Debaixo da terra, um pequeno roedor desafia o tempo com uma longevidade que envergonha a maioria dos mamíferos de porte semelhante. Pesquisadores da Universidade Tongji, em Xangai, publicaram na revista Science a descoberta de que a proteína cGAS — presente em praticamente todos os mamíferos — opera de forma invertida no rato-toupeira-pelado, favorecendo o reparo do DNA em vez de prejudicá-lo. Nesse contraste silencioso entre espécies, a ciência encontra não apenas a explicação para quase quatro décadas de vida saudável de um roedor, mas também um espelho para repensar o envelhecimento humano.