de rainha de bateria da escola.

O samba enredo será interpretado por Ernesto Teixeira e traz em suas letras a narrativa dos povos indígenas brasileiros. A composição invoca nomes de etnias como Tapajó, Cariri, Caeté, Potiguar, Tupi e Canindé, posicionando-as como vozes de resistência contra a colonização. Os versos falam de paz mas também de prontidão para a luta, de flechas que apontam novas direções e de um lado assumido pela escola na história do Brasil. A letra menciona ainda Pindorama, o nome indígena para o território que se tornaria o Brasil, e invoca a necessidade de reflorestar o pensamento coletivo.

Para quem não conseguir acompanhar pela televisão, a Globoplay oferece transmissão ao vivo através de sua plataforma digital. O acesso é gratuito mediante cadastro simples no site globoplay.globo.com. O processo exige preenchimento de dados pessoais básicos — nome completo, e-mail, senha, data de nascimento, localização — e aceitação dos termos de uso. Uma vez cadastrado, o espectador pode acessar a aba "Agora na TV" e selecionar o canal da TV Globo para acompanhar as apresentações conforme elas acontecem.

O desfile da Gaviões chega em um momento em que as escolas de samba paulistas retomam suas apresentações após o período de preparação. A escolha por um tema que centra a voz indígena e sua luta histórica marca uma posição clara da agremiação sobre questões contemporâneas de resistência e memória. O samba enredo funciona como narrativa pública, levando para a avenida uma reflexão sobre quem foram os primeiros povos do Brasil e qual é seu lugar na história que continua sendo escrita.

Eu sou de paz, mas tô pronto pra guerra / Flecha que aponta novas direções
— Samba enredo da Gaviões da Fiel, interpretado por Ernesto Teixeira
La Conversación del Hearth Otra perspectiva de la historia
Inventor

Por que a Gaviões escolheu justamente este tema, sobre povos indígenas, para este carnaval?

Model

É uma escolha que coloca a escola em diálogo com questões que estão vivas no Brasil agora. Não é apenas história — é resistência presente.

Inventor

E o samba enredo, como ele funciona para contar essa história?

Model

Através de nomes de povos específicos, de imagens de floresta e rio, de uma linguagem que mistura o sagrado com o político. Ernesto Teixeira canta isso como quem está dentro da luta, não de fora.

Inventor

Sabrina Sato como rainha de bateria — isso muda algo na forma como a escola é vista?

Model

Ela é o rosto visível, a energia que puxa a bateria. Neste caso, ela carrega também essa narrativa indígena para frente, para toda a avenida.

Inventor

E para quem está em casa, assistindo pela internet, o impacto é o mesmo?

Model

Diferente, mas real. A câmera capta detalhes que você não vê na avenida. Mas perde a vibração, o chão tremendo. São duas experiências.

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