Quando uma empresa abandona o objeto físico que por décadas foi o ritual de entrada no jogo — a caixa, o disco, o cheiro de plástico novo —, ela não encerra apenas um formato: encerra um pacto simbólico com sua comunidade. O movimento PSBlackout, convocado para os dias 23 a 30 de agosto, é a resposta organizada de jogadores que enxergam no fim da mídia física da Sony não um avanço tecnológico, mas o último sinal de uma empresa que se distanciou daqueles que a sustentaram. Sete dias de silêncio digital raramente mudam balanços corporativos, mas revelam o quanto a lealdade tem limites — e o quan