No limiar de uma eleição marcada pela presença da inteligência artificial, o PT levou ao Tribunal Superior Eleitoral uma questão que transcende a disputa entre partidos: pode uma simulação digital de uma pessoa substituir sua voz na arena pública, mesmo quando declarada como tal? A corte se debruça sobre um vídeo exibido na convenção de Flávio Bolsonaro em que um avatar do ex-presidente — preso e impedido de se manifestar — pede apoio ao filho. O que está em julgamento não é apenas a legalidade de um clipe, mas os contornos do que se entende por presença, autenticidade e engano na democracia d