Um semeador pensado para motas, onde máquinas maiores não conseguem operar
No coração do Alentejo, um jovem estudante transformou uma necessidade prática da viticultura numa ideia premiada: um semeador adaptado a motas de quatro rodas, capaz de semear cobertos vegetais entre as videiras com uma simplicidade que o júri reconheceu como inovação genuína. O projeto 'Motosemeador', de Luís Almeida, venceu a 22.ª edição regional do Poliempreende no Politécnico de Portalegre, conquistando dois mil euros e o direito de representar a instituição na final nacional. Neste gesto de engenho agrícola, ecoa uma verdade antiga: as melhores soluções nascem muitas vezes da observação paciente do que falta no campo.
- Um estudante de Tecnologias de Produção Agropecuária apresentou em dez minutos uma solução que o júri considerou superior a todos os outros projetos em competição.
- O concurso reuniu na BioBIP, em Portalegre, um painel de avaliadores de peso regional que escrutinou inovação, viabilidade financeira e impacto socioeconómico de cada proposta.
- O 'Motosemeador' não ficou sozinho no pódio — projetos como 'ErasUnic', 'Gastu' e 'EcoWatt' garantiram também prémios e acesso a incubação gratuita em regime de cowork.
- A vitória abre caminho para a final nacional no Algarve, onde o prémio sobe para dez mil euros e a pressão aumenta — o representante anterior do Politécnico já venceu nessa fase.
- O projeto carrega agora o peso de uma expectativa institucional: replicar o sucesso da edição anterior e consolidar o Politécnico de Portalegre como referência nacional no empreendedorismo académico.
Luís Almeida, estudante de Tecnologias de Produção Agropecuária na Escola Superior de Biociências de Elvas, apresentou no dia 26 de junho um projeto tão direto quanto eficaz: o 'Motosemeador', um semeador adaptado a motas de quatro rodas, concebido para semear cobertos vegetais em vinhas. A proposta venceu a 22.ª edição regional do Poliempreende, organizado pelo Politécnico de Portalegre nas instalações da BioBIP.
O júri, presidido por Artur Romão e composto por representantes de instituições financeiras, associações empresariais e serviços de emprego da região, avaliou cada projeto segundo critérios exigentes: inovação, plano de marketing, viabilidade financeira, exequibilidade e impacto socioeconómico. O 'Motosemeador' destacou-se em todas as dimensões, combinando criatividade com aplicabilidade real no contexto agrícola alentejano.
O segundo lugar foi para o 'ErasUnic', desenvolvido por uma equipa de seis estudantes de diferentes licenciaturas e até de uma universidade polaca. O terceiro prémio foi partilhado entre o 'Gastu' e o 'EcoWatt'. Além dos prémios em dinheiro — dois mil, mil e quinhentos, e mil euros, respetivamente —, todos os projetos distinguidos ganharam acesso a incubação presencial gratuita na BioBIP.
Agora, o 'Motosemeador' avança para a final nacional, que decorre no Algarve entre 31 de agosto e 4 de setembro, com um prémio máximo de dez mil euros em jogo. O Politécnico de Portalegre chega a esta fase com confiança: o seu representante na edição anterior venceu a final nacional, e Luís Almeida carrega consigo essa herança de sucesso.
Luís Almeida, estudante de Tecnologias de Produção Agropecuária na Escola Superior de Biociências de Elvas, apresentou uma ideia simples mas prática no dia 26 de junho: um semeador adaptado a motas de quatro rodas, desenhado especificamente para semear cobertos vegetais em vinhas. O projeto, batizado "Motosemeador", conquistou o primeiro lugar na 22.ª edição do concurso regional do Poliempreende, organizado pelo Politécnico de Portalegre.
O concurso realizou-se nas instalações da BioBIP, em Portalegre, onde cada equipa teve dez minutos para apresentar a sua proposta perante um júri composto por figuras de relevo na região. Artur Romão, pró-presidente para o Empreendedorismo, Emprego e Valorização do Conhecimento do Politécnico de Portalegre, presidiu ao painel que incluía Luís Barradas, diretor comercial da Caixa Geral de Depósitos para a região de Portalegre e Évora; Ana Rita Dias, diretora geral da Associação Comercial e Industrial de Ponte de Sor; Ana Garrido, chefe de divisão da Comunidade Intermunicipal do Alto Alentejo; e Ana Isabel Sampaio, coordenadora do Serviço de Emprego e Formação Profissional de Portalegre.
A avaliação não se limitou a uma única dimensão. Os projetos foram analisados segundo critérios rigorosos: grau de inovação, plano de marketing, plano financeiro, exequibilidade, impacto socioeconómico e competências da equipa. O "Motosemeador" destacou-se em todas estas áreas, demonstrando não apenas uma solução criativa para um problema real da agricultura regional, mas também viabilidade prática e potencial de impacto económico e social.
O segundo lugar coube ao projeto "ErasUnic", desenvolvido por cinco estudantes — Guilherme Velez, Lara Baptista, Tânia Baleca, Guilherme Teófilo e Patrícia Tapadas, da Licenciatura em Administração de Publicidade e Marketing, e Luísa Carvajal, estudante de Relações Internacionais na WSB University Poland. O terceiro lugar foi dividido entre dois projetos: "Gastu", de Miriam de Pina, estudante de Engenharia Informática, e "EcoWatt", de Kerlley Santos, do Mestrado em Gestão de PME.
Os prémios monetários refletiram a hierarquia: o vencedor recebeu dois mil euros, o segundo classificado mil e quinhentos, e o terceiro mil. Mas o incentivo financeiro foi apenas parte da recompensa. Todos os projetos distinguidos ganharam acesso a um programa de incubação presencial gratuita na BioBIP, em regime de cowork, oferecendo-lhes infraestrutura e apoio para desenvolver as suas ideias.
Com a vitória regional, o "Motosemeador" agora representa o Politécnico de Portalegre na final nacional do Poliempreende, que decorre no Algarve entre 31 de agosto e 4 de setembro. A escala muda significativamente: na final nacional, o prémio para o primeiro lugar é de dez mil euros. A instituição tem razões para otimismo — o seu representante na edição anterior do concurso venceu a final nacional, estabelecendo um precedente de sucesso que Almeida e o seu projeto agora tentarão replicar.
Citas Notables
O projeto foi avaliado com base em critérios como inovação, plano de marketing, plano financeiro, exequibilidade, impacto socioeconómico e competências da equipa— Júri do Poliempreende regional
La Conversación del Hearth Otra perspectiva de la historia
O que torna este semeador diferente de outras soluções que já existem no mercado?
A inovação está na adaptação. Não é apenas um semeador — é um semeador pensado especificamente para motas de quatro rodas, o que permite acesso a terrenos de vinha onde máquinas maiores não conseguem operar. É prático, é acessível, e resolve um problema real que os agricultores enfrentam.
Como é que um estudante chega a esta ideia?
Luís Almeida está a estudar Tecnologias de Produção Agropecuária. Está imerso neste mundo. Vê os problemas do dia a dia, entende as limitações das ferramentas existentes, e começa a pensar em soluções. Não é teórico — é enraizado na prática.
O júri parece ter sido bastante rigoroso. O que é que eles procuravam?
Não queriam apenas criatividade. Queriam inovação, sim, mas também um plano de negócio sólido, viabilidade financeira, e potencial de impacto real na economia e na sociedade. O "Motosemeador" passou em todas essas dimensões.
E agora vai para a final nacional. Qual é a diferença entre vencer regionalmente e vencer nacionalmente?
A regional é validação local — prova que a ideia funciona no contexto do Alto Alentejo. A nacional é reconhecimento em escala, competição com os melhores projetos de todo o país. E o prémio salta de dois mil para dez mil euros.
Qual é a próxima etapa para Almeida?
Tem até ao final de agosto para refinar a apresentação, talvez melhorar o protótipo, consolidar o plano de negócio. Tem também acesso à incubação na BioBIP, que lhe dá espaço e apoio para trabalhar. A final nacional é em setembro, no Algarve.