Há uma antiga confusão humana entre intensidade e hostilidade — entre o corpo que sente com força e o corpo que ameaça. A psicologia contemporânea esclarece que o volume elevado da voz é, antes de tudo, uma resposta fisiológica a emoções intensas, moldada também por personalidade e herança cultural. Compreender essa distinção é um convite à escuta mais generosa: ouvir o que é dito, não apenas como é dito.